Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro de Vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de Vós. Do espírito maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos. Amém. VEJA MAIS E OUÇA
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Na igreja do convento das Bernardas, de Vallbona, se conserva uma mão humana seca e apergaminhada.
A legenda conta que ela pertenceu a um monge do mosteiro de Santa Creus.
Neste mosteiro havia dois monges que, mesmo antes de entrar no convento, eram amigos inseparáveis.
Dentro do mosteiro continuaram com a boa amizade, fazendo sempre juntos suas orações, seus passeios e suas meditações.
Então prometeram-se mutuamente que, se um deles morresse, o que sobrevivesse rezaria todos os dias pelo outro, dizendo diante de seu túmulo um responsório.
Passaram-se os anos, e os dois monges não se separaram nunca, até que um deles morreu.
Seguindo o costume do mosteiro, foi sepultado no subterrâneo, no lugar destinado a ele, num sarcófago de pedra, como todos os companheiros que o haviam precedido.
No dia seguinte à morte, seu amigo desceu ao subterrâneo.
Ajoelhado diante da tumba, rezou devotamente o responsório, tal como havia prometido.
Ao terminar, viu, mudo de espanto, que a tampa do sarcófago se levantava para deixar passagem a uma mão.
Esta lhe deu a bênção, ficando um momento fora da tumba, quieta, como que esperando que ele a tomasse.
Nada disse o monge do que havia ocorrido, por temor de que se tratasse de uma alucinação, devido ao muito afeto que sentia por seu amigo.
Desceu no dia seguinte, rezou, e ao terminar, outra vez saiu a mão do amigo da tumba e lhe deu a bênção.
Todos os dias descia o monge, e todos os dias a mão do amigo o bendizia piedosamente.
O monge não se pôde calar por mais tempo.
Deu contas ao prior do que sucedia.
No outro dia desceram com ele o prior e toda a comunidade.
Iluminaram a tumba com círios bentos e cantaram todos um responsório pelo companheiro.
Quando terminaram, levantou-se a tampa do sarcófago, como ocorria todos os dias, e apareceu uma mão pálida, benzeu a seus companheiros e ficou depois um momento imóvel.
Santa Maria de Vallbona
O prior aproximou-se então da tumba, e com olhos cheios de lágrimas pela emoção, tomou entre as suas a mão do monge.
Sem puxar, sem fazer esforço algum, a mão se desprendeu do corpo e ficou entre as do prior, que caiu de joelhos ante o milagre.
Durante muitos anos a mão se conservou na capela do mosteiro de Santa Creus.
Mais tarde foi trasladada ao convento das Bernardas, Vallbona, onde até hoje se encontra.
(Fonte: V. Garcia de Diego, "Antología de Leyendas de la Literatura Universal" - Labor, Madrid, 1953)
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Das festas em que se honra Nosso Senhor Jesus Cristo, talvez nenhuma fala tanto ao espírito e impressione tão profundamente, quanto a festa do Preciosíssimo Sangue.
É claro que tais reações são individuais e dependem do modo da graça tocar cada pessoa.
O sangue é uma parte de nossa pessoa e deve-se ao Sangue de Cristo toda a adoração que se deve ao próprio Cristo.
É condição natural do sangue estar dentro do organismo de maneira que toda efusão apresenta um caráter catastrófico.
Numerosas doenças se anunciam por uma perda de sangue. É uma desordem-desastre, um sinal de alarme violento de que as condições orgânicas não estão boas.
O sangue vertido fala-nos da luta e do crime. O sangue de Abel, vertido por Caim segundo a Escritura subia a Deus clamando por vingança.
O sangue derramado pelo crime, aponta uma dilaceração profunda do ser que nos dá a ideia de algo de injusto, violento, iníquo, uma perturbação profunda que clama a Deus pelo restabelecimento da ordem.
Quando pensamos no Sangue infinitamente Precioso de Nosso Senhor Jesus Cristo, consideramos q Ele foi gerado no seio de Nossa Senhora, e sai de Seu Santíssimo Corpo de onde nunca deveria ter saído, como o vinho que sai da uva.
Esse é o sangue de Davi, de Maria, do Homem-Deus e que, por atos de violência deicida inomináveis, pela flagelação, pela coroação de espinhos, pela cruz carregada, pelos tormentos da alma quando Nosso Senhor, na agonia, começou a sofrer e que o sangue transudava de todo o seu Corpo.
“Ninguém prova mais a amizade do que dando a vida por seu amigo”
Esse Sangue é uma tal manifestação de onde pode ir a maldade humana, o mistério da iniquidade, a manifestação de quanto Deus tolera, é um memorial para nós compreendermos até onde é capaz de ir a natureza humana decaída, sobretudo quando dirigida pelo pecado e pelo demônio.
O mal é capaz de tudo, das piores infâmias e contra ele, se podem empregar todas as violências preventivas segundo a Lei de Deus e dos homens.
Tudo quanto é otimismo bobo, deixar para depois, é um verdadeiro crime, porque até lá o mal foi capaz de ir e, portanto, ele foi capaz de tudo.
Esta consideração é muito desagradável para a nossa índole bonacheirona, dulçurosa, amiga de pactuar, inimiga das divisões.
Mas, devemos meditar, diante do Precioso Sangue, até onde a Revolução vai.
A Revolução não recua diante de nada, ela se voltou contra o Homem-Deus.
Diante do Sangue derramado é importante notar a misericórdia de Deus, que quis derramar numa abundância inaudita.
Todo o Sangue que havia no Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo foi derramado, sem reserva de uma só gota, pelo imenso desejo de Nosso Senhor de nos salvar.
Uma gota de Seu Sangue teria servido para tudo, mas Ele derramou todo o sangue que tinha.
A tal ponto que, ainda aquilo que lhe restava, na lança com que Longino lhe cravou, foi vertido juntamente com água. Ele quis que dEle não restasse nada, para nos remir.
Essa abundância de sangue, de sofrimento, essa entrega completa de si, lembra uma palavra de Nosso Senhor: “Ninguém prova mais a amizade do que dando a vida por seu amigo”.
Ora, no cerne da festa do Preciosíssimo Sangue está essa afirmação: “ninguém pode ser mais amigo de cada um de nós do que aquele que dá a vida por nós”.
Ele fez mais, porque quis sofrer toda a morte das pancadas, da angústia em cada gota de sangue que ia saindo de seu corpo sagrado.
Cada gota de sangue que caia era uma pequena morte. Ele quis passar por todas essas pequenas mortes para mostrar até que ponto infinito Ele tinha amizade a nós.
Cobrindo-nos de Seu Sangue e apresentando-nos ao Padre Eterno pedindo perdão para nós, devemos ter confiança de que obteremos.
Mas, por outro lado, mostra o horror do destino eterno do condenado. Para evitar essa condenação eterna, Nosso Senhor chegou até esse ponto.
Então, medimos a profundeza do inferno considerando uma gota do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Qualquer consideração sobre o Sangue de Cristo nos faz lembrar as lágrimas de Maria. E depois da Eucaristia.
Nosso Senhor não quis que Nossa Senhora vertesse uma gota de Seu sangue. Permitiu tudo contra Ele, mas não permitiu que as potências do mal tocassem sequer com a ponta do dedo em Sua Mãe Imaculada.
Ela não teve tormento físico. A Redenção viria inteira do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas Nossa Senhora verteu uma forma de sangue: foram Suas lágrimas.
As lágrimas são o sangue da alma. E Ela sofreu toda a dor da morte dEle nas lágrimas dEla que se juntaram a esse Sangue.
Foi o primeiro tributo da Cristandade para completar aquilo que Deus quis que fosse completado em Sua Paixão, pelo sofrimento dos fiéis, para que as almas se salvassem em quantidade.
Representação piedosa do momento tremendo do golpe no corpo exânime de Jesus Cristo
Passo da Hermandad de la Lanzada, Semana Santa, Sevilha.
Por fim, é preciso pensar na Sagrada Eucaristia. O Sangue de Cristo vertido pelas ruas, pelas praças, no Pretório de Pilatos, no alto do Calvário, está inteiro na Sagrada Eucaristia.
Então, quando recebermos o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, devemos nos lembrar disso.
Esse Precioso Sangue, derramado por nós, é por nós recebido na Comunhão.
Ele entra dentro de nós como o sangue de Abel, não para clamar castigo, mas para clamar misericórdia por nós.
Então, recebermos a Eucaristia com muita confiança, com muita alegria, porque recebemos o Sangue de Cristo que sobe ao céu e brada pedindo por nós.
(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra de 1° de julho de 1965; apud Pliniocorreadeoliveira.info).
Vídeo: Procissão do Preciosíssimo Sangue de Cristo (Weingarten, Alemanha)
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São Bernardo compôs uma oração a Nossa Senhora que figura com o nome “Ato de abandono cego e de amorosa confiança na doce Virgem Maria”, no “Livre d'Or - Manuel complet de la parfaite dévotion à la très sainte Vierge d'après S. Louis-Marie de Montfort” (6e. édition, Pères Montfortains, Louvain, 1960, pages 689-692) que nos bons tempos se encontrava a disposição dos fiéis.
Ela reza assim:
“Ó doce Virgem Maria, minha augusta soberana, minha amável Senhora, minha Mãe amorosíssima, ó doce Virgem, eu coloquei em Vós toda minha esperança e eu não serei confundido.
“Doce Virgem Maria, eu creio tão firmemente que do alto do Céu Vós velais dia e noite sobre mim e sobre aqueles que esperam em Vós.
“Eu estou tão intimamente convencido de que jamais pode faltar nada quando se espera tudo de Vós, que resolvi viver daqui para o futuro sem nenhuma apreensão, e me descarregar inteiramente sobre Vós em todas as minhas iniquidades.
“Doce Virgem Maria, Vós me estabelecestes na mais inabalável confiança.
“Ó, mil vezes obrigado por uma graça tão preciosa. Eu ficarei daqui por diante em paz sob vosso Coração tão puro.
“Eu não pensarei mais senão em Vos amar, em Vos obedecer, enquanto Vós gerireis, Vós mesma, minha boa Mãe, os meus mais caros interesses.
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Santo Anselmo de Cantuária (1033 ca. – 1109), Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, foi intrépido nos combates da Fé e defendeu a Igreja contra o Rei Guilherme, o ruivo...
Na sapiente “Vida dos Santos”, do Padre Réné François Rohrbacher (1789 – 1856), vol. VII, Editora das Américas, 1959, págs.133 e ss., lemos que os bispos ingleses decidiram sagrar Santo Anselmo como arcebispo de Cantuária mas ele recusou terminantemente, pois sabia da intromissão real neste cargo.
O santo era velho e mal conseguia carregar a si próprio, como poderia levar o fardo de toda uma Igreja?
Levaram-no ao rei Guilherme II que se encontrava gravemente enfermo.
O rei aflito disse-lhe:
“Anselmo, que fazes? Por que me envias ao Inferno? Não me deixes perecer, porque sei que estou condenado a morrer conservando este Arcebispado”.
Todos os assistentes acusavam Santo Anselmo de matar o rei.
O Santo voltou-se para os dois monges que o acompanhavam e disse: “Meus irmãos, por que não me socorreis?”
Um deles respondeu: “Se esta é a vontade de Deus, quem somos nós para resistir-lhe?”
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No livro do Pe. Charles Profillet “Les Saints Militaires” (Nabu Press, 2012), lemos a respeito do santo patrono da Suíça.
“Nicolau de Flue nasceu no dia 25 de março de 1417, falecendo no mesmo dia no ano de 1487.
“Era natural do cantão de Untervalden, na Suíça. Filho de modestos agricultores, demonstrou desde criança, aptidões invulgares de inteligência e piedade.
“Por isso seus pais procuraram dar-lhe uma educação um pouco melhor do que a que seria ministrada a um futuro lavrador.
“Nicolau sentia enorme inclinação para a vida contemplativa. Tinha visões que o convidavam a isso.
“Mortificava-se tão violentamente que sua mãe temeu por sua saúde e procurou orientá-lo nesse sentido.
“Mesmo com tal vocação, Nicolau casou-se, tendo numerosa prole e atingindo seus descendentes as mais altas dignidades do país.
“Casado, continuou com seu gênero de vida; levantava-se cada noite para rezar e todos os dias recitava o Saltério em honra de Nossa Senhora.
“Aos 23 anos foi ele chamado a lutar contra o cantão de Zurique, que se rebelara contra a confederação Helvética”.
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Na Idade Média foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.
Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval.
Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impregnada do perfume da Idade Média.
A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.
A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.
Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa.
Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.
Na crise da fé no século XX, reapareceram falsos teólogos que pretenderam reviver os erros protestantes com outro nome.
É o malfadado progressismo, que tem menos fundamento na verdade que os próprios protestantes.
Todos esses erros acabarão ficando à margem da História, como já ficaram os de Calvino, Zwinglio, Melanchton ou Lutero.
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Os Servitas de Maria foram sete Santos Fundadores, confessores, membros da aristocracia florentina que deram à sua Ordem a missão de propagar o culto das Dores da Bem-Aventurada Virgem Maria no século XIII.
É uma das mais antigas ordens fundadas para propagar a devoção a Nossa Senhora.
O muito bonito título de Servitas de Maria quer dizer escravos de Maria.
Como é evidente, prenuncia a devoção de São Luís Maria Grignion de Montfort, que é a devoção da escravidão no sentido próprio da palavra: um despojamento completo de todos os bens, passados, presentes e futuros inclusive os espirituais, os méritos de nossas boas obras que são postos nas mãos de Nossa Senhora.
Esse título é muito bom para marcar a diferença entre a boa piedade católica e a Revolução.
Há teólogos contemporâneos que consideram a expressão que São Luís Grignion de Montfort usa em seu Tratado uma coisa indigna do homem do século XX.
Era uma coisa que podia ser utilizada no passado, mas em nossa época, em que não há mais servos, ninguém é servo de Nossa Senhora.
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No livro de Ernest Hello, “A fisionomia dos Santos” (Ed. Cultor de Livros, 2014, 328 p.), há dados biográficos de São Patrício.
“São Patrício aos 12 anos foi raptado por piratas e levado para a Irlanda.
“Aí foi feito pastor, recebendo o dom da oração. Ajoelhava-se no meio do campo e rezava, cercado por seus animais.
“Depois de seis anos sai dessa região fazendo várias viagens cheias de peripécias e se tornou novamente escravo”.
A grama da Irlanda é de um verde famoso que os poetas antigos comparavam a uma esmeralda encastoada no mar ao norte da Europa.
Que cena bonita: São Patrício, pequeno, pastorzinho pobre e humilde, rezando sobre a relva esplendidamente verde da Irlanda e os animais fazendo círculo em torno dele.
Há cenas da Idade Média que dão para iluminuras ou vitrais de catedral. Porque a história e a fantasia se reúnem pelo poder da candura, da oração, da inocência fortalecida por carismas de Deus.
“Enfim, chegou ao mosteiro de São Martinho de Tours, na França. E como sempre sentira que sua vocação estava na Irlanda, partiu para evangelizá-la. Mas apesar de seus desejos, de sua santidade e de seu zelo e do chamamento sobrenatural, fracassou completamente. Foi tratado como inimigo”.
Como Deus prova os seus santos, fazendo que caminhem sem conseguir o objetivo que o próprio Deus tem em vista!
Num belo momento esse objetivo lhe vem às mãos. Aí a gente compreende como é natural sofrermos revezes.
Os que não são santos, entretanto, progridem rapidamente nas suas obras.
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São Gregório Magno, Papa, é considerado o fundador da Idade Média no Ocidente. Sua festa é no dia 12 de maio, mas no calendário atual se celebra no dia 3 de setembro. É o pai do canto gregoriano que tem esse nome em honra a ele.
“São Gregório nasceu em Roma, em torno do ano 540, filho do rico Senador Gordien. Foi elevado à dignidade de Pretor pelo imperador Justino, o Jovem. Gregório se fez notar pelas luzes de seu espírito, a maturidade de seu julgamento e um amor extremo da justiça. A única coisa que se imputava a ele era um grande luxo e um esplendor inteiramente mundano em suas roupas e em seus hábitos
“Gregório, cuja piedade tinha lutado incessantemente contra seu fausto, de repente fundou sete mosteiros, distribui aos pobres seus ricos trajes, seus preciosos móveis, e tomou o hábito monástico e em breve, se tornou abade, contra sua vontade.
“Impressionando pela beleza de alguns jovens ingleses expostos como escravos à venda obteve do papa Bento I a autorização de ir pregar a fé na Grã-Bretanha. Mas mal se pôs a caminho, o clero e o povo forçaram o Papa chamá-lo de volta.
“Na morte do papa Pelágio, as aclamações de Roma inteira o chamaram ao pontificado. Gregório fugiu da Cidade Eterna e escreveu ao imperador para lhe suplicar de não o confirmar na sua eleição e escondeu-se numa caverna. Mas o povo o descobriu, levou-o a Roma e o entronizou, apesar dele, no dia 13 de Setembro de 590.
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Santa Brígida de Kildare é uma das patronas da Irlanda, com São Patrício e São Columba.
Fundou vários mosteiros e foi favorecida com o dom dos milagres.
Como são imperscrutáveis os desígnios de Deus!
Santa Brígida, que se tornaria a padroeira da Irlanda, taumaturga, abadessa de milhares de monjas e um modelo de santidade, nasceu na escravidão, e fora do sagrado vínculo matrimonial!
Naquela época de muitas guerras, os vencidos, mesmo os de alta posição, se tornavam escravos dos vencedores com toda sua família.
A futura santa nasceu pelo ano 451 em Gaughart, no condado de Louth, na que hoje é a Irlanda.
Seu pai, um grande senhor, comprara uma escrava de muito bom parecer, também pagã, da qual enamorou-se, cometendo com ela o adultério.
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A história da devoção a Nossa Senhora da Lapa iniciou-se em meados do ano de 982 em Portugal.
Naquela data o general mouro Almançor, em uma de suas campanhas militares atacou o Convento de Sisimiro, situado na localidade de Quintela, Sernancelhe.
O cruel mouro martirizou parte das religiosas que ali se encontravam.
As religiosas que teriam conseguido escapar do general se abrigaram numa lapa (gruta), levando consigo uma imagem de Nossa Senhora.
A imagem ficou ali por cerca de quinhentos anos e foi sendo esquecida.
Em 1498, uma jovem pastora chamada Joana, menina ainda e muda de nascença, ao pastorear as ovelhas pelos arredores da gruta, teria resolvido adentrar e teria encontrado a imagem, pequena e formosa.
Porém a inocência da menina teria interpretado o achado como uma boneca e a teria colocado na cesta onde guardava seus pertences e seu lanche.
Durante o pastoreio, a menina enfeitava a cesta como podia, procurando as mais lindas flores para orná-la.
Embora as ovelhas se encontrassem sempre no mesmo lugar, estavam sempre alimentadas e tranquilas, o que despertou comentários entre algumas pessoas.
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Pai Santo, que estais no Céu, espero que não sejais ingrato, a ponto de não atender a súplica que vos fazemos para honra de vosso Filho.
Senhor, não vos fazemos este pedido por nós mesmos, pois não o merecemos, mas pelo Sangue de vosso Filho, por seus merecimentos e os de sua Mãe gloriosa, e pelos méritos de tantos mártires e santos que morreram por Vós.
Ó Padre Eterno! Tantos açoites, tantas injúrias, tão gravíssimos tormentos não podem ser ignorados.
Ó Criador meu, entranhas tão amorosas como as vossas não podem consentir no desprezo do que vosso Filho fez com tão ardente amor!
O mundo está ardendo, querem crucificar Cristo novamente, demolir a sua Igreja.
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Na consagrada obra do Pe. Réné François Rohrbacher (1789 – 1856) “Vidas dos Santos” (Editora das Américas, vol IV, 1959, SP) lemos os seguintes dados biográficos sobre Santo Eulógio:
“No ano de 850 desencadeou-se em Córdoba, Espanha, violenta perseguição muçulmana contra os cristãos.
“Dentre as várias vítimas destaca-se o sacerdote Eulógio, pertencente a uma das famílias mais consideradas da cidade e que descreveu os combates gloriosos daqueles que morreram pela fé.
“O califa Abdel Aman reuniu os conselheiros e ficou resolvido que prenderiam ou matariam quem quer que falasse contra o profeta.
“Alguns cristãos renunciaram a Jesus Cristo e perverteram outros.
“Vários passaram a tratar os mártires de indiscretos, alegando a Escritura e queixavam-se amargamente de Santo Eulógio e outros sacerdotes dizendo que haviam atraído a perseguição.
“Na presença dos bispos, um escrivão riquíssimo que tinha medo de perder o que possuía, atacou rijamente o sacerdote Eulógio.
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ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
Rei Imortal dos séculos, misericordioso Jesus, meu Salvador, Redentor e Advogado:
Chefe das Potestades e dos Principados do Céu; Rei dos reis, Senhor dos senhores e dono absoluto de tudo o que tem ser sobre a terra;
Dominador do universo: Justiça, Santificação e Redenção dos homens;
Santo dos Santos, e Santíssimo Santificador dos escolhidos, entre os quais condecoraste vosso Servo São Fernando com as sublimes virtudes, prerrogativas e excelências que outorgaste aos Santos Reis Davi, Josias e Ezequias,
Reunindo nele os dons e as graças dos outros santos líderes de vosso antigo povo escolhido.
Vós que o encontraste tão à medida de Vosso Coração, porque cumpriu Vossa santíssima vontade em tudo, e atendeu completamente Vossos desígnios soberanos:
Rogo-vos humildemente que, pela sua intercessão e pelos seus méritos, Vós conserveis sempre a Religião e a Piedade neste Reino Católico, preservando-o da impiedade e do erro;
Que Vós façais prosperar nossos Reis Católicos, com sua Família Real e seu corajoso exército;
E que, imitando o próprio Santo, vivamos em santidade e justiça todos os dias de nossas vidas, para que depois possamos ver-Vos e desfrutar de Vós por todo e sempre no Reino da Glória.
Amém.
(Fonte: Orações da Novena ao Rei San Fernando, composta pelo Padre Frei Diego José de Cádiz, impresso em Sevilha em 1796 (Reino de Granada)
Hoje temos a festa de São Fernando de Castela. A biografia está tirada de “La Vie des Saints”, pelo Pe. Edouard Daras e outros (L. Vivès, 1899; Nabu Press, 2012):
“Ele foi filho de Afonso, rei de Leão e de Berengária de Castela. Nascido em fins do século XII. Subiu ao trono aos 18 anos, tornando-se um dos grandes soberanos cristãos.
“Aos 27 anos pegou em armas contra os mouros, que mantinham parte da Espanha sob seu jugo e só as depôs quando de sua morte. Foi notável batalhador.
“No dia de São Pedro do ano de 1236 entrou em Córdoba, que os infiéis dominavam há cinco séculos.
“Consagrou a grande mesquita da cidade à Santíssima Virgem e fez transportar nos ombros dos maometanos os sinos de Compostela”.
É, inegavelmente, uma beleza!...
“Marchou sobre Sevilha e tomou-a com forças tão inferiores às do inimigo, que o general que entregou a cidade, olhando-a com lágrimas nos olhos (comentou):
‘Somente um santo poderia, com tais tropas, apoderar-se de uma praça tão forte e populosa’.
“Sua espada só a usou a serviço de Cristo.
‘Senhor, dizia, vós que sondais os corações, sabeis que busco vossa glória e não a minha. Não me proponho conquistar reinos perecíveis, mas difundir o conhecimento de Vosso Nome’.
São Fernando el Santo, Sevilha
Que linda oração contra o defeito da pretensão!
Poder dizer que em todas as ações de apostolado, se procura exclusivamente a glória de Deus e não a própria!
Não propomos conquistar para nós um prestígio perecível, mas queremos difundir o conhecimento da verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.