domingo, 25 de junho de 2023

Nossa Senhora de Akita 1: a Fátima do Oriente e seus anúncios ‒ Primeira mensagem

A imagem milagrosa de Akita
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O extraordinário interesse que naturalmente inspiram os terríveis acontecimentos do Japão e a misericordiosa intervenção preventiva de Nossa Senhora, levou-nos a coletar informações sobre os fatos de Akita.

Devido à extensão da matéria, a dividiremos em quatro posts sucessivos.


Inês (Agnes) Katsuko Sasagawa, 42, ingressou no Instituto das Servas do Santíssimo Sacramento em Yuzawadai, apenas fora de Akita, em 12 de maio de 1973. Inês vinha de se converter do budismo, mas estava totalmente surda, incurável.

Primeiros fenômenos sobrenaturais

O primeiro evento milagroso ocorreu em 12 de junho de 1973, apenas um mês após a entrada de Inês no convento: uma luz resplandeceu diante do Tabernáculo. Isso aconteceu várias vezes junto com algo parecido com fumaça que pairava em volta do altar.

Durante uma dessas iluminações a Irmã Inês viu “uma multidão de seres semelhantes a anjos que cercavam o altar em adoração diante do Santíssimo Sacramento”.

Dom João Ito, bispo ordinário da diocese de Niigata, na qual fica Akita, estava hospedado no convento para realizar uma semana de devoções. A irmã Inês confidenciou-lhe as circunstâncias dessas visões, bem como todos os eventos e aparições que se seguiram. Dom Ito e o diretor espiritual do convento, Pe. Teiji Yasuda, foram testemunhas de muitos dos fenômenos.

Sóror Inês também foi favorecida com visitas do seu anjo da guarda. Instada a descrever o Anjo, a religiosa disse que tinha “um rosto redondo, uma expressão de doçura e parecia uma pessoa coberta por uma brancura brilhante como a neve...”

Veja vídeo
Documentário (inglês):
Nossa Senhora, Akita,
Irmã Inês, D. Ito e os fatos
O Anjo da Guarda confidenciou várias mensagens para a irmã e, muitas vezes orou com ela, além de orientá-la e aconselhá-la.

Na noite de 28 de junho de 1973, a Irmã Inês descobriu na palma da sua mão esquerda uma ferida em forma de cruz, que era extremamente dolorosa.

Em 5 de julho de 1973, uma pequena abertura apareceu no centro da ferida e o sangue começou a fluir. Depois, a dor diminuía durante a maior parte da semana, exceto nas noites de quinta e sexta-feira toda, quando a dor se tornava quase insuportável.

Primeira mensagem


A imagem que chorou sangue
A imagem que chorou sangue
Em 6 de julho de 1973, o anjo da guarda apareceu, dizendo à Irmã: “as feridas de Maria são muito mais profundas e dolorosas do que a tua. Vamos rezar juntos na capela”.

Depois de entrar na capela, o Anjo desapareceu. Então, a Irmã Inês, voltou-se para a estátua de Maria situada no lado direito do altar.

A estátua, que é de aproximadamente 90 centímetros de altura foi esculpida na madeira dura de “árvore da Judéia” [N.: “Cercis siliquastrum”, árvore originária da Palestina onde é muito presente). Ela representa Nossa Senhora de pé diante de uma cruz, com os braços ao seu lado e as palmas das mãos voltadas para frente. Sob seus pés há um globo que representa o mundo.

A Irmã Inês aproximou-se da estátua:

‒ “De repente, disse, senti que a estátua de madeira tomou vida e estava prestes a falar comigo... Ela estava imersa numa luz brilhante... No mesmo instante uma voz de beleza indescritível soou em meus ouvidos totalmente surdos.”

Nossa Senhora disse-lhe: “tua surdez será curada...” Ela recitou com a Irmã Inês a oração da comunidade que tinha sido composta pelo bispo Ito.

Nas palavras “Jesus presente na Eucaristia” Maria instruiu-a:

“De agora em diante, você irá adicionar “verdadeiramente”.

Juntamente com o anjo que apareceu novamente, as três vozes recitaram uma consagração ao Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Eucaristia.

A oração diz:

“Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, eu consagro meu corpo e minha alma para ser inteiramente um com Vosso Coração, sendo sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvor ao Pai implorando pela vinda do Seu Reino.

“Por favor receba este humilde oferecimento de mim mesma. Use-me como Vós desejais para a glória do Pai e a salvação das almas.

“Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixe ficar separada de Vosso Divino Filho. Por favor defendei-me e protegei-me como Vossa Especial Filha. Amém.”
Mosteiro onde ocorreram as revelações
Mosteiro onde ocorreram as revelações

Antes de desaparecer, Nossa Senhora pediu à Irmã Inês “rezar muito pelo Papa, pelos bispos e os padres...”

Sangue na imagem


Na manhã seguinte, quando as irmãs se reuniram para a recitação de Laudes, eles encontraram sangue na mão direita da estátua e duas linhas que a atravessavam e no meio uma abertura de onde o sangue fluía.

A ferida era igual à da mão da Irmã Inês, exceto que, posto que a mão da estátua era menor, a ferida era menor. Sangrou nas sextas-feiras de julho, durante o ano de 1973, como fez na ferida na mão da Irmã Inês.

Uma das irmãs escreveu: “A ferida estava realmente a cortar a carne. A borda da cruz tinha o aspecto de carne humana e uma religiosa até julgou ver as relevâncias da pele como numa impressão digital. Eu falei para mim mesma nesse momento que a ferida era real...”

Merece ser notado que as gotas de sangue corriam ao longo da mão da estátua, que tinha os braços abertos e apontando para baixo, mas nunca as gotas caíam das mãos.

A ferida na mão da Irmã Inês apareceu na quinta-feira 28 de junho de 1973. E, como predito pelo anjo da guarda, desapareceu na sexta-feira 27 de julho sem deixar rastro.





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domingo, 18 de junho de 2023

A advertência não atendida de Nossa Senhora de Akita

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em 1973, Nossa Senhora se manifestou no Japão à Irmã Agnes Katsuko Sasagawa, que então tinha 42 anos de idade, no convento das Servas da Ssma. Eucaristia na localidade de Yuzawadai, perto de Akita, província de Tohoku.

Quer dizer na região mais atingida pelo terremoto que acaba de causar formidáveis danos no Japão.

Akita fica na mesma latitude do epicentro do colossal abalo sísmico, porém do lado ocidental da ilha, a uma distância de 150 kms de Sendai, a cidade mais atingida, e que fica no lado oriental do arquipélago do Sol Nascente.

As imagens das pavorosas ruínas da cidade de Sendai e vizinhanças estão em todos os jornais, TVs e em sites da Internet.

Akita foi atingida pelo terremoto, mas não pelo devastador tsunami. O santuário de Akita não sofreu danos relevantes.

O terremoto e o tsunami trouxeram de volta à memória a solenes advertências de Nossa Senhora ao clero e ao mundo em 1973. Desde aquela data, a imagem de Nossa Senhora chorou lágrimas, segundo testemunhas, mais de uma centena de vezes e verteu sangue em outras ocasiões.

O fenômeno místico foi analisado pela hierarquia eclesiástica.

Igreja de Nossa Senhora de Akita, Yuzawadai, Sendai
Em abril de 1984, Dom João Shojiro Ito, Bispo de Niihata, Japão, após anos de exaustiva investigação, declarou que os acontecimentos de Akita são de origem sobrenatural e autorizou para a diocese inteira a veneração da Santa Mãe de Deus de Akita.

Em junho de 1988, o Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, deu julgamento definitivo sobre os acontecimentos e mensagens de Akita e os declarou dignos e merecedores de fé.

O mesmo Cardeal Ratzinger ‒ hoje Bento XVI ‒ segundo publicou a revista italiana Jesus em 11 de novembro de 1984, comentou que as mensagens de Fátima e de Akita são “essencialmente a mesma”.

As concordâncias com a mensagem completa de La Salette são também de tal maneira evidentes para os leitores deste blog que também nos sentimos dispensados de qualquer paralelismo.

Aqueles que lembram as gravíssimas advertências de Nossa Senhora no Japão e, sugestivamente, na região hoje sinistrada, ficaram impressionados pela similitude do profetizado em 1973 com o hoje acontecido.

Nossa Senhora de Akita
Mais ainda, ficaram estarrecidos com o que pode vir.

Porque Nossa Senhora preanunciou em Akita castigos ainda mais terríveis do que este enorme terremoto, se o clero católico e o mundo não se arrependiam e mudavam de vida.

Nossa Senhora não foi ouvida, é doloroso constatá-lo. Mais ainda, sua maternal intervenção foi esquecida.

Este é um momento extraordinariamente oportuno para voltarmos para ela e lhe dar a atenção e obediência que merece, com toda a confiança posta na inesgotável misericórdia da Mãe de Deus.

Mas, o que disse e o que pediu Nossa Senhora em Akita?

O jornal “The Wanderer”, em 17 de fevereiro de 1994, publicou substanciosa matéria baseada no “Official Akita Book” (“O livro oficial de Akita”), de autoria do Pe. Teiji Yasuda, O.S.V.

É dali que extraímos a seguinte matéria de tal maneira eloqüente que qualquer comentário pode parecer supérfluo.

Uma das mensagens mais impressionantes de Nossa Senhora de Akita foi feita a 13 de outubro de 1973. Nela, a Santíssima Virgem afirmou:

“Se os homens não se arrependerem e não melhorarem, o Pai infligirá um terrível castigo para a humanidade. Será uma punição maior do que o dilúvio, nunca vista antes.

Fogo cairá do céu e destruirá grande parte da humanidade, tanto os bons quanto os maus, não poupando nem sequer aos sacerdotes ou fiéis. Os sobreviventes se acharão de tal maneira desolados que terão inveja dos mortos.

“As únicas armas que restarão serão o Rosário e o Sinal deixado pelo meu Filho. Todo dia recite as orações do Rosário. Com o Rosário, reze pelo Papa, pelos bispos e padres.

A obra do demônio se infiltrará até mesmo dentro da Igreja de tal modo que veremos Cardeais se opondo a Cardeais, bispos contra bispos.

“Os padres que Me veneram serão escarnecidos, menosprezados e combatidos pelos seus confrades (outros padres).

Igrejas e altares serão pilhados.

A Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demônio afligirá muitos padres e almas consagradas a deixarem o serviço do Senhor.

“O demônio será particularmente implacável contra as almas consagradas a Deus. A idéia da perda de tantas almas é a causa de minha tristeza.

“Se os pecados aumentarem em número e gravidade, em breve não haverá perdão para eles.

“Reze muito as orações do Rosário. Só eu poderei salvá-los das calamidades que se aproximam.

Aqueles que colocam sua confiança em Mim serão salvos”.


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domingo, 11 de junho de 2023

São Germano de Auxerre não afastou os ladrões porque estava combatendo

Batalha de Bouvines
Batalha de Bouvines
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Nossos pais acreditavam que os santos padroeiros dos povoados – João o ‘Silenciário’, Domingos o ‘encouraçado’, Tiago o ‘Interciso’ , Paulo o Simples, Basílio o Eremita, e tantos outros – não foram alheios ao triunfo das armas pelo qual as colheitas foram protegidas.

No próprio dia da batalha de Bouvines, ladrões se introduziram, em Auxerre, em um convento sob a invocação de São Germano, e subtraíram os vasos sagrados.

São Germano de Auxerre
São Germano de Auxerre
O sacristão apresentou-se diante do relicário do bem-aventurado bispo, e lhe diz, gemendo: “Germain, onde estava quando esses bandidos ousaram violar teu santuário?”.

Uma voz saindo do relicário respondeu:

“Eu estava próximo de Ciseing, não distante da ponte de Bouvines; com outros santos, ajudei os franceses e seu rei, a quem uma vitória brilhante foi dada por nosso socorro!”: “Cui fuit auxilio victoria praestita nostra”




(Autor: François René Chateaubriand, « Mémoires d’outre-tombe », Librairie Générale Française, 1973, Tomo I, pp. 339-340).



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