terça-feira, 28 de setembro de 2021

São Miguel Arcanjo: modelo do perfeito cavaleiro e do perfeito contemplativo

São Miguel Arcanjo. Gérard David (1460 – 1523). Kunsthistorisches Museum, Viena
São Miguel Arcanjo. Gérard David (1460 – 1523).
Kunsthistorisches Museum, Viena
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






São Miguel é o chefe que comandou a luta contra o demônio e o precipitou no inferno.

Ele é o chefe dos Anjos da Guarda dos indivíduos e das instituições.

E é, ele mesmo, o Anjo da Guarda da mais alta das instituições, que é a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Ele tem, portanto, uma função tutelar derrubando no inferno os que se levantam contra Deus Nosso Senhor, de um lado.

E protegendo a Igreja e aos homens nesse vale de lágrimas que é a vida, de outro lado.

Essas duas missões se concatenam.

Deus quis servir-se dele como de seu escudo, contra o demônio.

Deus quer que ele seja o escudo dos homens contra o demônio; e o escudo da Santa Igreja Católica contra o demônio.

Mas um escudo que é gládio também. Ele não só defende, mas derrota e precipita no inferno.

É essa a dupla missão de São Miguel.

Por causa disso São Miguel era considerado na Idade Média, o primeiro dos cavaleiros.

O cavaleiro celeste, perfeitamente leal, puro como um anjo e vitorioso como o cavaleiro, que põe toda sua confiança em Deus, e põe toda sua confiança em Nossa Senhora.

Essa figura admirável de São Miguel é nosso aliado natural nas lutas, porque o bom católico quer exercer em nível humano, a tarefa de São Miguel Arcanjo.

Quer dizer, de defender a honra de Deus, de Nossa Senhora, da Igreja Católica, da Civilização Cristã.

Queda dos anjos rebeldes. Pieter Bruegel (1525 – 1569), Museums of Fine Arts of Belgium, Bruxelas, detalhe
Queda dos anjos rebeldes. Pieter Bruegel (1525 – 1569),
Museums of Fine Arts of Belgium, Bruxelas, detalhe
Num livro que ainda aguarda uma purificação de textos indevidamente acrescentados, encontramos trechos admiráveis relativos a São Miguel que devemos conferir com a doutrina da Igreja.

É o livro “Visões e Revelações Completas” atribuído à bem-aventurada Catarina Emmerich. Eis alguns trechos das visões:

“Novamente a igreja de São Pedro com sua grande cúpula. Sobre ela resplandecia o arcanjo São Miguel, vestido de cor vermelha, tendo uma grande bandeira de combate nas mãos.

“A terra era um imenso campo de batalha.

“Esses, [N.R.: na visão vestidos de branco] sobre os quais reluzia uma espada de fogo, parece que iam sucumbir.

“Nem todos sabiam por qual causa combatiam.

“A Igreja era de cor sangrenta como a roupa do arcanjo.

“Ouvi que me explicavam: terá um batismo de sangue. A Igreja vai ser purificada no sangue do martírio e da perseguição.

“Quanto mais se prolongava o combate, mais se apagava a viva cor vermelha da Igreja e se tornava mais transparente".

“O Anjo [São Miguel Arcanjo] desceu e se aproximou dos brancos. Vi-o diante de todos.

“Esses adquiriram grande coragem sem saber de onde lhes vinha.

“O anjo derrotou os inimigos, que fugiram em todas as direções. A espada de fogo que estava sobre os brancos desapareceu.

“Em meio ao combate aumentava o número dos brancos. Grupos de adversários passavam para eles.

“E numa ocasião, passaram em grande número.

“Sobre o campo de batalha havia, no espaço, legiões de santos que faziam sinais com as mãos, diferentes uns dos outros, porém animados do mesmo espírito”.


Por sua vez, o grande hagiógrafo D. Guéranger, nos ensina sobre a devoção contemplativa dos anjos:

“A Igreja considera São Miguel como o mediador de sua prece litúrgica.

“Ele se mantém entre a humanidade e a divindade. Deus que distribui, com uma ordem admirável, as hierarquias visíveis e invisíveis, emprega por opulência, para louvor de sua glória, o ministério desses espíritos celestes que contemplam sem cessar a face adorável do Pai, e que sabem, melhor do que os homens, adorar e contemplar a beleza de suas perfeições infinitas”.

Foi assim que ele apareceu em Fátima, para os pequenos pastores, com o cálice na mão apresentando ao Padre Eterno a oblação eucarística.

“O nome Mi – cha – El significa “quem como Deus?”

“Esse nome exprime por si só, em sua brevidade, o louvor mais completo, a adoração mais perfeita, o reconhecimento mais inteiro da transcendência divina e a confissão mais humilde do nada da criatura, modelo, portanto, de humildade”.

“Também a Igreja da terra convida os espíritos celestes a bendizer o Senhor e cantá-lo; a louvá-lo e bendize-lo sem cessar.

“Essa vocação contemplativa dos anjos é o modelo da nossa, como nos faz lembrar o belo prefácio do Sacramentário de São Leão.

“É verdadeiramente digno render-Vos graças a vós, que nos ensinais por vosso apóstolo que nossa vida é dirigida aos céus; que com benevolência quereis que nos transportemos em espírito ao lugar onde servem esses que veneramos, especialmente dirigirmo-nos para essas alturas na festa do bem-aventurado São Miguel Arcanjo”.

Aqui está um traço da devoção aos anjos que é preciso muito notar.

Os anjos são habitantes da Corte celeste.

E na Corte celeste eles vivem numa eterna contemplação, de quem vê Deus face a face nas festas que há no Céu.

Não são imagens, ou quimeras, mas verdadeiras festas em que Deus vai manifestando sucessivamente suas grandezas e eles aclamam com triunfos novos, que não terminam nunca dos nuncas.

O Céu é a pátria de nossa alma e é propriamente a ordem de coisas para a qual nós fomos criados.

São Miguel Arcanjo com coros angélicos. Guariento di Arpo (1310-1320 - 1368-1370)
São Miguel Arcanjo com coros angélicos. Guariento di Arpo (1310-1320 - 1368-1370)

Ele corresponde plenamente a todas as nossas aspirações de uma felicidade resultante da contemplação de Deus que é a perfeição absoluta de todas as coisas.

Algo disso pode passar para a terra. E nas épocas de verdadeira fé alguma coisa dessa felicidade filtra e é comunicada pelas almas piedosas como um tesouro comum para toda a Igreja.

Hoje em dia, não se tem a ideia da felicidade celeste nem se tem apetência do Céu.

As pessoas se chafurdam na pura apetência dos bens da terra.

Mas se pudessem compreender por um instante o que é uma consolação do Espírito Santo, então começavam a se desapegar dos bens da terra.

Então começavam a compreender como tudo é transitório, como há valores que tornam a terra um pouco de poeira.

Isso que falta os santos anjos podem nos obter, porque estão inundados dessa felicidade.

Há uma forma de fenômeno místico que é um concerto muito longínquo, de uma harmonia maravilhosa e extraterrena.

É o eterno cântico dos anjos que chega aos ouvidos dos bem-aventurados, para lhes dar apetência das coisas do Céu.

Em nossa época essa apetência falta fabulosamente.

Não poucas pessoas só se empolgam pelas coisas da terra, pelo dinheiro, a politicagem, o mundanismo, as trivialidades do noticiário, mas não se empolgam pelas coisas elevadas, e pelas coisas celestes.

Então, peçamos aos anjos que nos comuniquem o desejo das coisas celestes na festa deles.

E especialmente a São Miguel Arcanjo que nos faça imitadores dele, perfeitos cavaleiros de Nossa Senhora nessa terra.


(Fonte: excertos de palestra do prof. Plinio Corrêa de Oliveira, 28-9-1966, sem revisão do autor. Apud Pliniocorreadeoliveira.info)



Beato Palau viu São Miguel no comando de uma luta que dura até hoje:

“Na escuridão da noite, vi duas bandeiras frente a frente em uma planície, e dois exércitos que se misturaram em grande confusão.

“Lutava o arcanjo São Miguel lutou e seus anjos com ele.

“Satanás, Lúcifer, o dragão e seus anjos resistiam e se defendiam.

“Os grandes exércitos seguindo sua bandeira lutavam; e a confusão era grande por causa da escuridão da noite.

“Quando o sol apareceu, uma luz clara dividiu os acampamentos.

“E na claridade dessa luz eu vi, ao lado do príncipe que dirigia as batalhas, uma Jovem mais bonita do que a própria luz.

“Uma coroa de glória cingia suas têmporas, e seu cetro brilhava como estrelas.

“O príncipe que a defendia chamou-me e disse: ‘Vem, sacerdote do Deus Altíssimo. Chegou a hora de o inferno ser preso.

‘Venha comigo, e vamos acorrentar e prender todos aqueles príncipes rebeldes que, entronizados sobre os reis e poderosos do mundo, voltam as suas armas contra a Filha de Deus, a Santa Igreja, a sua Esposa’.

Eu me juntei a este príncipe e a batalha começou [Dn 10, 13-21; 12, 1; Ap 12, 7-17].

Eu vi sob os pés desta Virgem invulnerável e invencível todos os demônios se rendendo; e eles abandonavam os corpos que alguns possuíam, mas outros resistiam.

São Miguel e seus anjos lutaram. Satanás, Lúcifer e os mais altos príncipes do inferno lutaram contra São Miguel.

A batalha é muito acirrada e dura até hoje, e ainda durará [Ap 12].





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domingo, 26 de setembro de 2021

A milagrosa história da imagem da Mãe do Bom Conselho de Genazzano - 2

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs










Estava confirmada a visão da Beata Petruccia. Tornava-se manifesto que a Santíssima Virgem desejava a conclusão das obras.

E a população, que acorrera, enlevada para prestar culto à Imagem, haveria de contribuir generosamente, de então em diante, para a construção da igreja.

Esta não tardou em ser concluída. E, enquanto nela os fiéis veneram o quadro da Virgem e do Menino, maravilhosamente transportado de Scútari pelos anjos, nela também dormem o sono da paz os restos mortais da Beata Petruccia, à espera da ressurreição final.

Os dois albaneses, que haviam ficado desconcertados pelo desaparecimento de sua tão querida Imagem, ignoravam o aparecimento desta última em Genazzano.

E andavam sem rumo pela Itália, na vã procura de seu tesouro perdido.

Quando lhes chegou aos ouvidos a notícia do ocorrido no lugarejo em que residia Petruccia, para lá se dirigiram.

É fácil calcular quanto se maravilharam e se alegraram ao reencontrarem ali o quadro celestial.

Estava assim terminada a missão deles, a qual consistia, neste lance final, em atestar a identidade entre o quadro venerado em Scútari e o que empolgava toda Genazzano.

Georgio e De Sclavis casaram em Genazzano e deixaram descendência; a de Georgio se conserva até aos dias de hoje.

Os pontos de contato são evidentes: a missão dos dois albaneses se conectava com a de Petruccia.

Guiados pela Virgem, os três trabalhavam, através de toda a sorte de obstáculos e provações, para um mesmo fim.

Este acabou por ser alcançado gloriosamente, sempre sob a direção materna de Maria Santíssima.

E eis que, isto posto, essas analogias nos transportam bruscamente a nosso século, corroído pela decadência religiosa e moral, a qual é, por sua vez, ponto de partida para todas as outras formas da decadência contemporânea.

Em 1917, a Virgem fala aos pastorinhos de Fátima, incumbindo-os de comunicar à terra sua mensagem de justiça e de misericórdia.

Se o mundo não se convertesse e não fosse consagrado a Ela pelo Santo Padre simultaneamente com todos os Bispos nas respectivas dioceses, tremendos castigos haveriam de o assolar.

A impiedade e a imoralidade seriam assim devidamente punidas e, em consequência, também derrotadas. “Por fim ‒ concluía a Virgem ‒ meu Imaculado Coração triunfará”.

É bem de ver que, durante esse tempo de provação, a Providência não deixará de suscitar em sua Igreja almas fortes e generosas, às quais fará conhecer, de um modo ou de outro, os seus desígnios.

E que as utilizará também, de um modo ou de outro, para a obtenção de sua vitória.

Quando se fala nos acontecimentos previstos em Fátima, as atenções se fixam principalmente nos castigos vindouros, e nos que os sofrerão.

E parecem esquecer os privilegiados devotos da Virgem que Ela suscitará.

Quais serão estes?

Compraz-nos conjecturar que constituirão ponderável minoria, a qual confluirá de todos os quadrantes da Terra, e se recrutarão entre pessoas das mais diversas nacionalidades e condições sociais.

Cada qual, segundo as formas e graus escolhidos por Maria Santíssima, será alvo de graças admiráveis, terá de enfrentar obstáculos tremendos, julgará por vezes estar atolado em um insucesso total.

Mas, por fim, no dia do grande triunfo, será convocado maravilhosamente para participar da glorificação da Santíssima Mãe de Deus, e viver nos primeiros dias ‒ pelo menos ‒ daquela gloriosa era marial eloquentemente prevista por São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande apóstolo da Virgem Santíssima no século o XVIII.


(Autor: excertos tirados de Plinio Corrêa de Oliveira, sem revisão do autor)



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domingo, 12 de setembro de 2021

A milagrosa história da imagem da Mãe do Bom Conselho de Genazzano - 1

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Albânia, no século XV, a religião corria grave risco: de um lado, o fervor da população católica estava em declínio; de outro lado, assaltavam-na com crescente furor as hordas dos invasores maometanos, cujo objetivo era destruir até à raiz a Fé católica em território albanês.

Para evitar a catástrofe, a Providência suscitara um herói comparável, pelo destemor e pela Fé, aos pares de Carlos Magno e aos batalhadores mais salientes das Cruzadas e da Reconquista luso-hispânica: Scanderbeg.

Enquanto ele viveu, a Albânia resistiu.

Ele morto, em seguida a feitos heróicos e gloriosos, a resistência albanesa se esboroou.

Explicável castigo para uma população atolada na tibieza.

Além de Scanderbeg ‒ e quão superior a ele ‒ havia na Albânia outro pilar da Cristandade abalada.

Era a Imagem ‒ um afresco ‒ de Nossa Senhora então chamada “dos Bons Ofícios” (invocação análoga à de Nossa Senhora Auxiliadora, hoje generalizada em todo o mundo católico).

Essa Imagem, venerada em santuário próximo de Scútari, ocasião de tantas e tão preciosas graças para aquele povo corrompido pela tibieza, cairia nas mãos do invasor maometano?

Era o que se perguntavam com ansiedade dois devotos albaneses, Georgio e De Sclavis, dignos, representantes do que a Albânia ainda conservava de fiel.

A resposta a essa pergunta não tardou.

A Imagem se destacou lentamente da parede; ante os olhos atônitos dos dois devotos compatriotas do grande Scanderbeg.

Ela se alçou e foi prosseguindo em direção às águas do Mar Adriático.

E se foi deslocando sempre em igual direção, ao mesmo tempo em que fazia entender aos dois albaneses que queria ser seguida por eles.

Com Fé e estofo moral análogos aos de Scanderbeg, ambos os albaneses não hesitaram.

Foram caminhando milagrosamente sobre as águas, até que a Imagem atingisse o território da catolicíssima Itália.

Um mundo que desaba, vítima de sua crise religiosa e moral, mais ainda do que do vigor do terrível adversário.

Dois fiéis continuam a crer e esperar contra toda a esperança, e um milagre estupendo a coroar a perseverança deles: eis em síntese o esquema do até aqui narrado.

Em condições concretas muito diversas, o mesmo esquema se desenvolverá em traços muito largos, mas análogos, até nossos dias.

A ligar um esquema a outro, figura uma misteriosa e cruel provação, da qual são participes os dois valentes albaneses, mais uma idosa italiana, a Beata Petruccia, cujo valor de alma tinha proporção com os dois heróis, escolhidos por Nossa Senhora do Bom Conselho para Lhe constituírem imortal escolta de honra na travessia do Mar Adriático.

Com efeito, enquanto ambos os albaneses continuavam a seguir a Imagem pelo território italiano, esta... desapareceu.

E foi encher de celestes consolações a alma de Petruccia, então no auge de seu revés e de sua provação.

É o momento de dizer uma palavra sobre esta grande figura de mulher forte do Evangelho, que Nossa Senhora elegera para Lhe erguer o santuário mil vezes abençoado em que a Imagem dEla está exposta à veneração de incontáveis fiéis, desde há cinco séculos.

Era ela uma viúva dotada de alguns bens. Muito piedosa, fora favorecida com uma visão na qual a Santíssima Virgem a incumbia de restaurar a igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Genazzano, então ameaçada de ruir.

Para tal fim, Petruccia recorrera à caridade dos fiéis. Mas o atendimento destes deixara a desejar.

E as esmolas obtidas por Petruccia de modo nenhum bastavam para a execução da obra.

Animosa, resolvera ela então aplicar na construção o restante de seu patrimônio pessoal. Mas até mesmo este fora insuficiente, pelo que as obras ainda estavam longe de ter chegado ao termo.

Tal insucesso atraía sobre a Beata os sarcasmos injustos dessa mesma população que dera tíbio atendimento aos pedidos dela.

Mas Petruccia continuava animosa, apesar de seus oitenta anos, confiando com firmeza no auxílio da Santíssima Virgem.

Foi pois imensa e maravilhosa a surpresa dela, e a de toda a população de Genazzano, quando, na tarde do sábado 25 de abril de 1467, viram pousar sobre o lugarejo uma nuvem de aspecto admirável, da qual partiam os sons de uma música não menos bela.

Aos poucos, destacou-se da nuvem o quadro de Nossa Senhora do Bom Conselho, o qual foi pousar sobre o altar que, na previsão da futura conclusão das obras, Petruccia fizera erguer.





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