sábado, 28 de setembro de 2019

Os Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael
na Corte Celeste

Santos Anjos, catedral de Leeds, Inglaterra
Santos Anjos, catedral de Leeds, Inglaterra
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na festa dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael (29 de setembro), o primeiro se destaca como aquele que liderou a luta contra o demônio e o precipitou no inferno.

São Miguel, chefe das legiões angélicas

Ele é o chefe dos Anjos da Guarda dos indivíduos e o chefe também dos Anjos da Guarda das instituições, especialmente da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Ele tem uma função tutelar dos homens nesse vale de lágrimas e nessa arena de luta que é a vida.

Deus quis servir-se dele como de seu escudo contra o demônio e quer que ele seja o escudo da Santa Igreja Católica contra o chefe infernal.

Mas um escudo que é gládio também.

Portanto, tem uma missão dupla e era considerado na Idade Média, o primeiro dos cavaleiros.

O cavaleiro celeste, leal, forte, puro e vitorioso como deve ser o cavaleiro que põe toda sua confiança em Deus e também em Nossa Senhora.

São Miguel é o nosso aliado natural nas lutas para defender a Civilização Cristã.

Dom Guéranger apresenta São Miguel como “o mediador da prece litúrgica. Deus que distribui, com uma ordem admirável, as hierarquias visíveis e invisíveis, emprega por opulência, para louvor de sua glória, o ministério desses espíritos celestes que contemplam sem cessar a face adorável do Pai, e que sabem, melhor do que os homens, adorar e contemplar a beleza de suas perfeições infinitas”.

Os anjos são habitantes da Corte celeste onde vivem numa eterna contemplação, vendo Deus face a face, nas festas que há no Céu.

São verdadeiras festas em que Deus vai manifestando sucessivamente suas grandezas e eles aclamam com triunfos novos, que não terminam nunca dos nuncas.

O Céu é a pátria de nossa alma e é a ordem de coisas que corresponde plenamente a todas as nossas aspirações.

Nas épocas de verdadeira fé alguma coisa dessa felicidade é sentida pelas almas piedosas e comunicada depois através delas para enriquecer o tesouro comum da Igreja.

Pedir que os Santos Arcanjos nos comuniquem o desejo das coisas celestes de que eles estão inundados é uma excelente intenção.

E o grande pedido para São Miguel Arcanjo é que nos faça imitadores dele, perfeitos cavaleiros de Nossa Senhora nessa terra.

São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo
São Gabriel, o messageiro chefe da diplomacia divina

O martirológio diz dele que foi enviado por Deus para anunciar o Mistério da Encarnação do Verbo Divino.

Podemos ter certa noção sobre ele pela natureza da missão.

Há Anjos que por natureza fazem certa coisa, outros fazem aquilo, outros aquilo outro.

Trata-se de tarefas dadas pela posição e pela função do Anjo no Céu em face de Deus.

E a missão de São Gabriel foi elevadíssima; foi a missão chave na História da humanidade.

Porque foi incumbido de dizer a Nossa Senhora que a plenitude dos tempos tinha chegado, que o reino do mal ia ser pisado, que a humanidade ia ser remida e que as portas do Céu se abririam para os decaídos filhos de Eva.

Foi o Arcanjo incumbido de pedir a Nossa Senhora seu consentimento para esse fato, e lhe anunciar o Mistério da Maternidade Virginal.

Ele levou a mais alta mensagem que alguém possa ter transmitido em toda a História.

Quando um rei tem uma mensagem muito importante para enviar, escolhe como portador um fidalgo de sua corte.

Só ele sendo um Anjo altíssimo foi escolhido para essa missão.

Nos quadros de Fra Angélico sobre a Anunciação está muito presente esse senso da hierarquia.

Quando São Gabriel foi falar com Nossa Senhora, Ela ainda não era a Mãe de Deus. Passou a ser a partir do momento em que Ela aceitou a comunicação do Espírito Santo.

Então, de início ele era superior a Ela, mas foi convidá-la para ser Rainha e ele ficar seu súdito.

Fra Angélico pinta São Gabriel com um tal respeito e veneração ante Nossa Senhora, como quem reconhece a superioridade de sua natureza e a põe abaixo da grandeza da missão de Nossa Senhora.

Nossa Senhora fala com o Anjo inclinada e com todo o respeito, porque ela estava recebendo uma mensagem de Deus e porque, pela natureza humana, era inferior ao Anjo.

São superioridades recíprocas, nas quais, naturalmente, Nossa Senhora acabou ficando muito maior que o Anjo.

Mas, há um mundo de respeito dEla por ele e dele por Ela, que indica bem o senso de hierarquia envolvido nesse ato oposto do non serviam igualitário de Satanás.

São Gabriel fez o contrário de Satanás. Ele foi colocar o reino angélico abaixo do reino humano, cheio de adoração e amor.

Percebemos o alto senso de disciplina e hierarquia dele que vai se dirigir à Virgem das virgens para dizer que Ela vai ser Mãe e continuar sendo Virgem.

Ele faz uma tal glorificação da virgindade, que é uma obra prima de diplomacia da pureza.

Sua mensagem é uma das maiores glorificações da castidade porque ele tinha uma ligação especial com a pureza.

São Gabriel na Anunciação, Fra Angelico. Missal em San Marco, Florença.
São Gabriel na Anunciação, Fra Angelico (1395 – 1455). Missal em San Marco, Florença.
Ora, são os dois pilares da Contra-Revolução: a humildade e a pureza.

O orgulho e a sensualidade são os pilares da revolta. A velha serpente orgulhosa e sensual foi pisada nesse ato.

E São Gabriel pisou o demônio não menos que São Miguel Arcanjo quando o expulsou do Céu.

Temos pois muitos motivos para pedir a São Gabriel que nos dê a graça do senso da hierarquia, do amor à superioridade, do gosto de ter quem seja mais do que nós.

Um esse gosto ilibado da pureza como princípio, valor moral, não apenas como uma coisa física, caracteriza a santidade desse Arcanjo.

São Rafael, o supremo cortesão da Corte celeste

São Rafael Arcanjo é um dos sete Anjos que assistem diante de Deus e tem a missão de auxiliar os homens a apresentar suas preces.

O Céu constitui uma verdadeira Corte. Antigamente, antes da republicanização da religião falava-se muito da Corte Celeste nos devocionários.

A ideia de uma Corte Celeste se funda na ideia de que Deus está perante os anjos e santos, na Igreja gloriosa, como o rei perante sua Corte.

Há coisas próprias das cortes da Terra que acabam existindo na Corte Celeste também.

O protocolo monárquico é o modo de reger as pessoas do serviço do rei de maneira que todas as coisas se passem de um modo prático, simples, decoroso, facilitando a vida do rei.

O rei recebia os embaixadores tendo perto de si os príncipes da casa real, pessoas da alta nobreza.

O interessado comparecia diante do rei, dizia o que queria.

Algum príncipe ou pessoa de alta categoria podia dizer uma palavra ao rei e depois entregava a um dignitário um rolo de papel com o pedido, que o rei examinava depois.

Na corte há toda uma hierarquia de função, de dignidade, de intercessão, que leva até o rei e que depois procede do rei e chega aos particulares.

Na Corte Celeste as mesmas coisas existem, em última análise, pelas mesmas razões.

E os anjos agem como esses príncipes, como intercessores dos homens junto a Deus.

Há uma vida de corte, com protocolo de dignidade que serve de padrão para todas as cortes terrestres.

Nas fotografias dos políticos modernos, sobretudo dos socialistas e comunistas não há isso. E causa desinteresse ou horror, por exemplo o discurso do chefe de Estado moderno, sindicalista.

Nas cortes serenas de estilo aristocrático monárquico a hierarquia sobe e desce e é a própria imagem do Céu.

A comemoração de São Rafael nos conduz a essa ideia. Um intercessor celeste de uma alta categoria, padroeiro especial dos doentes e que leva nossas preces a Deus porque está mais próximo dEle para lhe transmitir nosso pedido.

São Rafael, vitral de Santos Felipe Tiago, Oxford, Inglaterra
São Rafael, vitral de Santos Felipe Tiago, Oxford, Inglaterra
São Rafael reforça em nós o desejo de que as realidades terrestres sejam semelhantes às realidades celestes.

Na medida em que nós amarmos as realidades terrestres parecidas com o Céu nós preparamos a nossa alma para a vida eterna.

Por exemplo admirando as cerimônias e os fastos da corte inglesa, ainda quando não é católica, mas herdou da Civilização Católica formalidades e belezas que evocam as angélicas.

No amor ao espírito de hierarquia, de distinção, de nobreza, de elevação, há algo que é uma verdadeira preparação nossa para o Céu.

Tudo quanto é digno está desaparecendo na Terra.

Então, ou nós vamos pondo cada vez mais o nosso desejo no Céu ou nós não temos mais condições psíquicas de sobrevivência na Terra.

Houve uma santa que viu o seu próprio Anjo da Guarda. Era de uma natureza tão elevada, nobre e excelsa que ela pensou que fosse o próprio Deus.

Ele então teve que explicar a ela que era um Anjo da Guarda da hierarquia menos alta que existe no Céu.

O que nós podemos imaginar de um Arcanjo como São Rafael, das mais altas hierarquias? Evidentemente, é inimaginável.

Nós poderíamos imaginar São Rafael tratando com Nossa Senhora no Céu pensando em São Luís, Rei de França falando com a rainha Branca de Castela sua mãe.

São Luís era um homem de alto porte, de grande beleza, muito imponente. Ele atraía, incutia profundo respeito e suscitava grande amor.

Tinha o todo de um guerreiro terrível na hora do combate, mas era o Rei mais pomposo e mais decoroso do seu tempo.

Nós podemos imaginá-lo nos esplendores da corte da França se dirigindo a Branca de Castela e falando a ela.

Quanta distinção, quanto respeito, quanta elevação, quanta sublimidade nessa cena!

Essa cena nos dá um pouco do que é São Rafael transmitindo nossos pedidos a Nossa Senhora.

São Rafael pode ser considerado como uma espécie de São Luís celeste.

Por essa transposição, podemos ter ideia da alegria de que nós vamos estar inundados no Céu, quando nós pudermos contemplar um Arcanjo como São Rafael.

Peçamos a ele essa contemplação, que algo dessas ideias penetrem em nós.

E que a consideração dessa ordem ideal realmente existente, nos conforte para uma esperança do Céu e do reinado de Maria.

E dessa forma possamos repelir a tristeza crescente de nossos dias em que os horizontes de Fátima se precipitam tão rapidamente sobre nós, neste dia que comemoramos a festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.



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domingo, 22 de setembro de 2019

O milagre do castelo de Lourdes

O castelo de Lourdes foi local de um milagre decisivo para converter os islâmicos, séculos antes de Nossa Senhora aparecer a Santa Bernadette
O castelo de Lourdes foi local de um milagre decisivo para converter os islâmicos,
séculos antes de Nossa Senhora aparecer a Santa Bernadette
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No pináculo de um rochedo, protegendo, como um guerreiro, a pequena cidade onde Nossa Senhora quis se manifestar, ergue-se altaneiro o castelo-fortaleza de Lourdes.

Ele surge numa posição de domínio sobre o verdejante vale que se estende a seus pés. Hoje acolhe um muito interessante museu de arte popular medieval.

Mas poucos imaginam o decisivo milagre que aconteceu no local que chegou a estar ocupado pelos mouros anticristãos, e que acabou com a conversão deles pela intercessão de Nossa Senhora.

Como fundo de quadro, nos confins do horizonte, parecendo desafiar o castelo-fortaleza, sobressaem grandiosas montanhas nevadas - contrafortes dos Pirineus.

Em estilo românico, com grossas e altas paredes de pedra, poucas e estreitas janelas, possante torre.

Nessa se localiza o donjon, ou torre de menagem.

O castelo está situado próximo da gruta de Massabielle, onde Nossa Senhora apareceu a Santa Bernadette, como a progegé-la.

Ele é certamente o símbolo mais expressivo da vitória dos católicos contra os mouros, na França.

E, mais incrível ainda, foi uma vitória miraculosa, obtida por Nossa Senhora para Carlos Magno, mais de mil anos antes de que Ela começasse a fazer milagros em série na Gruta.

Vejamos esse milagre.

O imperador Carlos Magno manda tomar a fortaleza moura de Lourdes, vitral na capela do casteloA primitiva fortaleza, existente no local do castelo, era dominada por um chefe sarraceno chamado Mirat.

Em 778, Carlos Magno, o invencível Imperador cristão, com seus francos a cercou e tentou conquistá-la pela fome.

O misterioso prodígio: uma águia traz um peixe aos mouros que passavam fome, vitral na capela do casteloAconteceu, entretanto, que uma águia, sobrevoando a fortaleza, deixou cair no seu interior uma truta que acabava de pescar no lago vizinho.

Mirat mandou levar o peixe a Carlos Magno com uma mensagem, mostrando que uma praça tão abastecida de víveres poderia resistir ainda por muito tempo.

Carlos Magno enviou, então, ao comandante mouro um de seus embaixadores, o santo bispo de Puy.

O corajoso prelado enfrentou o infiel.

E lhe propôs que se ele, Mirat, julgava rebaixar-se capitulando nas mãos do mais ilustre dos homens - isto é, Carlos Magno, o chefe dos francos ­- o infiel poderia, sem nenhuma vergonha, render-se à Virgem, Nossa Senhora de Puy-en-Velay.

Essa é uma famosa imagem venerada no centro da França, que está na origem da devoção a Nossa Senhora da Penha (Puy=Penha). Ela era uma rainha e Mirat poderia se tornar vassalo dEla sem desonra.

Conversão e rendição miraculosa do emir de Lourdes, vitral na capela do casteloMirat, tocado pela graça de Nossa Senhora aceitou a proposta. Ele rendeu-se e pediu o batismo.

Foi batizado com o nome de Lorus.

De ali provêm o nome de Lourdes.

Lorus - o ex-Mirat - conduziu seus guerreiros em peregrinação à penha  de Puy-en-Velay, para venerar a imagem da Santíssima Virgem.

Ainda hoje, as armas da cidade de Lourdes trazem três torres sobre as quais paira uma águia, levando uma truta no bico.

E uma escarpa do rochedo conservou o nome de "Rochedo da Águia".





FONTE: CATOLICISMO


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domingo, 8 de setembro de 2019

Como nasceu a oração do ‘Anjo do Senhor’ (Angelus)?

Anunciação, Konrad von Soest, c 1422
Anunciação, Konrad von Soest, c 1422
Luis Dufaur
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O Angelus (também escrito Ângelus) foi inicialmente uma oração da noite ensinada por São Boaventura (1221 – 1274).

Ele chamava com uma campainha os religiosos e os habitantes do entorno a recitar “três Ave ao som do sino”, depois das Completas.

Foi o precursor do Angelus.

Porém, o Angelus, apropriadamente chamado, nasceu no século XI.

O Papa Urbano II em 1090, no início da primeira cruzada, ordenou que toda a cristandade, quando tocar três vezes o sino, de manhã e à tarde, recite três vezes a Saudação Angélica para apoiar a marcha dos Cruzados.

O papa estava convencido de que, se todos os cristãos rezassem pela mesma intenção, ela seria atendida.

A vontade do Papa suscitou o entusiasmo dos fiéis em toda parte! O Angelus nasceu! Bem antes do rosário e para um propósito específico: a Cruzada.

No século XIII, o papa Gregório IX reviveu o Angelus face aos ataques à autoridade da Igreja feitos pelo imperador Frederico II.

Como a cidade de Saintes se distinguia por seu zelo na recitação do Angelus, o papa João XXII a parabenizou com um Breve.

E numa Bula de 13 de outubro de 1318, universalizou a recitação do Angelus enriquecida de indulgências.

Os primeiros inícios foram com São Boaventura (1221 – 1274)
Os primeiros inícios foram com São Boaventura (1221 – 1274)
O papa ficou impressionado por um milagre espetacular atribuído ao Angelus e acontecido na cidade de Avignon.

Monsenhor Gaume conta:

“A justiça da cidade condenou dois criminosos a serem queimados vivos na véspera da Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria.

“A pira já estava acesa. Ao se aproximar, um dos culpados continuou implorando à Santíssima Virgem, lembrando-A do Angelus que rezava três vezes ao dia.

“Os verdugos o jogaram no fogo.

“Mas, milagre! Ele sai como os hebreus da fornalha da Babilônia: são e salvo e suas roupas intactas! Enquanto que seu companheiro foi devorado pelas chamas num instante!

“Não foi suficiente. E, mais uma vez, o miraculado foi jogado na fogueira!

“Mas saiu de novo sem queimaduras e cheio de vida, como da primeira vez!

“Foi-lhe concedido o perdão e foi conduzido em triunfo à igreja da Santíssima Virgem, para dar graças à sua libertadora”.

E a recitação do Angelus do meio dia?

O rei Luís XI em 1472, ordenou que todo o seu reino estendesse o Angelus ao meio-dia.

Esta prática do Angelus do meio-dia foi indulgenciada em 1475 pelo papa Sisto IV, que favoreceu particularmente o culto litúrgico da Imaculada Conceição.

No entanto, em 1455, o Papa Calixto III já havia prescrito o sino do meio-dia.

Luís XI só aplicou à França as decisões sábias do Papa assaz mais precisas: o terrível Maomé II acabara de tomar Constantinopla (1453).

E enquanto seu cavalo comia aveia no altar-mor da catedral Santa Sofia, jurou que faria o mesmo no altar-mor de São Pedro!

Rezar pelo triunfo das Cruzadas foi um grande motivo dos Papas
Rezar o Angelus pelo triunfo das Cruzadas foi um grande motivo dos Papas
Seu formidável exército de mais de 300.000 homens, seus canhões de 12 metros e sua lendária crueldade eram de um conquistador arrogante.

Foi contra esta praga, que Calixto III teve a inspiração de criar o triplo Angelus. Mas, na aparência ninguém se mexeu! Nem mesmo a França de Luís XI.

Porém, de repente, em 1481, Maomé II foi atingido por um mal desconhecido, aos 49 anos de idade.

Alessandro VI reviveu o Angelus contra a heresia luterana. E o Papa São Pio V definiu o Angelus completo, como é recitado desde então, na edição oficial do Pequeno Ofício da Santíssima Virgem.

João XXII aprovou a prática do Angelus da noite, observada em Saintes.

O Papa Leão XII concedeu indulgência plenária à recitação contínua por um mês.

Assim, a pequena oração do Angelus deve ser dita de manhã às 7 da manhã, depois ao meio-dia e finalmente à noite às 19h na França e 18h alhures.

Quase todos os sinos da igreja tocam a estas horas para nos sinalizar o Angelus!

Infelizmente, esta poderosa oração está ficando esquecida.

O Angelus é a oração contra todos os perigos que ameaçam a Igreja, os cristãos e a Cristandade.

O que é que aconteceria se os católicos passassem a reza-lo todos os dias e em massa, três vezes diariamente?

Motivações não faltam, aliás são mais imperiosas do que nunca.

Sozinho, em família, no carro ou caminhando! O resto Nossa Senhora fará.



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