domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal e bom Ano Novo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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"Noite Feliz": o como que hino oficial do Natal





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domingo, 16 de dezembro de 2018

Simbolismo do bói e do asno no Presépio de Natal

Afresco na catedral de Spoleto, Fra Filippo Lippi (1406 - 1469)
Afresco na catedral de Spoleto, Fra Filippo Lippi (1406 - 1469)
Luis Dufaur
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Uma das figuras que mais impressionam simpaticamente as almas que contemplam o Menino Jesus no presépio de Belém é a presença muito próxima de um asno e de um boi.

Os Evangelhos não fazem nenhuma referência a essa presença. Mas as razões de grande beleza moral trazem um ensino espiritual profundo.

Elas vêm do fundo do Antigo Testamento.

E nada mais e nada menos que de uma predição de Isaías (765 a.C. e 681 a.C. aprox.) o profeta que mais falou da futura vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e o mais referido nos Evangelhos.

Ele diz no capítulo I:

3. O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento.

4. Ai da nação pecadora, do povo carregado de crimes, da raça de malfeitores, dos filhos desnaturados! Abandonaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, e lhe voltaram as costas. (Isaías 1, 3)

O boi e o asno ajoelhados, presépio da escola de Fra Angelico, Metropolitam Museum of Art
O boi e o asno ajoelhados, presépio da escola de Fra Angelico, Metropolitam Museum of Art
Sim, o asno, ou mula, e o boi simbolizam a indiferença de Israel em relação a seu Messias.

Frieza que chegou ao ponto que o Menino Jesus teve que nascer numa gruta para animais porque ele não era verdadeiramente aguardado pelo seu povo amado!

São Justino mártir, um dos primeiros apologistas da Igreja, no século II (c. 100/114 – 162/168), mandou incluir o asno e o boi na representação do presépio.

Ele quis tornar visível que a profecia de Isaías tinha se realizado.

Na hora do magno acontecimento de Natal, Israel não reconheceu seu Salvador e nem estava preparado para faze-lo posta sua grande decadência moral, religiosa e também política e militar.

Por isso a representação da mula e do boi não está nos Evangelhos, mas sim no livro de Isaías.

A Tradição da Igreja desde São Justino no século II vem os representando no sentido.

Essa Tradição é inconteste, inclusive na nossa época em que predomina o vício de contestar e achincalhar tudo.

O então porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola, Mons. Juan Antonio Martínez Camino, bispo auxiliar de Madrid e ex-secretário de dita Conferência Episcopal, respondeu aos jornalistas quando interrogado sobre a não inclusão nos Evangelhos da presença de animal algum no presépio.

Vitral na igreja de São Domingos em Londres
Vitral na igreja de São Domingos em Londres
Mons. Martínez Camino estudou muito o tema e explicou num pregão natalino para “belenistas” [montadores ou fabricantes de presépios] de Oviedo.

“Há dois mil anos que quem quer que seja lendo os Evangelhos percebe que ali não aparece a mula e o boi. O Papa [Bento XVI] explica que apareceram na arte, em virtude do capítulo primeiro de Isaías: “O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento”.

São Justino interpreta que Israel conheceu o Redentor embora com menos fé que esses animais no presépio.

Na pintura românica catalana do século XII eles são apresentados com os olhos grandes como pratos, olhando para o Menino Jesus, e também no presépio que criou São Francisco de Assis na Idade Média.

Os dois animais representam também a humanidade toda que diante da aparição humilde de Deus no estábulo, chega ao conhecimento enlevado e adorador de seu Salvador.

Na pobreza do nascimento divino, a humanidade fiel recebe a Luz de Cristo que a todos ensina a ver.

Por tudo isso, nenhuma representação do presépio pode prescindir do boi e do jumento.




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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A premonição profética do Menino Jesus
segundo piedosa lenda de Natal


Luis Dufaur
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Uma piedosa lenda de Natal conta que o Menino Jesus sentado num troneto brincou tecendo uma coroa de espinhos.

E um espinho machucou seu dedo indicador da mão direita.

Nesse momento, com ciência profética, Ele previu os sofrimentos que haveria de aceitar para redimir o genro humano.

Em sua doçura de criança e na candura de sua inocência infinita Ele pressentiu as dores lancinantes de sua Paixão e Morte na Cruz.

Contemplou também a glória de sua Ressurreição. Anteviu a Redenção da humanidade, o triunfo universal da Igreja e da Cristandade.

domingo, 18 de novembro de 2018

Desde o Céu as almas vêem o que acontece e interferem na nossa terra

Luis Dufaur
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Para os medievais, esta terra não tinha um teto fechado e um chão de chumbo que confina os homens.

Pelo contrário, para cima eles tinham certeza que o mundo das almas que se salvaram agia e participava nesta nossa vida.

E que era possível pela oração se comunicar com esse mundo imerso na glória divina. E vice-versa, acreditavam e experimentavam também que o inferno se agita e vive espalhando caos.

Não era uma mera crendice. Esses horizontes superiores e inferiores têm plena justificação na mais estrita teologia católica.

Eis como explica essa interação o famoso teólogo dominicano Reginald Garrigou Lagrange O.P.:



Os bem-aventurados veem também em Deus, in verbo, a humanidade santa que o Filho único assumiu para sempre a fim de nos salvar.

Contemplam nela a graça da união hipostática, a plenitude da graça, da glória e da caridade da alma santa de Jesus, o valor infinito dos seus atos, o valor infinito de cada Missa, a vitalidade sobrenatural de todo o corpo místico da Igreja triunfante, padecente e militante.

Contemplam admirados as prerrogativas de Cristo como Sacerdote eterno, como Juiz dos vivos e dos mortos, como Rei universal de todas as criaturas e como Pai dos pobres.

domingo, 4 de novembro de 2018

A devoção medieval a Nossa Senhora e o senso da honra

Nossa Senhora na abadia de St-Denis, Paris. Provém da arrasada abadia de Cluny.
Nossa Senhora na abadia de St-Denis, Paris. Provém da arrasada abadia de Cluny.
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A devoção à Virgem predispõe os medievais ainda um tanto rudes à delicadeza, à piedade, à proteção dos fracos, ao respeito das mulheres.

Traz em si uma virtude de civilização e de cortesia.

Os testemunhos disso são infinitos e encantadores.

domingo, 23 de setembro de 2018

Na festa de São Miguel Arcanjo : 29 de setembro


Luis Dufaur
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Comemora-se a 29 de setembro a festa do glorioso São Miguel, cuja invicta combatividade em defesa do Deus onipotente é assim descrita no Apocalipse:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão.

“O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

E o Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

São Miguel é comumente designado como Arcanjo.

Entretanto, tal qualificação pode ser genérica e não significar que ele pertença ao oitavo coro de Anjos (os Arcanjos).

domingo, 9 de setembro de 2018

“Rorate Caeli”: sublime oração para nossos dias

Rorate caeli, miniatura em antifonario medieval
Rorate caeli, miniatura em antifonario medieval
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No Advento, o tempo litúrgico de preparação para a vinda do Salvador, a Igreja canta o “Rorate Caeli”.

É uma das mais belas e sublimes composições na história do catolicismo.

Ela também cantada em todas as épocas do ano, sobre tudo nos momentos de compunção em que desejamos implorar a graça com intensidade especial.

Seu refrão é tirado do livro do profeta Isaías que suplica:

“Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho, que as nuvens façam chover a vitória; abra-se a terra e brote a felicidade e ao mesmo tempo faça germinar a justiça!

Sou eu, o Senhor, a causa de tudo isso”. (Isaias, 45, 8).

O “Rorate Caeli” implora com compunção e fé a vinda do Messias, fazendo penitência e pondo a confiança na Redenção que se avizinha.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A segunda parte da Ave Maria


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A primeira parte da Ave Maria, ou Saudação Angélica, foi recitada pela primeira vez pelo Arcanjo São Gabriel no momento da Anunciação da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Até o século XV, a Ave-Maria não incluía a jaculatória que começa com “Santa Maria”, e terminava com as palavras “Jesus Cristo. Amém”.

Daí em diante ajuntou-se-lhe: “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores. Amém”.

A partir do século XVI, veio o final da oração com as palavras “agora e na hora de nossa morte”.

domingo, 12 de agosto de 2018

A Assunção: prêmio pelos sofrimentos da co-redenção

Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Luis Dufaur
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Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da dEle, se desse diante do olhar humano.

Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos céus.

Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo esperando a Ascensão para irem se assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Só os anjos estavam lá.

Então Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus.

E enquanto Redentor nosso, Ele abriu o caminho dos Céus para os homens.

Também era preciso que Ele, que sofreu todas as humilhações, tivesse todas as glorificações.

E glória maior e mais evidente não pode haver do que o subir aos Céus.

Porque significa ser elevado por cima de todas as coisas da terra e unir-se com Deus Pai transcendendo esse mundo onde nós estamos para se unir eternamente com Deus no Céu Empíreo.

Jesus Cristo quis que Nossa Senhora tivesse a mesma forma de glória.



A coroação no Céu foi a culminação da Assunção. Fra Angelico  (1395 – 1455). Galeria degli Uffizi, Florença
Assim como Ela tinha participado como ninguém do mistério da Cruz, que Ela participasse também da glorificação dEle.

A glorificação dEla se deu sendo levada aos céus.

Foi uma assunção e não uma ascensão. A ascensão foi a de Nosso Senhor ao céu por Sua própria força e poder.

A assunção não é igual. Nossa Senhora não subiu ao Céu por um poder próprio, mas pelo ministério dos anjos. Ela foi carregada aos céus pelos Anjos.

Foi a grande glorificação dEla nesta terra, prelúdio da glorificação dEla no Céu.

No momento em que Ela entrou ao Céu, Ela foi coroada como Filha dileta do Padre Eterno, como Mãe admirável do Verbo Encarnado e como Esposa fidelíssima do Divino Espírito Santo.

Nós devemos conceber a Assunção como um fenômeno gloriosíssimo.

Infelizmente, os pintores da Renascença para cá não souberam descrever a glória que cercou este espetáculo.

domingo, 29 de julho de 2018

Como o Papa São Leão Magno domou a cólera de Átila

O Papa São Leão Magno. Fresco em Subiaco, Itália
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Átila, chefe dos bárbaros hunos vinha saqueando a Itália toda.

As autoridades de Roma imploraram ao Papa São Leão que fosse dissuadir o temível bárbaro.

São Leão Magno foi revestido dos paramentos pontificais.

“Como um leão que não conhece medo nem tardança, este varão se apresentou para falar ao rei dos hunos em Peschiera, pequena cidade próxima de Mantua, e moveu o vencedor a voltar”, diz um cronista da época.

Átila prometeu a paz, fez cessar as hostilidades, e retornou à sua terra atravessando os Alpes.

Os bárbaros perguntaram a seu chefe por que, contra seu costume, havia mostrado tanto respeito para com o Papa.

Átila respondeu que “não foi a palavra daquele que veio me encontrar que me inspirou um medo tão respeitoso; mas eu vi junto a esse Pontífice um outro personagem, de um aspecto muito mais augusto, venerável por seus cabelos brancos, que se mantinha em pé, em hábito sacerdotal, com uma espada nua na mão, ameaçando-me com um ar e um gesto terríveis, se eu não executasse fielmente tudo o que me era pedido pelo enviado”.

Esse personagem era o Apóstolo São Pedro. Segundo outra tradição, o Apóstolo São Paulo estava também presente.

domingo, 22 de julho de 2018

“Adoro te devote” (“Adoro-Vos devotamente”) hino a Jesus Sacramentado

Igreja das Bernardinas, Cracóvia, Polônia
Igreja das Bernardinas, Cracóvia, Polônia
Luis Dufaur
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Adoro te devote é um dos cinco hinos que Santo Tomas de Aquino compôs em louvor de Jesus presente no Santíssimo Sacramento incluídos em el Missale Romanum de 1570 após o Concilio de Trento (1545–1563).

As circunstâncias em que foram escritos são famosas. O Papa Urbano IV instituiu para a Igreja a festa solene de Corpus Christi com a bula Transiturus em 8 de setembro de 1264, impulsionado definitivamente pelo Milagre de Bolsena.

Na ocasião o Papa estava em Orvieto quando numa pequena cidade vizinha chamada Bolsena, ocorreu o Milagre. Um sacerdote que duvidava da transubstanciação na Santa Missa, no momento de partir a Sagrada Hóstia, saiu dEla sangue em tal abundância que empapou o corporal (pano onde se apoiam o cálice e a patena durante a Missa) e se derramou pelo chão do altar.

O padre correu a Orvieto para contar ao Papa o acontecido. Urbano IV mandou conferir o fato e ante as evidências irrefutáveis instaurou a festa de Corpus Christi.

O corporal empapado do Divino Sangue é esplendidamente conservado na basílica de Orvieto construída para esse efeito e é levado na procissão de Corpus Christi todos os anos.

Em Bolsena é venerado o chão manchado com o mesmo Sangue do Milagre.

O mesmo Papa pediu também a Santo Tomás de Aquino e São Boaventura que se encontravam com ele que compusessem os hinos para a Missa de Corpus Christi.

Quando Santo Tomás de Aquino começou a ler o que tinha composto, São Boaventura rasgou os seus. Os outros hinos e sequências são:

domingo, 1 de julho de 2018

O Milagre de Teófilo

Nossa Senhora salva o clérigo que vendeu a alma ao diabo.
Na fachada lateral da catedral Notre Dame, Paris.
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É o caso de Teófilo que agora eu vou contar:
Um milagre tão precioso não é para se calar,
Porque ele nos faz entender e avaliar
O quanto é importante a Nossa Senhora rezar.

Não quero, se possível, no relato me alongar,
Contra vossa paciência poderia eu pecar,
Sei que a oração breve sói a Deus agradar,
Não foi o próprio Cristo o primeiro a nos ensinar?

Era uma vez, assim começa a legenda,
Um homem muito bom, nada mal de renda,
Teófilo, homem de paz, e nunca de contenda
De vida virtuosa, que dispensa emenda.

No lugar onde morava, em sua bela cidade,
Era chanceler do bispo, com muita autoridade
Gozava de boa fama e, para dizer a verdade,
Depois do senhor bispo, era dele a dignidade.

domingo, 17 de junho de 2018

Santo Eduardo o Confessor, rei, e seu anel


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Certo dia, o rei Santo Eduardo o Confessor (1005-1066), rei da Inglaterra, já velho assistia à cerimônia de consagração de uma igreja construída em honra de São João Evangelista.

Nessa hora, um homem muito pobre aproximou-se dele e mendigou-lhe uma esmola “pelo amor de São João”.

O grande monarca passou a mão na bolsa, mas não encontrou nem prata nem ouro.

Santo Eduardo, então, mandou vir seu tesoureiro, mas não foi localizado no meio da multidão. E o pobre seguia implorando esmola.

Santo Eduardo sentia-se muito mal à vontade. Nesse momento lembrou que trazia um anel grande e muito precioso.

Então, ele o tirou do dedo, e pelo amor de São João o deu ao miserável, que lhe agradeceu gentilmente e desapareceu.

Eis o que aconteceu com o anel.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

A festa de Corpus Christi para adorar o Santíssimo Sacramento

O corporal com as gotas do divino Sangue do milagre de Bolsena na saída da basílica de Orvieto
O corporal com as gotas do divino Sangue do milagre de Bolsena na saída da basílica de Orvieto
Luis Dufaur
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A festa de Corpus Christi é dedicada a honrar e adorar o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo realmente presente na Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho.

Corpus Christi é a manifestação pública da fé no dogma da Presença Real na Hóstia consagrada. Daí as belas procissões realizadas no mundo inteiro.

No Brasil, de norte a sul, cidades enfeitam suas ruas com encantadores “tapetes” de flores para glorificar o Deus humanado.

A festa de Corpus Christi foi inspirada a uma religiosa agostiniana, Santa Juliana de Cornillon (1193–1258), a quem Deus revelou a conveniência para a Igreja dessa celebração.

Santa Juliana foi superiora da abadia de Mont-Cornillon de Liège (Bélgica), fundada em 1124.

A partir dela surgiu um movimento eucarístico que incentivou várias práticas de adoração à Hóstia Consagrada, como a Exposição e a Bênção do Santíssimo Sacramento.