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domingo, 23 de novembro de 2014

Nossa Senhora da Vitória:
abriu as portas de Málaga aos exércitos católicos

Luis Dufaur



Em 1487 iniciou o rei católico Fernando o sítio de Málaga com um exército imponente. Uma vez estabelecido na proximidade, procurou persuadir seus habitantes a que lhe entregassem a praça, para evitar as destruições de um sítio.

O tirano que dominava a cidade, Hamet el Zegrí, mandou degolar os que participavam das tratativas, e então o Rei intimou a cidade a se render, mas ela se recusou.

Deu início então ao sítio, instalando diante dos muros de Málaga seus efetivos, e em meio a eles uma espécie de templo, onde mandou pôr uma imagem da Virgem, que sempre levava consigo.

Começou uma luta duríssima, em que a artilharia tinha muita parte.

Antes de continuar a destruição da cidade, ainda foi feita uma segunda intimação a Zegrí, que a rechaçou mandando degolar uma comissão de muçulmanos que quis mostrar-lhe o perigo de prolongar um sítio sem esperanças de vitória.

Obstinou-se na luta, apesar das muitas derrotas, praticando crueldades contra os seus.

Depois do fracasso de uma sortida, fechou-se numa torre-fortaleza fora da cidade, abandonando-a à sua própria sorte.

Ao se verem livres do jugo de Zegrí, os mouros pediram ao Rei que os deixasse voltar para a África ou viver em Castela, o que lhes foi recusado.

Declararam então os da cidade sitiada que, se não obtivessem isso, enforcariam nas ameias quinhentos cristãos cativos, ateariam fogo à cidade, exterminando suas famílias, e tratariam de morrer matando.

Estavam assim as coisas quando, a 18 de agosto, de improviso se rendeu a praça. Nela entraram imediatamente as tropas castelhanas, pondo a cruz nas torres do forte. Diante dele se ajoelharam os reis católicos e foi cantado o Te Deum.

Isabel e Fernando atribuíram a um milagre da Santíssima Virgem esse triunfo.

Para perpétua memória, em ação de graças mandaram edificar um templo no local em que estava a santa imagem que levavam. Desde então recebeu o nome de Nossa Senhora da Vitória, com o qual até hoje é venerada como padroeira de Málaga.



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domingo, 26 de outubro de 2014

Nossa Senhora do Grand Retour:
o milagre, o esquecimento e a promessa

Notre Dame du Grand Retour, na igreja de Boulogne-Billancourt, região parisiense.
Notre Dame du Grand Retour, na igreja de Boulogne-Billancourt, região parisiense.
Luis Dufaur



Por volta do ano 638, sob o reinado do bom rei Dagoberto (604-639), uma imagem de Nossa Senhora “trazida pelos anjos”, segundo tradição imemorial, veio aportar na praia do estuário do rio Liane, em Boulogne-sur-Mer, na região que depois foi denominada Pas-de-Calais, na França.

De onde vinha? Ninguém sabia.

Talvez – segundo se dizia – tivesse sido embarcada no Oriente, onde cristãos perseguidos a teriam confiado às ondas do mar antes de cair nas mãos de ferozes perseguidores.

A cronografia levanta incertezas. Mas o certo é que a misteriosa imagem foi cultuada pelos habitantes da região.

Esculpida em carvalho, ela representava Nossa Senhora de pé, envolta num halo de paz e luz que emanava dela, segurando o Menino Jesus em seu braço esquerdo.

E sua voz se fez ouvir:

“Eu sou a advogada dos pecadores, o manancial da graça, a fonte da piedade, e desejo que uma luz divina desça sobre vós e sobre vossa cidade. Meus amigos, façam edificar uma igreja em meu nome”, narram os manuscritos da época.

A imagem foi entronizada numa capela construída na parte mais alta da cidade, num local onde outrora houve um templo pagão romano.

Notre Dame du Grand Retour: o quadro lembra a miraculosa chegada da imagem num navio vazio.
Notre Dame du Grand Retour: o quadro lembra a miraculosa chegada da imagem num navio vazio.
Mas a devoção se espalhou a fundo na Cristandade quando Santa Ida, mãe de Godofredo de Bouillon, o conquistador de Jerusalém, mandou construir uma catedral em honra de Nossa Senhora do Grand-Retour.

A própria Santa Ida (1040-1113) era descendente de Carlos Magno. Ela nasceu na mesma região do milagre, e ficou conhecida como Santa Ida de Boulogne, ou da Lorena, pelo seu casamento com o duque de Boulogne, Eustáquio II.

Santa Ida recebia relíquias da Terra Santa enviadas pelo seu filho Godofredo de Bouillon, comandante da I Cruzada, e as distribuía nos mosteiros para convidá-los a maiores orações pelo êxito da empresa militar.

A santa princesa fundou e restaurou numerosas abadias e igrejas na região da Picardia, e foi enterrada no convento das beneditinas de Bayeux, na Normandia. O rei Luís XI tornou-a padroeira do condado de Boulogne.

Santa Ida de Boulogne mandou construir uma catedral para Nossa Senhora do Grande Retorno
Santa Ida de Boulogne mandou construir uma catedral
para Nossa Senhora do Grande Retorno
O prestígio do santuário era tanto, que o rei Felipe V, o Alto (1293-1322) ergueu uma igreja em Boulogne-sur-Seine, então periferia de Paris, copiando a basílica de Santa Ida, na floresta de Rouvray (cujo último vestígio é o famoso Bois de Boulogne de Paris).

O bairro hoje é conhecido como Boulogne-Billancourt.

Na época das cruzadas, antes de empreender o caminho para Jerusalém, os cavaleiros iam a Boulogne-sur-Mer para fazerem benzer suas espadas ao pé da Virgem.

O culto a Nossa Senhora de Boulogne, hoje também conhecida como do Grand-Retour, é o mais antigo da França junto com o de Puy-en-Velay.

Muitos milagres aconteceram antes da Revolução anticristã.

Em 1478, o rei Luís XI concedeu a Nossa Senhora a suserania do Condado de Boulogne, e desde então os reis da França a veneraram como “Nossa Padroeira especial”.

No transcurso dos séculos, o santuário foi objeto de romarias de reis como São Luís IX, Luís XI, Francisco I acompanhado pelo rei da Inglaterra – naquela época ainda católico – Henrique VIII.

Também foi venerada por santos da estatura de São Bernardo, São João Batista de la Salle, e muitos outros.

Notre Dame du Grand Retour, na Porte des Dunes, Boulogne-sur-Mer.
Notre Dame du Grand Retour,
na Porte des Dunes, Boulogne-sur-Mer.
Durante as guerras religiosas desatadas pelo protestantismo, a imagem foi escondida num poço e ficou desaparecida por volta de um século.

Em 1630 a igreja foi restaurada, e a estátua reinstalada em seu lugar.

Em 1793, durante a sacrílega Revolução Francesa, a imagem foi queimada. Cinco anos depois os revolucionários arrasaram o santuário de Santa Ida.

Só foram salvos dois dedos da mão direita que abençoa, os quais estão guardados num relicário que é levado aos doentes e moribundos.

Entre os anos 1827 à 1857 edificou-se um novo santuário, e em 1885 uma nova estátua de madeira de Nossa Senhora de Boulogne foi coroada pelo Núncio Apostólico.

Em 1938, após um Congresso Mariano, foram feitas quatro imagens de estuco, de tamanho natural e coroadas.

Essas imagens, a partir de 1942, em plena ocupação nazista, foram levadas de cidade em cidade e de casa em casa.

A acolhida foi excepcional, ficando muitos quadros, monumentos, fotos, cartazes, reproduções e até filmes dela.

Uma delas chegou até Lourdes, cidade geograficamente posta no outro extremo da França, em meio a um movimento extraordinário de devoção por onde passava.

De Lourdes, a imagem começou o retorno. E ele foi apoteótico e muito demorado.

Notre Dame du Grand Retour: uma das imagens peregrinas. Os fiéis usam roupas típicas da região.
Notre Dame du Grand Retour: uma das imagens peregrinas.
Os fiéis usam roupas típicas da região.
Ali vincou a invocação de “Notre-Dame du Grand Retour”, ou “Nossa Senhora do Grande Retorno”.

Dizia-se que quando essas estátuas voltassem a Boulogne, a guerra acabaria. Quando a terceira imagem chegou, em 1948, a guerra tinha acabado. Havia um descompasso de tempo, e aconteceu que uma imagem nunca voltou. Pois…

Uma das quatro estátuas conseguiu atravessar a fronteira do território francês ocupado pelos nazistas e foi levada para a ilha da Martinica, no Caribe.

Lá foi construída uma igreja em sua honra. E lá ficou como que a indicar que a II Guerra Mundial não terminou – segundo dizem muitos comentaristas e até o Papa Francisco I –, sentindo-se já os efeitos de seu novo desenvolvimento numa III Guerra Mundial.

Por razões mal esclarecidas de origem não religioso – ou anti-religioso – um pesado véu de silêncio desceu sobre o colossal fenômeno de devoção popular.

Nossa Senhora do Grand-Retour fala de um regresso triunfal d’Ela, para estabelecer seu reino sobre a humanidade hoje tão decaída, ainda que uma III Guerra Mundial possa vir a atingi-la.



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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nossa Senhora de Las Lajas:
uma história medieval fora da Idade Média!

Nossa Senhora de Las Lajas, Ipiales, Colômbia
Nossa Senhora de Las Lajas, Ipiales, Colômbia
Luis Dufaur



A história que vamos reproduzir embaixo não é da Idade Média, mas bem poderia sê-lo. Pois, a Idade Média não é apenas uma era histórica, mas também uma categoria moral, religiosa, social, cultural e de devoção a Nossa Senhora!

Las Lajas quer dizer, em português, As lLjes. A pintura ao lado está impressa num rochedo existente numa gruta localizada ao sul do território colombiano, junto à fronteira do Equador.

São reproduzidas nesta contracapa as duas figuras principais. É um como que quadro. Tem todas as características de ter sido pintado mediante o concurso de um anjo.

Qual é a beleza da referida pintura?

Devemos distinguir nela dois aspectos: as pessoas de Nossa Senhora e Nosso Senhor, e o colorido.

O colorido todo expressa uma idéia de realeza muito pronunciada. As cores de fundo do quadro são faustosas.

Por outro lado, esse vermelho – que tende para o vinho – do traje de Nossa Senhora é uma cor quente, rica, sendo toda essa vestimenta bordada a ouro, o que reforça também a impressão de um traje de rainha.

domingo, 31 de agosto de 2014

A maravilhosa prédica de Santo Antônio de Pádua diante do Consistório

Santo Antônio de Pádua. Benozzo Gozzoli (1421-1497).
O maravilhoso vaso do Espírito Santo, monsior Santo Antônio de Pádua, um dos discípulos escolhidos e companheiros de São Francisco, ao qual São Francisco chamava seu vigário.

Pregando uma vez em Consistório diante do Papa e dos cardeais (no qual Consistório havia homens de diversas nações, isto é, gregos, latinos, franceses, alemães, eslavos e ingleses e de outras diversas línguas do mundo); inflamado do Espírito Santo tão eficazmente, tão devotamente, tão sutilmente, tão docemente e tão claramente e intuitivamente expôs e falou a palavra de Deus.

E todos os que estavam em Consistório, conquanto usassem línguas diversas, claramente lhe entendiam as palavras distintamente como se ele tivesse falado na língua de cada um.

E todos estavam estupefatos e lhes parecia que se havia renovado o antigo milagre dos Apóstolos no tempo de Pentecostes, os quais falavam por virtude do Espírito Santo em todas as línguas.

E diziam juntos um para o outro com admiração:

“Não é de Espanha este que prega? E como ouvimos nós em seu falar o nosso idioma?”

O Papa semelhantemente considerando e maravilhando-se da profundeza das palavras dele, disse:

“Este é verdadeiramente arca do Testamento e armário da Escritura divina”.

Em louvor de Cristo. Amém.



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domingo, 10 de agosto de 2014

Um milagre espiritual: a conversão de um príncipe

Luis Dufaur


É difícil para muitos, em nossos dias, compreender o temperamento apaixonado dos medievais, embora os desregramentos e pecados de hoje sejam em geral muito mais graves do que os de outrora.

Um caso interessante é o da família dos Plantagenetas, à qual pertencia Henrique II, duque de Anjou, que se tornou rei da Inglaterra.

Era seu contemporâneo de Luís VII, Rei da França, o qual se casou, ainda muito jovem, com Aliénor ou Eleonora, filha de Guilherme de Poitiers, duque da Aquitânia.

Com o falecimento prematuro de seu pai, Eleonora herdou o extenso e poderoso ducado da Aquitânia, cujas terras compreendiam quase todo o Sudoeste da França, do Poitou aos Pireneus.

Neta de Guilherme o Trovador, Eleonora era uma mulher brilhante, cheia de vida e de curiosidade, de espírito vivaz, inteligente e mundano.

Luís VII, ao contrário, era muito recatado e piedoso, tendo recebido sua educação do sábio abade Suger, que ergueu a primeira catedral gótica do reino em Saint-Denis.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Corpus Christi:
O milagre eucarístico de Lanciano
segundo o cientista que comprovou sua autenticidade

Lanciano: carne de Cristo em custódia de prata
Lanciano: carne de Cristo em custódia de prata
Luis Dufaur


O doutor Edoardo Linoli afirma que portou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco, ao analisar anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fato miraculoso se remonta ao século VIII.

Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies após a consagração.

Nesse momento, o sacerdote viu como a sagrada hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou.

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.

domingo, 25 de maio de 2014

A Adoração das Quarenta Horas

No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento
No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico
que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento
Rei e Senhor do Universo, merece Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, que se Lhe prestem honras públicas, devidas a seus direitos sobre toda a criação.

Entre elas, a piedade católica, sancionada posteriormente por decretos pontifícios, excogitou a Adoração das 40 Horas, em que durante três dias o Santíssimo Sacramento é solenemente exposto, noite e dia, à pública adoração. Neste período, nenhum leigo deve entrar a rezar no presbitério.

Os Romanos Pontífices concederam inúmeras indulgências aos que publicamente façam atos de veneração ao divino Juiz e Rei Soberano, entre elas a de poder ganhar, em cada um dos três dias, uma indulgência plenária, fazendo uma visita a Sua Divina Majestade, tendo-se confessado e comungado, rezando diante do Santíssimo cinco Pater, Ave e Gloria, acrescentando mais um pelas intenções do Romano Pontífice. Outrossim, tantas vezes quantas se faça tal visita, podem-se ganhar quinze anos de indulgência.

A seguir, um resumo da história desta devoção, das principais normas litúrgicas e de algumas normas práticas, adequadas às dificuldades das capelas pequenas, nas quais um só sacerdote estará presente.

domingo, 11 de maio de 2014

O milagre eucarístico de Santarém



Corria o ano de 1247, segundo uns cronistas, ou o de 1266, segundo outros.

Em Santarém, hoje cidade e então vila de Portugal, vivia uma pobre mulher a quem o marido muito ofendia, andando desencaminhado com outra.

domingo, 27 de abril de 2014

O milagre de Tolbiac e a conversão da França

A battalha de Tolbiac Vitral da catedral de Laon
A battalha de Tolbiac Vitral da catedral de Laon
No ano 496, Clóvis I, rei dos Francos, devia enfrentar uma confederação de tribos dos alamanos dirigidos não se sabe ao certo por quem.

Antes mesmo da guerra, Clóvis foi visitar o túmulo de São Martinho de Tours, onde fez a promessa de que se faria católico se ganhasse a guerra.

O local da batalha é conhecido como “Tolbiac”, ou “Tulpiacum”, nome que se refere mais provavelmente a Zülpich, na Renânia do Norte – Vestefália, Alemanha.

Pouco se sabe do desenvolvimento da batalha, salvo que Clóvis viu seus guerreiros caírem um depois do outro e a derrota cada vez mais próxima.

No momento da degringolada geral, em prantos e com o remorso no coração, o rei bradou ao Deus de sua mulher, Santa Clotilde.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Acompanhando Jesus pela Via Sacra de Jerusalém


A Via Sacra ‒ também conhecida como Via Crucis, Estações da Cruz ou Via Dolorosa ‒ é uma devoção que consiste numa peregrinação feita em oração e ajudada por uma série de quadros ou imagens que representam cenas da Paixão de Cristo.

A Via Sacra mais conhecida hoje é a rezada no Coliseu de Roma, na Sexta-Feira santa, com a participação do próprio Papa.

As imagens representando as cenas da Paixão podem ser de pedra, madeira ou metal, pinturas ou gravuras.

Elas estão dispostas a intervalos nas paredes ou nas colunas da igreja.

Mas, às vezes podem se encontrar ao ar livre, especialmente nas estradas que conduzem a uma igreja ou santuário.

Uma Via Sacra muito conhecida é a do santuário de Lourdes, França.

Nos mosteiros as imagens são muitas vezes colocadas nos claustros.

sábado, 12 de abril de 2014

Uma meditação para o Domingo de Ramos

Jesus entrou num humilde burrico
No Domingo de Ramos, comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém.

No andor principal Nosso Senhor entra sobre um burrico na Cidade Santa. No andor seguinte, a Mãe de Deus contempla a tragédia que se avoluma.

A entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, patenteia quanto o povo O apreciava incompletamente.

Aclamavam-No, é verdade, mas Ele merecia aclamações incomensuravelmente superiores, e uma adoração bem diversa!

Humildemente sentado num burrico, Ele atravessava aquele povo, impulsionando todos ao amor de Deus.

domingo, 30 de março de 2014

Milagres de São Domingos com o terço

São Domingos de Gusmão recebe o rosário de Nossa Senhor. DuquesneUniversity, EUA.
São Domingos de Gusmão recebe o rosário de Nossa Senhor. DuquesneUniversity, EUA.
Milagres obtidos por meio do Santíssimo Rosário, transcritos por São Luís Maria Grignion de Montfort.

Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.

Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.