domingo, 18 de novembro de 2018

Desde o Céu as almas vêem o que acontece e interferem na nossa terra

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Para os medievais, esta terra não tinha um teto fechado e um chão de chumbo que confina os homens.

Pelo contrário, para cima eles tinham certeza que o mundo das almas que se salvaram agia e participava nesta nossa vida.

E que era possível pela oração se comunicar com esse mundo imerso na glória divina. E vice-versa, acreditavam e experimentavam também que o inferno se agita e vive espalhando caos.

Não era uma mera crendice. Esses horizontes superiores e inferiores têm plena justificação na mais estrita teologia católica.

Eis como explica essa interação o famoso teólogo dominicano Reginald Garrigou Lagrange O.P.:



Os bem-aventurados veem também em Deus, in verbo, a humanidade santa que o Filho único assumiu para sempre a fim de nos salvar.

Contemplam nela a graça da união hipostática, a plenitude da graça, da glória e da caridade da alma santa de Jesus, o valor infinito dos seus atos, o valor infinito de cada Missa, a vitalidade sobrenatural de todo o corpo místico da Igreja triunfante, padecente e militante.

Contemplam admirados as prerrogativas de Cristo como Sacerdote eterno, como Juiz dos vivos e dos mortos, como Rei universal de todas as criaturas e como Pai dos pobres.

Pela própria visão beatifica, os santos contemplam em Deus a eminente dignidade da sua Mãe, a plenitude de graça, as virtudes, os dons, a mediadora universal e a co-redentora.

E como a bem-aventurança encerra um estado perfeito que pressupõe todos os bens legítimos, cada santo no Céu conhece em Deus os restantes dos bem-aventurados.

Sobretudo aqueles que conheceu anteriormente, e que amou sobrenaturalmente.

Do mesmo modo, cada santo vê através de ideias criadas — quer em Deus, quer fora d’Ele — aqueles que ainda vivem na Terra ou que estão no Purgatório, e que se encontram ligados a ele por determinada relação.

Por exemplo, o fundador de uma Ordem está a par de tudo o que diz respeito à família religiosa, e sabe das orações que os seus filhos lhe dirigem.

Um pai e uma mãe conhecem as necessidades espirituais dos filhos que ainda vivem na Terra.

Um amigo, chegado ao fim da viagem, encontra-se preparado para facilitar a viagem dos amigos que se dirigem a ele.

São Cipriano diz: "Todos aqueles de nós que chegaram à pátria esperam pelos outros, desejam-lhes ardentemente a mesma felicidade, e mostram-se cheios de solicitude para com eles".




(Fonte: Pe. Garrigou-Lagrange, "O Homem e a Eternidade" - Lisboa)



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domingo, 4 de novembro de 2018

A devoção medieval a Nossa Senhora e o senso da honra

Nossa Senhora na abadia de St-Denis, Paris. Provém da arrasada abadia de Cluny.
Nossa Senhora na abadia de St-Denis, Paris. Provém da arrasada abadia de Cluny.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A devoção à Virgem predispõe os medievais ainda um tanto rudes à delicadeza, à piedade, à proteção dos fracos, ao respeito das mulheres.

Traz em si uma virtude de civilização e de cortesia.

Os testemunhos disso são infinitos e encantadores.

Nossa Senhora de Kleinheubach
Imagine-se que no século XII um monge de Saint-Médard, Gautier de Coinci, relatou em trinta mil versos os milagres de Nossa Senhora.

E que milagres primorosos, dignos da Légende Dorée!

Lá, um monge ignorante que sabe recitar apenas duas palavras — AVE MARIA —, e que por sua ignorância é desprezado.

Ele morre, e de sua boca saem cinco rosas em honra às cinco letras do nome MARIA.

Uma freira, tendo abandonado o convento para se entregar ao pecado, volta após longos anos e encontra a Virgem — a quem ela nunca cessara, até nos piores pecados, de dirigir cada dia uma oração — ocupando durante todo esse tempo o seu lugar no ofício, de forma que ninguém percebeu sua ausência.

Um cavaleiro, em troca da fortuna, prometera ao demônio entregar-lhe sua mulher.

Enquanto ele a conduzia, ela entrou por um momento numa capela da Virgem, e é então a Virgem que saiu da capela em seu lugar e puniu o demônio.

Um outro cavaleiro, indo ao torneio, esqueceu-se do tempo e ficou rezando a Nossa Senhora numa Igreja.

Nossa Senhora, enquanto isso, combatia em seu lugar sob sua armadura, e ganhava para ele o prêmio do torneio.

Vale lembrar o famoso jogral de Nossa Senhora, de quem Ela enxugava o suor: o conto e o teatro se apoderaram desta história.

Essa devoção à Virgem contribuiu sem dúvida para a formação do senso de honra, purificando e enobrecendo a rudeza desses cavaleiros, desses soldados, dessa gente de guerra ou do campo. Foram levados a tratar a mulher com mais respeito.

A honra que daí decorre é uma espécie de galanteria da alma, que nos leva à defesa dos fracos, ao esquecimento de nossos interesses, à generosidade, ao respeito à palavra dada, quaisquer que sejam as consequências.





Fonte: Henry Bordeaux, "Vie, mort et survie de Saint Louis, roi de France", Librairie Plon, Paris, pp. 34-35.


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domingo, 23 de setembro de 2018

Na festa de São Miguel Arcanjo : 29 de setembro


Luis Dufaur
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Comemora-se a 29 de setembro a festa do glorioso São Miguel, cuja invicta combatividade em defesa do Deus onipotente é assim descrita no Apocalipse:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão.

“O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

E o Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

São Miguel é comumente designado como Arcanjo.

Entretanto, tal qualificação pode ser genérica e não significar que ele pertença ao oitavo coro de Anjos (os Arcanjos).

A esse respeito, merece ser reproduzida significativa citação do grande exegeta jesuíta Pe. Cornélio A Lapide, nascido em Bocholt, província belga de Limburgo, em 1567, e falecido em Roma, a 11 de março de 1637.

A extensa obra desse insigne autor, que comentou todos os livros do Antigo e do Novo Testamento, é até hoje universalmente admirada.

Merecem especial destaque a grande erudição, a escrupulosa diligência e o luminoso engenho com que ele trata da Sagrada Escritura.

Embora num ou noutro ponto do texto bíblico tenham surgido novas questões, é incontestável que seus magníficos comentários e eruditas citações ainda hoje gozam de autoridade.

Eis suas palavras:

“Muitos julgam que Miguel, tanto pela dignidade de natureza, como de graça e de glória é absolutamente o primeiro e o Príncipe de todos os anjos.

São Miguel Arcanjo, catedral de Bruxelas
“E isso se prova, primeiro, pelo Apocalipse (12, 7), onde se diz que Miguel lutou contra Lúcifer e seus anjos, resistindo à sua soberba com o brado cheio de humildade: ‘Quem (é) como Deus?’

“Portanto, assim como Lúcifer é o chefe dos demônios, Miguel o é dos anjos, sendo o primeiro entre os Serafins.

Segundo, porque a Igreja o chama de Príncipe da Milícia Celeste, que está posto à entrada do Paraíso.

“E é em seu nome que se celebra a festa de todos os anjos.

Terceiro, porque Miguel é hoje cultuado como o protetor da Igreja como outrora o foi da Sinagoga.

“Finalmente, em quarto lugar, prova-se que São Miguel é o Príncipe de todos os anjos, e por isso o primeiro entre os Serafins, porque o diz São Basílio na Homilia De Angelis:

‘A ti, ó Miguel, general dos espíritos celestes, que por honra e dignidade estais posto à frente de todos os outros espíritos celestiais, a ti suplico...’”

(Cornélio A Lapide S.J, Commentaria in Scripturam Sacram, t 13, pp. 112-114).

São Miguel Arcanjo foi cultuado especialíssimamente na Idade Média.

Esta era dedicou-lhe alguns de seus máximos monumentos religiosos como:

 o Monte Saint-Michel na França,

a catedral de Bruxelas,

ou o famoso Monte Gargano na Itália.





Monte Saint-Michel, moradia do Arcanjo, França








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domingo, 9 de setembro de 2018

“Rorate Caeli”: sublime oração para nossos dias

Rorate caeli, miniatura em antifonario medieval
Rorate caeli, miniatura em antifonario medieval
Luis Dufaur
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No Advento, o tempo litúrgico de preparação para a vinda do Salvador, a Igreja canta o “Rorate Caeli”.

É uma das mais belas e sublimes composições na história do catolicismo.

Ela também cantada em todas as épocas do ano, sobre tudo nos momentos de compunção em que desejamos implorar a graça com intensidade especial.

Seu refrão é tirado do livro do profeta Isaías que suplica:

“Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho, que as nuvens façam chover a vitória; abra-se a terra e brote a felicidade e ao mesmo tempo faça germinar a justiça!

Sou eu, o Senhor, a causa de tudo isso”. (Isaias, 45, 8).

O “Rorate Caeli” implora com compunção e fé a vinda do Messias, fazendo penitência e pondo a confiança na Redenção que se avizinha.



Rorate Caeli

Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum
Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo

Ne irascáris Dómine, ne ultra memíneris iniquitátis

Não vos ireis, Senhor, nem vos lembreis da iniquidade.

Ecce cívitas Sancti facta est desérta
Eis que a cidade do Santuário ficou deserta:

Sion desérta facta est, Jerúsalem desoláta est.
Sião tornou-se deserta; Jerusalém está desolada.

Domus sanctificatiónis tuae et gloriae tuae
A casa da vossa santificação e da vossa glória,

Ubi laudavérunt Te patres nostri.
Onde os nossos pais vos louvaram.

Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.
Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo

Peccávimus et facti sumus tamquam immúndus nos,
Pecamos e nos tornamos como os imundos,

Et cecídimus quasi fólium univérsi
E caímos, todos, como folhas.

Et iniquitátes nostrae quasi ventus abstulérunt nos
E as nossas iniquidades, como um vento, nos dispersaram.

Abscondísti fáciem tuam a nobis
Escondestes de nós o vosso rosto

Et allisísti nos in mánu iniquitátis nostrae.
E nos esmagastes pela mão das nossas iniquidades.

Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.
Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo


Víde, Dómine, afflictiónem pópuli tui
Olhai, ó Senhor, para a aflição do vosso povo,

Et mitte quem missúrus es
E enviai Aquele que estais para enviar!

Emítte Agnum dominatórem terrae
Enviai o Cordeiro dominador da terra

De pétra desérti ad montem fíliae Sion
Da pedra do deserto ao monte da filha de Sião

Ut áuferat ipse jugum captivitátis nostrae.
Para que Ele retire o jugo do nosso cativeiro

Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.
Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.

Consolámini, consolámini, pópule meus
Consola-te, consola-te, povo meu,

Cito véniet salus tua
Em breve há de vir a tua salvação!

Quare moeróre consúmeris, quia innovávit te dolor?
Por que te consomes na tristeza, se a dor te renovou?

Salvábo te, noli timére
Eu te salvarei, não tenhas medo!

Ego énim sum Dóminus Deus túus Sánctus Israël, Redémptor túus.
Porque Eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Redentor.

Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum.
Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.


Profeta David se penitenciando, miniatura de Widener 005,
Free Library of Philadelphia, Rare Book Department.
O “Rorate Caeli” é uma oração, musicada muito belamente pelo canto gregoriano. Ela é própria para o Advento mas se aplica a todo momento, sobre tudo para o dias conturbados de hoje.

Ela começa pedindo: “Rorate coeli et nubes pluant justum”. Quer dizer: “Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo”.

Ela implora no início do período preparatório do Natal que dos páramos celestes, junto de Deus, chovam as graças sobre a Terra. E a própria fonte da graça que é o Menino Jesus, o Justo

Que essa chuva seja como um orvalho que dê à humanidade o que ela não tem porque prevaricou.

Por isso, a oração convida à penitência dizendo: “Pecamos e nos tornamos como os imundos, E caímos, todos, como folhas”.

Esse “orvalho do alto” porém, nos reerguerá da queda e nos fará começar a andar.

No ponto de partida tem que haver uma graça comparada a um orvalho celeste, que é um movimento do Céu rumo a nós.

Esse movimento nos tira da escravidão do pecado: “Para que Ele retire o jugo do nosso cativeiro” e nos obtém a Redenção que precisamos.

O “Rorate Caeli” pede que os dias de seca, de trevas sejam abreviados e que nossas almas se abram à graça divina e que se inicie uma nova ordem do mundo.

No negrume e desconcerto da crise mundial as almas boas se sentem trituradas. Por isso diz o “Rorate”: “Olhai, ó Senhor, para a aflição do vosso povo”.

O sofrimento universal estimula os homens, quer queiram, quer não queiram, a invocar a salvação: “Por que te consomes na tristeza, se a dor te renovou?”

O homem tem sede, já nesta vida, de conhecer e de contemplar coisas que falam das sublimidades da vida eterna.

Essa contemplação é o verdadeiro polo da vida terrena, é a fonte do gáudio profundo e é o próprio ponto de chegada da vida terrena bem sucedida.

Essas cogitações são também como o maná do deserto, o alimento que nos dá forças para sair do deserto do caos e chegar à Terra prometida, o Céu.

Missa Rorate Caeli, em Charlotte, North Carolina, EUA.
Missa Rorate Caeli, em Charlotte, North Carolina, EUA.
Por isso a oração “Rorate Caeli” pede para o orvalho cair sobre “a pedra do deserto” e chegar até “o monte da filha de Sião”, a Terra prometida e o Reino de Nossa Senhora.

Em volta de nós, os paroxismos aloucados dos prazeres, das necessidades artificiais, da desordem, da luxúria, impedem pensar na vida eterna.

Os gáudios da vida eterna que nos chamam para cima ficam abafados pelo peso dos prazeres da vida terrena que giram para baixo.

Então a festoca terrena gira como uma farândola vibrátil e contingente, efêmera, em que Deus não tem parte alguma e olha com horror: “Escondestes de nós o vosso rosto. E nos esmagastes pela mão das nossas iniquidades”.

A farândola vai engrossando com um número cada vez maior de pessoas que entram num desentendimento universal enlouquecedor: “E as nossas iniquidades, como um vento, nos dispersaram”.

Porém, o “Rorate Caeli” implora com paz e força: “Enviai o Cordeiro dominador da terra, para que Ele retire o jugo do nosso cativeiro”.

Fora da Igreja, a dança dos prazeres materiais e da vulgaridade, vai se tornando enorme dança macabra.

Porém, o “Rorate Caeli” nos relembra que uma luz cintila no mais alto do Céu, como uma estrela que paira muito por cima da dança macabra.

Essa estrela reacende a esperança: “Olhai, ó Senhor, para a aflição do vosso povo, e enviai Aquele que estais para enviar!”

Olhando para essa estrela, muitos vão se afastando para longe da dança macabra. Saibam ou não saibam vão sendo preparados para a vinda do Salvador.

Nossa Senhora do Bom Sucesso, Quito.
Nossa Senhora do Bom Sucesso, Quito.
Na medida em que se afastam da farândola vão sentindo uma consolação, filha da esperança: “Consola-te, consola-te, povo meu, em breve há de vir a tua salvação!”

Há os que olham para a dança macabra como a mulher de Lot olhou para Sodoma. E seguem a estrada inversa, a da perdição!

O “Rorate Caeli” nos adverte que essa farândola macabra entrou até dentro do templo santo, a Santa Igreja: “Sião tornou-se deserta; Jerusalém está desolada. A casa da vossa santificação e da vossa glória onde os nossos pais vos louvaram”.

Mas a estrela continua brilhando e comunicando a esperança de que vem algo que é mais do que uma vitória ou de que um triunfo.

É uma alegria que está acima de tudo e para fora de tudo.

É o próprio Redentor que está chegando: “Eu te salvarei, não tenhas medo! Porque Eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Redentor”.

Por isso o “Rorate Caeli” é um possante convite a romper completamente com o circuito da dança macabra e para entrar de alma e coração na dança da estrela.



Vídeo: “Rorate Caeli”: sublime canto gregoriano nos prepara para nossos dias






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