Santa Francisca Romana (1384-1440) com um anjo protetor.
De nobre e rica estirpe, teve três filhos e fundou as Oblatas de Maria.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
Santa Francisca Romana (1384-1440), de nobre e rica família, casou-se muito jovem, teve três filhos, fundou as “Oblatas de Maria” e em março de 1433 também fundou o mosteiro em Tor de' Specchi, perto do Campidoglio (Roma).
Quando seu marido morreu, em 1436, ela se mudou para esse mesmo mosteiro e se tornou a prioresa.
Ernest Hello, em sua obra “Physionomies de saints”, escreve o seguinte sobre a santa:
“A vida de Francisca reside nas visões. Suas visões mais singulares, mais estupendas, mais características, são as visões do inferno. Inúmeros suplícios, variados como os crimes, lhe foram mostrados no conjunto e nas minúcias”.
“Santa Francisca Romana viu o ouro e a prata derretidos, acumulados pelos demônios nas gargantas dos avarentos”.
Ela descreveu o inferno, onde reina uma ordem às avessas, quer dizer a desordem como o princípio constitutivo da anti-ordem de satanás:
O que é uma pessoa passar uma hora com ouro ou prata derretidos e quentes dentro da garganta, sem anestésicos, sem os mil cuidados dos nossos hospitais?
Então, imaginem o que é passar a eternidade com ouro e prata derretidos na garganta. Querer engolir e não poder, queimaduras horrorosas, sensações atrozes.
Tudo isto Santa Francisca Romana viu como martírio dos avarentos.
“Viu as hierarquias de demônios, suas funções, seus suplícios e os crimes a que eles presidem”.
“Viu Lúcifer, consagrado ao orgulho, chefe geral dos orgulhosos, rei de todos os demônios e de todos os condenados. Esse rei é muito mais desgraçado do que todos os seus súditos”.
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