domingo, 20 de setembro de 2020

O milagre eucarístico de Avignon

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A confraria dos Pénitents gris de Avignon teve por fundador Luís VIII, pai de São Luís IX. Ela tem a sua sede na capela da Santa Cruz, chamada dos Pénitents gris.

O Santíssimo Sacramento está aí exposto noite e dia, desde 14 de setembro de 1226.

A cidade de Avignon está situada a algumas centenas de metros da confluência dos rios Rhône e Durance, e é atravessada por um de seus afluentes, o Sorgue.

Em 1433, chuvas torrenciais fizeram transbordar os três rios, que inundaram as partes baixas da cidade. A água entrou na capela dos Pénitents gris, que fica às margens do Sorgue.

A inundação tomou tais proporções durante a noite, que na manhã seguinte os superiores da Ordem, temendo que a água atingisse o trono onde estava exposto o Santíssimo Sacramento, tomaram uma canoa e foram até a capela.

Qual não foi a sua surpresa quando, depois de aberta a porta, constataram que as águas, à semelhança do Mar Vermelho e do Jordão, se mantinham à direita e à esquerda, elevadas como grandes paredes, deixando absolutamente livre e seca a passagem que conduzia ao altar.

O prodígio lhes pareceu ainda maior quando, chegados ao altar, que fica ao nível do piso da capela, sem degraus, viram em volta tudo igualmente seco.

As águas se levantavam ao longo das paredes como verdadeiras tapeçarias, formando arcobotantes no alto, como uma espécie de teto. 

Assim diz o antigo relato conservado nos arquivos da confraria.

Os dois frades, depois de terem adorado o Autor desse prodígio, se apressaram em comunicá-lo aos outros confrades.

Vieram doze, e todos juntos foram chamar quatro frades menores da Ordem de São Francisco, dos quais três eram doutores em Teologia.



A água se mantinha no meio do banco que fica ao longo do adro da capela, de maneira a deixar uma parte inteiramente seca.

Para comemorar o milagre, celebra-se todos os anos com solenidade a festa no dia 30 de novembro, dia de Santo André.

Pela manhã, todos os membros da confraria vão à comunhão percorrendo de joelhos até a mesa da comunhão o caminho sagrado preservado milagrosamente pelas águas.

Na véspera o pregador relembra o milagre, e o cântico "Cantemus Domino", que foi entoado por Moisés depois da passagem do Mar Vermelho, precede a adoração e a bênção do Santíssimo Sacramento.

(Fonte: "Vie des Saints" - Bonne Presse, Paris)



GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS CATEDRAIS HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS

Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

domingo, 6 de setembro de 2020

O Santíssimo Nome de Maria vitorioso contra o Islã

Imaculada Conceição, no mosteiro das dominicanas de Caleruega, Espanha
Imaculada Conceição, no mosteiro das dominicanas de Caleruega, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









No dia 12 de setembro é a festa do Santíssimo Nome da Bem-aventurada Virgem Maria.

Sua celebração foi estendida à Igreja Universal pelo Bem-aventurado Inocêncio XI.

Foi em lembrança da insigne vitória das armas católicas sobre os turcos que sitiavam Viena, capital do Sacro Império Romano Alemão, na Áustria.

A famosa vitória aconteceu em 1683, mediante a proteção da mesma virgem.

E através do gládio do famoso João Sobieski, Rei da Polônia.

A libertação de Viena teve lances milagrosos, e para agradecer por essa vitória o Bem-aventurado Papa Inocêncio XI instituiu a festa do Santíssimo Nome de Maria.

Em seu famosíssimo comentário L’Année Liturgique, D. Guéranger reproduz uma citação do Santo Alberto Magno, professor de São Tomás de Aquino, sobre os vários sentidos do nome de Maria.
Nossa Senhora, Alemanha
Nossa Senhora, Alemanha
O nome de Maria, diz Santo Alberto Grande, tem quatro sentidos.

Ele significa Iluminação, Estrela do Mar, Senhora, Mar Amargo.

A variedade de sentidos do nome de Maria está ligada a uma peculiaridade da língua hebraica em que uma mesma palavra tem dois sentidos, ora afins, ora bastante diversos.

Enquanto Iluminadora, Nossa Senhora é a Virgem Imaculada, pois sombra alguma do pecado jamais maculou seu Santíssimo Nome.

A mulher revestida de Sol, aquela cuja gloriosa vida iluminou toda a Igreja.

Aquela enfim, que deu ao mundo a verdadeira luz, a luz da vida, é a Iluminadora.

Nossa Senhora é a verdadeira luz, a luz que ilumina por natureza. Por isso recebeu o nome de Maria.

Ela é a Virgem Imaculada que não tem mancha e possui uma alma sumamente luminosa porque não tem e nunca teve nenhuma sombra sequer de pecado.

Ela é a mulher revestida de Sol que São João viu numa das visões do Apocalipse, cujos vestidos brilhavam como o astro rei.


Acresce que sua vida iluminou toda a Igreja Católica e Ela deu ao mundo a única luz verdadeira que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nossa Senhora é uma luz também num sentido especial da palavra: é a nossa esperança, a nossa alegria na vida e a solução para todos os problemas.

Portanto, para nós é uma luz que brilha nas trevas.

A liturgia católica saúda Nossa Senhora como Estrela do Mar, num hino tão poético e popular como o Ave Maris Stella.


E também se saúda Nossa Senhora com este belo nome na antífona Alma Redemptoris Mater ó doce Mãe do Redentor –, do Advento no tempo do Natal.

Sabemos que a Estrela do Mar é a Estrela Polar, a mais brilhante e mais alta das estrelas e ponto de referência para os navegantes.

O Nome de Maria também significa Mar Amargo em virtude das palavras do profeta Simeão, que ao vê-la levando o Menino Jesus ao Templo para a circuncisão, disse a Ela: “Quanto a Ti, uma espada há de atravessar-te a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações” (Lc. 2, 34-35).

Esse nome também nos convida a participar das dores de Nossa Senhora e chorar amargamente nossos pecados.

Por fim, o nome de “Senhora” não quer dizer uma mulher comum, mas uma mulher que tem distinção, relevo e respeitabilidade especial.

Nossa Senhora do Círio de Nazaré, Belém, Pará
Nossa Senhora do Círio de Nazaré, Belém, Pará

O nome “Sinhá” antigo não dá bem o significado do termo francês “Dame” usado no original em francês de D. Guéranger, assim como em “Notre Dame”.

Pois “sinhá” é a dona que manda porque ela é proprietária do escravo.

Entretanto, “sinhá” tem um lado caríssimo para aqueles que praticam seriamente a sagrada escravidão espiritual ensinada por São Luís Grignion de Montfort.

Por meio dessa Sagrada Escravidão nós nos tornamos escravos de amor de Nossa Senhora, que é nossa Medianeira junto a Deus.

Nosso Senhor então saúda Nossa Senhora como a nossa Dona, que nos domina, mas que ao mesmo tempo é nossa Mãe e nos ama particularmente porque somos escravos d’Ela.

E por sermos escravos de amor nós nos tornamos arqui-filhos d’Ela.

Este é exatamente o título mais grato para reverenciarem a Nossa Senhora aqueles que fizeram a tão louvada consagração de São Luís Grignion de Montfort.

Ela é a Proprietária, a Dona e a Senhora dos escravos de amor.



GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS CATEDRAIS HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

domingo, 23 de agosto de 2020

Nossa Senhora da Cabeça devolve o braço amputado pelos sarracenos e põe ordem nas cabeças

Virgen de la Cabeza, Andújar, Espanha, imagem original
Virgen de la Cabeza, Andújar, Espanha, imagem original
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em 9 de setembro comemora-se uma festa de Nossa Senhora com uma invocação um pouco singular para os nossos ouvidos.

Mas  corresponde a um fato muito poético e bonito da Andaluzia medieval, na Espanha.

A invocação é Nossa Senhora da Cabeça.

O fato ocorreu no ano de 1227, quando a Santíssima Virgem apareceu ao pastor João de Rivas, no alto do Monte Cabeça, na Serra Morena.

Por várias vezes ouvira João de Rivas como que o som de uma campainha que o atraia às montanhas.

Então um pastor andando nas montanhas ouve uma campainha no meio das solidões.

E ele procura onde está é essa campainha pela qual se sente atraído.

A solidão, os montes, o pastor, as ovelhas, a campainha, tudo isso é assim uma espécie de nota de maravilhoso e de poesia que continuamente acompanha tudo quanto se refere a Nossa Senhora.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

A Assunção: prêmio pelos sofrimentos da co-redenção

Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da dEle, se desse diante do olhar humano.

Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos céus.

Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo esperando a Ascensão para irem se assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Só os anjos estavam lá.

Então Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus.

E enquanto Redentor nosso, Ele abriu o caminho dos Céus para os homens.

Também era preciso que Ele, que sofreu todas as humilhações, tivesse todas as glorificações.

E glória maior e mais evidente não pode haver do que o subir aos Céus.

Porque significa ser elevado por cima de todas as coisas da terra e unir-se com Deus Pai transcendendo esse mundo onde nós estamos para se unir eternamente com Deus no Céu Empíreo.

domingo, 9 de agosto de 2020

Milagres no achado da Cruz de Monjardin

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na igreja de Monjardin guarda-se uma preciosa cruz do século XII, quiçá a mais antiga de quantas cruzes paroquiais possui a Navarra.

Como não podia deixar de ser, sua origem se acha revestida de legendas.

A cruz apareceu ao Rei Sancho Garcés, quando conquistou dos mouros o castelo de Monjardin.

O monarca a ocultou, para evitar que os mouros a profanassem. Assim esteve muito tempo.

Ao norte de Monjardin há um lugar denominado Egusquiza (nome que significa “lugar do sol”), onde está situado o palácio dos Medranos, ricos homens de Navarra.

Certo dia um pastor desta casa apascentava seu rebanho no sopé do monte.

Quando se dispunha a conduzir o rebanho a pastos melhores, viu que uma cabra permanecia quieta em seu lugar, ao pé de uma árvore.

Chamou-a ao rebanho com insistência. Não lhe fazendo caso, ele armou sua funda e disparou uma pedra, que sacudiu o arbusto.

A cabra saiu correndo, espantada. O pastor achou que ali devia estar um grande pássaro, por causa do ruído feito e pelo mover-se das folhas.

Mal chegou correndo, viu entre os ramos a Santa Cruz. A pedra de sua funda havia acertado um dos braços dela.

Ficou enormemente perturbado. Arrependido e contrito pelo golpe que havia lhe acertado, exclamou, derramando abundantes lágrimas:

— Pudera Deus que, antes de eu atirar a pedra, me houvesse tirado o braço.

Nem bem acabou de pronunciar essas palavras, quando viu com assombro que seu braço direito estava imóvel.

domingo, 26 de julho de 2020

Um castigo severo e perpétuo

São Bernardo de Claraval ajoelhado diante de Nossa Senhora

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Certo dia, quando São Bernardo se dirigia para a corte do Conde Teobaldo, deparou-se-lhe um grupo de soldados que conduziam um prisioneiro ao cadafalso, para enforcá-lo.

Vendo a cena, apoderou-se São Bernardo da corda com que era conduzido o condenado, e fez esta estranha proposta aos verdugos:

— Entregai-me este criminoso, e executá-lo-ei com as minhas próprias mãos.

Naquele momento aproximou-se o conde. O seu espanto foi profundo ao ver o Santo, a quem estimava como pai, entre o assassino e os oficiais da justiça.

Ficou perplexo ao escutar a petição do amigo:

— Venerável pai, que significa isto? Por que pretendeis salvar a vida de um homicida que merece a morte centenas de vezes? É um incorrigível filho de Satanás, e o melhor serviço que podemos prestar-lhe é privá-lo da vida. Os interesses da sociedade exigem a sua morte.

domingo, 12 de julho de 2020

A cartuxa de Montalegre

Cartuxa de Montalegre, Catalunha, Espanha

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Dois jovens estudantes, Juan de Nea e Tomás de Zarzana, voltavam de Barcelona, onde estudavam, para sua cidade natal.

Próximo de Barcelona, pararam num formoso lugar, onde depois se instalou a Cartuxa de Montalegre, que hoje está em ruínas.

Pararam e contemplaram a paisagem, que naquele lugar é uma maravilha. Tomás de Zarzana disse que quando chegasse a ser Papa, fundaria naquele local uma Cartuxa, já que parecia um panorama ideal para a oração e meditação.

Juan de Nea respondeu-lhe, brincando, que se faria monge dessa Cartuxa.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Ó imperatriz da cidade bem-aventurada

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Llibre Vermell de Montserrat (Livro Vermelho de Montserrat) é um manuscrito conservado no famoso Mosteiro do mesmo nome, perto de Barcelona, onde é cultuada há muitos séculos Nossa Senhora de Montserrat.

O mosteiro era um dos locais mais importantes de romaria na era medieval e assim continuou sendo nos séculos seguintes até os presentes dias.

O nome de “vermelho” provêm da cor da capa com que foi encadernado no século XIX. Ele contém cantos e liturgias do fim da Idade Média. As páginas com partituras não são mais de uma dúzia.

Elas incluem cânticos e danças devocionais para os peregrinos que iam até Nossa Senhora. Os cantos estão em catalão, occitano e latim, sendo todos de autor desconhecido.

A coleção foi reunida no fim do século XIV, porém a maioria das músicas é anterior.

domingo, 14 de junho de 2020

Santo Antônio, “Arca do Testamento”, “Martelo dos Hereges” e o milagre de tomada de Orã

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Santo Antônio de Pádua, ou de Lisboa, Confessor e Doutor da Igreja é chamado “Arca do Testamento” e “Martelo dos Hereges”, foi um frade franciscano do século XIII.

Estando em 1950 em Assis, eu tive ocasião de me documentar a respeito de como era Santo Antônio.

E ali se mostra, na Basílica de Assis, um quadro pintado por Giotto, que passa por ser o quadro mais provavelmente representativo da pessoa de Santo Antônio.

E se trata de uma pessoa de corpo hercúleo, de pescoço taurino, forte, de expressão de fisionomia séria, de olhar imperioso e majestoso.

Sua atitude corresponde a um Doutor da Igreja que ele era.

Comprei então algumas fotografias dessa imagem.

Ao mesmo tempo, comprei uma pilha de estampas iguais que eram vendidas às pessoas que iam à igreja também.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Origen de Corpus Christi e a solene procissão em Toledo

Santissimo Sacramento na procissão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na Idade Média, o Papa Urbano IV (1195 — 1264) instituiu a festa de Corpus Christi após o portentoso milagre eucarístico de Bolsena.

Agindo assim atendeu o apelo insistente de muitas almas que ardiam de devoção pelo Ssmo. Sacramento.

Sobre como aconteceu a instituição da festa de Corpus Christi, veja embaixo: “Origem da Festividade de Corpus Christi”.

Esta festa, uma das mais solenes da Igreja, é marcada por grandes procissões eucarísticas, inclusive nos nossos tão conturbados dias de abandono da fé, em que se contraria o que a Igreja Católica ensina.

Apresentamos a seguir uma descrição por Felipe Barandiarán de uma das mais belas procissões nesta magna festa. Ela acontece todos os anos na cidade de Toledo (Espanha).

domingo, 31 de maio de 2020

São Gregório Magno: o leão que acordava os bispos moles

São Gregório Magno, Menlo Park, Califórnia.
São Gregório Magno, Menlo Park, Califórnia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







São Gregório Magno foi papa entre 3 de setembro de 590 e sua morte, em 12 de março de 604. Também ficou conhecido como Gregório, o Dialogador na Ortodoxia por causa de seus “Diálogos” muito diversos dos atuais que procuram o relativismo e o meio termo.

Ele foi um herói da ortodoxia, quer dizer do ensinamento reto, no qual foi um leão. Tal foi a força de seu pensamento que até o heresiarca João Calvino no século XVI teve que se render diante de seus feitos e declarar em seus péssimos escritos antipapistas ou “Institutos” que São Gregório teria sido o “último bom papa”.

São Gregório Magno é Doutor e Padre da Igreja.

Foi o primeiro papa a ter sido monge antes do pontificado e sua obra no Papado, contrariamente à crise atual, foi de um rigor e de uma mansidão que corrigiu todos os abusos ou fraquezas que encontrou.

Nasceu por volta do ano 540 em Roma e seus pais o batizaram Gregorius, que em grego significa “vigilante”, em inglês 'watchful'. O nome deriva de outro semelhante que significa “despertado do sono” ou “acordar alguém”.

sábado, 23 de maio de 2020

Nossa Senhora Auxiliadora, vencedora do islamismo

Maria Auxiliadora aparece na batalha de Lepanto contra os islamitas, Paolo Veronese (1528 — 1588).
Maria Auxiliadora aparece na batalha de Lepanto
contra os islâmicos, Paolo Veronese (1528 — 1588).
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








No 24 de maio comemora-se a festa de Nossa Senhora Auxilio dos Cristãos.

A devoção foi largamente difundida por São João Bosco e começa pelos menos num milagre feito por Nossa Senhora numa hora em que os islâmicos, como também fazem hoje, ameaçavam tomar conta das nações cristãs da Europa.

Quando, no ano da Redenção de 1566, o Cardeal Ghislieri foi elevado ao trono pontifício com o nome de Pio V, a situação da Cristandade era angustiante.

Com efeito, fazia aproximadamente um século que os turcos avançavam sobre a Europa, por mar e através dos Bálcãs, no intuito insolente de sujeitar à lei do Corão as nações católicas, e, sobretudo de chegar até Roma, onde um de seus sultões queria entrar a cavalo na Basílica de São Pedro.

Em 1457 caíra Constantinopla. Transposto o Bósforo, os infiéis avançaram sobre as regiões balcânicas, subjugando a Albânia, a Macedônia, a Bósnia.

O ano de 1522 viu cair a fortaleza de Rhodes. Em 1524 o novo sultão Solimão II ocupava e tratava duramente Belgrado. Seis anos mais tarde, 300.000 otomanos chegaram às portas de Viena.

No litoral dalmático os turcos saqueavam e destruíam as cidades e as ilhas próximas à Grécia.

domingo, 17 de maio de 2020

Santuário dos Eremitas: onde Cristo apareceu celebrando a Missa

Abadia de Einsiedeln: local do milagre
Abadia de Einsiedeln: local do milagre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em setembro de 948, o abade de Einsiedeln, Eberhaad, pediu a São Conrado, Bispo de Constância, que se dignasse fazer a consagração da igreja de sua Abadia.

O Prelado atendendo a solicitação, dirigiu-se ao Convento, acompanhado do Santo Bispo de Augsbourg, Ulric, e de uma comissão de cavalheiros da sociedade.

No dia fixado para a cerimônia, São Conrado e alguns religiosos se dirigiram a igreja, alta noite, e se puseram em oração.

De repente, viram que a igreja se iluminara de uma luz celeste e que o próprio Jesus Cristo, acolitado pelos quatro evangelistas, celebrava no altar o oficio da Dedicação.