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domingo, 18 de janeiro de 2015

O Milagre Eucarístico de Turim (ano 1453)

Placa com a narração do milagre onde esse aconteceu, basílica do Corpus Domini, Turim
Placa com a narração do milagre onde esse aconteceu, basílica do Corpus Domini, Turim

Na Basílica de Corpus Christi de Turim encontra-se uma grade de ferro que protege o lugar onde ocorreu o primeiro milagre eucarístico daquela cidade, em 1453.

No chão, atrás da grade, está escrito como ocorreu o milagre:

“Eis o lugar onde caiu prostrado o jumento que transportava o Corpo Divino. O lugar onde a Sagrada Hóstia, saindo de uma bolsa, elevou-se sozinha, descendo com clemência nas mãos dos cidadãos de Turim. Eis o lugar santificado pelo Milagre. Recordando-o e rezando ajoelhado, presta-lhe veneração com santo temor”. (6 de junho de 1453)
A igrejinha de Exilles onde foi perpetrado o roubo sacrílego
A igrejinha de Exilles onde foi perpetrado o roubo sacrílego
A história começou na cidade piemontesa de Exilles, na região de Alto Val Susa, fronteira com a França, onde as tropas francesas de Renato d’Anjou lutavam contra as milícias italianas do duque Ludovico de Savóia.

Os franceses saquearam o vilarejo e entraram na igreja.

Um dos soldados forçou a porta do Tabernáculo e roubou o Ostensório com a Hóstia consagrada, envolvendo-a numa bolsa.

Montou depois num jumento e partiu para a cidade de Turim com a intenção de vendê-la.

Ele ingressou dissimuladamente na cidade no dia 6 de junho, quando se comemorava o Corpus Christi.

Na praça principal, perto da então igreja de São Silvestre, hoje do Espírito Santo – onde futuramente seria erguida a Basílica de Corpus Christi – o jumento empacou e caiu no chão.

Então a bolsa se abriu e o Ostensório com a Hóstia se elevou sobre as casas vizinhas para maravilhamento do povo.

Entre os presentes estava o padre Bartolomeu Coccolo, que foi correndo avisar o bispo Ludovico, da família dos marqueses de Romagnano.

O bispo, acompanhado por um cortejo formado pelo povo e pelo clero, se dirigiu à praça, prostrou-se em adoração e rezou com as palavras dos discípulos de Emaús “Permanecei conosco, Senhor”.

Afresco representando o milagre eucarístico de Turim
Afresco representando o milagre eucarístico de Turim
Naquele mesmo momento se verificou outro milagre: o Ostensório caiu no chão, deixando livre a Hóstia consagrada, que reluzia como o sol.

O bispo elevou o cálice que tinha nas mãos, e lentamente a Hóstia consagrada começou a descer, pousando dentro do cálice.

A devoção ao Milagre Eucarístico de 1453 foi imediatamente difundida por toda a cidade, que promoveu a construção de um nicho no lugar onde ocorreu o fato sobrenatural.

Posteriormente, o nicho foi substituído pela Igreja dedicada ao Corpo de Cristo.

A história do milagre eucarístico de Turim resumida numa sacra
A história do milagre eucarístico de Turim resumida numa sacra
O milagre foi comemorado especialmente nas solenidades organizadas por ocasião do cinquentenário e do centenário do milagre (1653-1703;1753-1853; e parcialmente em 1903).

São muitos os documentos que relatam o milagre: os mais antigos são três Atos Capitulares dos anos de 1454, 1455 e 1456, bem como alguns documentos da prefeitura de Turim.

A atual Basílica do Corpus Domini construída para perpetuar a lembrança do milagre
A atual Basílica do Corpus Domini
construída para perpetuar a lembrança do milagre
No ano de 1853, o Beato Papa Pio IX celebrou solenemente o IV centenário do milagre, cerimônia da qual participaram São João Bosco e o Padre São Miguel Rua.

Para essa ocasião, Pio IX aprovou o Ofício e a Missa própria do milagre para a diocese de Turim.

No ano de 1928, Pio XI elevou a Igreja do Corpus Christi à dignidade de Basílica Menor.

A hóstia do milagre foi conservada até o século XVI, quando a Santa Sé ordenou consumi-la “para não forçar Deus a fazer um milagre eterno mantendo incorrupta, como estiveram até aquele momento, as próprias espécies eucarísticas”.



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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Quem foram os Reis Magos?

'A viagem dos Magos' (1894), Jacques-Joseph Tissot (1836-1902), pintor francês.

Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.



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domingo, 28 de dezembro de 2014

Reis Magos e pastores: santa harmonia social aos pés do Menino-Deus




Os medievais tinham uma devoção encantada pelos Reis Magos. Essa devoção tem seu fundamento nos Evangelhos, mas eles a desenvolveram com uma força que chega até nossos dias.

A catedral de Colônia exibe a urna que conteria os restos dos três reis, venerados como santos.

domingo, 21 de dezembro de 2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

A Imaculada Conceição glorificada à revelia até por ...
um diabo!

Imaculada Conceição,São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Imaculada Conceição,
São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Luis Dufaur

A devoção à Imaculada Conceição de Nossa Senhora vem dos tempos apostólicos.

Na Idade Média, porém, adquiriu enorme força e extensão.

Por fim, no século XIX foi proclamada dogma da Igreja Católica. Nenhum católico pode negá-la ou pô-la sequer em dúvida, sem cair em heresia e ficar fora da Igreja.

Por isso, nesta magna festa, reproduzimos o fato seguinte acontecido no século XIX.



No dia 8 de dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo.

E no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem se manifestou em Lourdes a Santa Bernadete.

Nesse dia Ela confirmou o dogma, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E inaugurou uma torrente de milagres que não cessa até hoje!

Poucas pessoas sabem que em 1823, trinta anos antes da proclamação desse magnífico dogma, dois sacerdotes exorcistas obrigaram um demônio que possuía um rapaz a cantar o louvor dessa santa verdade.

E o demônio teve que fazê-lo, obviamente a contragosto, mas com uma rima poética que reverenciou a glória de Nossa Senhora.

domingo, 23 de novembro de 2014

Nossa Senhora da Vitória:
abriu as portas de Málaga aos exércitos católicos

Luis Dufaur



Em 1487 iniciou o rei católico Fernando o sítio de Málaga com um exército imponente. Uma vez estabelecido na proximidade, procurou persuadir seus habitantes a que lhe entregassem a praça, para evitar as destruições de um sítio.

O tirano que dominava a cidade, Hamet el Zegrí, mandou degolar os que participavam das tratativas, e então o Rei intimou a cidade a se render, mas ela se recusou.

Deu início então ao sítio, instalando diante dos muros de Málaga seus efetivos, e em meio a eles uma espécie de templo, onde mandou pôr uma imagem da Virgem, que sempre levava consigo.

Começou uma luta duríssima, em que a artilharia tinha muita parte.

domingo, 26 de outubro de 2014

Nossa Senhora do Grand Retour:
o milagre, o esquecimento e a promessa

Notre Dame du Grand Retour, na igreja de Boulogne-Billancourt, região parisiense.
Notre Dame du Grand Retour, na igreja de Boulogne-Billancourt, região parisiense.
Luis Dufaur



Por volta do ano 638, sob o reinado do bom rei Dagoberto (604-639), uma imagem de Nossa Senhora “trazida pelos anjos”, segundo tradição imemorial, veio aportar na praia do estuário do rio Liane, em Boulogne-sur-Mer, na região que depois foi denominada Pas-de-Calais, na França.

De onde vinha? Ninguém sabia.

Talvez – segundo se dizia – tivesse sido embarcada no Oriente, onde cristãos perseguidos a teriam confiado às ondas do mar antes de cair nas mãos de ferozes perseguidores.

A cronografia levanta incertezas. Mas o certo é que a misteriosa imagem foi cultuada pelos habitantes da região.

Esculpida em carvalho, ela representava Nossa Senhora de pé, envolta num halo de paz e luz que emanava dela, segurando o Menino Jesus em seu braço esquerdo.

E sua voz se fez ouvir:

“Eu sou a advogada dos pecadores, o manancial da graça, a fonte da piedade, e desejo que uma luz divina desça sobre vós e sobre vossa cidade. Meus amigos, façam edificar uma igreja em meu nome”, narram os manuscritos da época.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nossa Senhora de Las Lajas:
uma história medieval fora da Idade Média!

Nossa Senhora de Las Lajas, Ipiales, Colômbia
Nossa Senhora de Las Lajas, Ipiales, Colômbia
Luis Dufaur



A história que vamos reproduzir embaixo não é da Idade Média, mas bem poderia sê-lo. Pois, a Idade Média não é apenas uma era histórica, mas também uma categoria moral, religiosa, social, cultural e de devoção a Nossa Senhora!

Las Lajas quer dizer, em português, As lLjes. A pintura ao lado está impressa num rochedo existente numa gruta localizada ao sul do território colombiano, junto à fronteira do Equador.

São reproduzidas nesta contracapa as duas figuras principais. É um como que quadro. Tem todas as características de ter sido pintado mediante o concurso de um anjo.

Qual é a beleza da referida pintura?

Devemos distinguir nela dois aspectos: as pessoas de Nossa Senhora e Nosso Senhor, e o colorido.

O colorido todo expressa uma idéia de realeza muito pronunciada. As cores de fundo do quadro são faustosas.

Por outro lado, esse vermelho – que tende para o vinho – do traje de Nossa Senhora é uma cor quente, rica, sendo toda essa vestimenta bordada a ouro, o que reforça também a impressão de um traje de rainha.

domingo, 31 de agosto de 2014

A maravilhosa prédica de Santo Antônio de Pádua diante do Consistório

Santo Antônio de Pádua. Benozzo Gozzoli (1421-1497).
O maravilhoso vaso do Espírito Santo, monsior Santo Antônio de Pádua, um dos discípulos escolhidos e companheiros de São Francisco, ao qual São Francisco chamava seu vigário.

Pregando uma vez em Consistório diante do Papa e dos cardeais (no qual Consistório havia homens de diversas nações, isto é, gregos, latinos, franceses, alemães, eslavos e ingleses e de outras diversas línguas do mundo); inflamado do Espírito Santo tão eficazmente, tão devotamente, tão sutilmente, tão docemente e tão claramente e intuitivamente expôs e falou a palavra de Deus.

E todos os que estavam em Consistório, conquanto usassem línguas diversas, claramente lhe entendiam as palavras distintamente como se ele tivesse falado na língua de cada um.

E todos estavam estupefatos e lhes parecia que se havia renovado o antigo milagre dos Apóstolos no tempo de Pentecostes, os quais falavam por virtude do Espírito Santo em todas as línguas.

E diziam juntos um para o outro com admiração:

“Não é de Espanha este que prega? E como ouvimos nós em seu falar o nosso idioma?”

domingo, 10 de agosto de 2014

Um milagre espiritual: a conversão de um príncipe

Luis Dufaur


É difícil para muitos, em nossos dias, compreender o temperamento apaixonado dos medievais, embora os desregramentos e pecados de hoje sejam em geral muito mais graves do que os de outrora.

Um caso interessante é o da família dos Plantagenetas, à qual pertencia Henrique II, duque de Anjou, que se tornou rei da Inglaterra.

Era seu contemporâneo de Luís VII, Rei da França, o qual se casou, ainda muito jovem, com Aliénor ou Eleonora, filha de Guilherme de Poitiers, duque da Aquitânia.

Com o falecimento prematuro de seu pai, Eleonora herdou o extenso e poderoso ducado da Aquitânia, cujas terras compreendiam quase todo o Sudoeste da França, do Poitou aos Pireneus.

Neta de Guilherme o Trovador, Eleonora era uma mulher brilhante, cheia de vida e de curiosidade, de espírito vivaz, inteligente e mundano.

Luís VII, ao contrário, era muito recatado e piedoso, tendo recebido sua educação do sábio abade Suger, que ergueu a primeira catedral gótica do reino em Saint-Denis.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Corpus Christi:
O milagre eucarístico de Lanciano
segundo o cientista que comprovou sua autenticidade

Lanciano: carne de Cristo em custódia de prata
Lanciano: carne de Cristo em custódia de prata
Luis Dufaur


O doutor Edoardo Linoli afirma que portou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco, ao analisar anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fato miraculoso se remonta ao século VIII.

Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies após a consagração.

Nesse momento, o sacerdote viu como a sagrada hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou.

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.

domingo, 25 de maio de 2014

A Adoração das Quarenta Horas

No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento
No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico
que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento
Rei e Senhor do Universo, merece Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, que se Lhe prestem honras públicas, devidas a seus direitos sobre toda a criação.

Entre elas, a piedade católica, sancionada posteriormente por decretos pontifícios, excogitou a Adoração das 40 Horas, em que durante três dias o Santíssimo Sacramento é solenemente exposto, noite e dia, à pública adoração. Neste período, nenhum leigo deve entrar a rezar no presbitério.

Os Romanos Pontífices concederam inúmeras indulgências aos que publicamente façam atos de veneração ao divino Juiz e Rei Soberano, entre elas a de poder ganhar, em cada um dos três dias, uma indulgência plenária, fazendo uma visita a Sua Divina Majestade, tendo-se confessado e comungado, rezando diante do Santíssimo cinco Pater, Ave e Gloria, acrescentando mais um pelas intenções do Romano Pontífice. Outrossim, tantas vezes quantas se faça tal visita, podem-se ganhar quinze anos de indulgência.

A seguir, um resumo da história desta devoção, das principais normas litúrgicas e de algumas normas práticas, adequadas às dificuldades das capelas pequenas, nas quais um só sacerdote estará presente.

domingo, 11 de maio de 2014

O milagre eucarístico de Santarém



Corria o ano de 1247, segundo uns cronistas, ou o de 1266, segundo outros.

Em Santarém, hoje cidade e então vila de Portugal, vivia uma pobre mulher a quem o marido muito ofendia, andando desencaminhado com outra.

domingo, 27 de abril de 2014

O milagre de Tolbiac e a conversão da França

A battalha de Tolbiac Vitral da catedral de Laon
A battalha de Tolbiac Vitral da catedral de Laon
No ano 496, Clóvis I, rei dos Francos, devia enfrentar uma confederação de tribos dos alamanos dirigidos não se sabe ao certo por quem.

Antes mesmo da guerra, Clóvis foi visitar o túmulo de São Martinho de Tours, onde fez a promessa de que se faria católico se ganhasse a guerra.

O local da batalha é conhecido como “Tolbiac”, ou “Tulpiacum”, nome que se refere mais provavelmente a Zülpich, na Renânia do Norte – Vestefália, Alemanha.

Pouco se sabe do desenvolvimento da batalha, salvo que Clóvis viu seus guerreiros caírem um depois do outro e a derrota cada vez mais próxima.

No momento da degringolada geral, em prantos e com o remorso no coração, o rei bradou ao Deus de sua mulher, Santa Clotilde.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Acompanhando Jesus pela Via Sacra de Jerusalém


A Via Sacra ‒ também conhecida como Via Crucis, Estações da Cruz ou Via Dolorosa ‒ é uma devoção que consiste numa peregrinação feita em oração e ajudada por uma série de quadros ou imagens que representam cenas da Paixão de Cristo.

A Via Sacra mais conhecida hoje é a rezada no Coliseu de Roma, na Sexta-Feira santa, com a participação do próprio Papa.

As imagens representando as cenas da Paixão podem ser de pedra, madeira ou metal, pinturas ou gravuras.

Elas estão dispostas a intervalos nas paredes ou nas colunas da igreja.

Mas, às vezes podem se encontrar ao ar livre, especialmente nas estradas que conduzem a uma igreja ou santuário.

Uma Via Sacra muito conhecida é a do santuário de Lourdes, França.

Nos mosteiros as imagens são muitas vezes colocadas nos claustros.