domingo, 27 de junho de 2021

São Bernardo: oração da confiança inabalável em Nossa Senhora

Nossa Senhora de Segovia
Nossa Senhora de Segovia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






São Bernardo compôs uma oração a Nossa Senhora que figura com o nome “Ato de abandono cego e de amorosa confiança na doce Virgem Maria”, no “Livre d'Or - Manuel complet de la parfaite dévotion à la très sainte Vierge d'après S. Louis-Marie de Montfort” (6e. édition, Pères Montfortains, Louvain, 1960, pages 689-692) que nos bons tempos se encontrava a disposição dos fiéis.

Ela reza assim:

“Ó doce Virgem Maria, minha augusta soberana, minha amável Senhora, minha Mãe amorosíssima, ó doce Virgem, eu coloquei em Vós toda minha esperança e eu não serei confundido.

“Doce Virgem Maria, eu creio tão firmemente que do alto do Céu Vós velais dia e noite sobre mim e sobre aqueles que esperam em Vós.

“Eu estou tão intimamente convencido de que jamais pode faltar nada quando se espera tudo de Vós, que resolvi viver daqui para o futuro sem nenhuma apreensão, e me descarregar inteiramente sobre Vós em todas as minhas iniquidades.

“Doce Virgem Maria, Vós me estabelecestes na mais inabalável confiança.

“Ó, mil vezes obrigado por uma graça tão preciosa. Eu ficarei daqui por diante em paz sob vosso Coração tão puro.

“Eu não pensarei mais senão em Vos amar, em Vos obedecer, enquanto Vós gerireis, Vós mesma, minha boa Mãe, os meus mais caros interesses.

domingo, 13 de junho de 2021

Santo Anselmo e as misteriosas vias de Deus

Santo Anselmo de Cantuária, catedral de Covington
Santo Anselmo de Cantuária,
catedral de Covington
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Santo Anselmo de Cantuária (1033 ca. – 1109), Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, foi intrépido nos combates da Fé e defendeu a Igreja contra o Rei Guilherme, o ruivo...

Na sapiente “Vida dos Santos”, do Padre Réné François Rohrbacher (1789 – 1856), vol. VII, Editora das Américas, 1959, págs.133 e ss., lemos que os bispos ingleses decidiram sagrar Santo Anselmo como arcebispo de Cantuária mas ele recusou terminantemente, pois sabia da intromissão real neste cargo.

O santo era velho e mal conseguia carregar a si próprio, como poderia levar o fardo de toda uma Igreja?

Levaram-no ao rei Guilherme II que se encontrava gravemente enfermo.

O rei aflito disse-lhe:

“Anselmo, que fazes? Por que me envias ao Inferno? Não me deixes perecer, porque sei que estou condenado a morrer conservando este Arcebispado”.

Todos os assistentes acusavam Santo Anselmo de matar o rei.

O Santo voltou-se para os dois monges que o acompanhavam e disse: “Meus irmãos, por que não me socorreis?”

Um deles respondeu: “Se esta é a vontade de Deus, quem somos nós para resistir-lhe?”

domingo, 6 de junho de 2021

São Nicolau de Flue: oração do guerreiro, místico e camponês perfeito

São Nicolau de Flue, o guerreiro perfeito, místico e camponês
São Nicolau de Flue, o guerreiro perfeito, místico e camponês
Luis Dufaur
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No livro do Pe. Charles Profillet “Les Saints Militaires” (Nabu Press, 2012), lemos a respeito do santo patrono da Suíça.

“Nicolau de Flue nasceu no dia 25 de março de 1417, falecendo no mesmo dia no ano de 1487.

“Era natural do cantão de Untervalden, na Suíça. Filho de modestos agricultores, demonstrou desde criança, aptidões invulgares de inteligência e piedade.

“Por isso seus pais procuraram dar-lhe uma educação um pouco melhor do que a que seria ministrada a um futuro lavrador.

“Nicolau sentia enorme inclinação para a vida contemplativa. Tinha visões que o convidavam a isso.

“Mortificava-se tão violentamente que sua mãe temeu por sua saúde e procurou orientá-lo nesse sentido.

“Mesmo com tal vocação, Nicolau casou-se, tendo numerosa prole e atingindo seus descendentes as mais altas dignidades do país.

“Casado, continuou com seu gênero de vida; levantava-se cada noite para rezar e todos os dias recitava o Saltério em honra de Nossa Senhora.

“Aos 23 anos foi ele chamado a lutar contra o cantão de Zurique, que se rebelara contra a confederação Helvética”.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Na festa de Corpus Christi, o hino “Ave Verum”
(“Salve, ó verdadeiro corpo”)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Idade Média foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.

Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval.

Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impregnada do perfume da Idade Média.

A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.

A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.

Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa. 
 
Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.

Na crise da fé no século XX, reapareceram falsos teólogos que pretenderam reviver os erros protestantes com outro nome.

É o malfadado progressismo, que tem menos fundamento na verdade que os próprios protestantes. 
 
Todos esses erros acabarão ficando à margem da História, como já ficaram os de Calvino, Zwinglio, Melanchton ou Lutero.