Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro de Vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de Vós. Do espírito maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos. Amém. VEJA MAIS E OUÇA
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A imagem original de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro é um ícone venerado na igreja dos agostinianos em Roma, muito perto da Basílica de Santa Maria Maggiore, desde o fim do século XV.
Naquele século, ele chegou procedente da ilha de Creta no Mar Mediterrâneo.
É muito difícil atribui-lhe uma data de criação. Para alguns ele é dos séculos X ou XI, e para outros do início do século XV. Sua festa se comemora em 27 de junho.
No ícone contemplamos a Nossa Senhora com o Menino Jesus. Na iconografia católica, o Menino nos braços de Nossa Senhora costuma estar olhando para Ela ou para os fiéis que Lhe estão rezando ou recebendo favores.
Porém, o ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro reproduz uma cena inusual.
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Nossa Senhora de Nazaré surge de uma antiga tradição cristã do primeiro século, que conta que o próprio São José esculpiu uma imagem de Maria em madeira, em Nazaré na Galiléia e que São Lucas Evangelista a pintou.
Mais tarde, a imagem foi levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha.
Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.
Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é escondida
Com a invasão dos Mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, junto com sua família e com Frei Romano que sempre o acompanhou.
Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos.
Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região.
Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.
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O Corpus Christi é a festa católica que glorifica especialmente a presença de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. A festa da instituição do Santíssimo Sacramento é na Quinta-feira Santa, na Última Ceia.
Mas a Igreja percebeu a necessidade da comemorar separadamente o Corpus Christi.
E essa festa vem sendo acompanhada de graças tão insignes, e assim o será até o fim dos tempos em que num dia glorioso mais desditado será comemorada pela última vez antes do fim do mundo.
Protestantes e hereges negam a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Esse é um dos piores escândalos da história.
Os medievais tinham uma profunda fé na presença real, que dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo está presente verdadeira e substancialmente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade nas espécies consagradas pelo sacerdote na Missa.
Portanto, é uma devoção enorme à Santa Missa e à adoração do Santíssimo Sacramento.
Lutero e os protestantes, hoje também os progressistas, negam boçalmente a presença real.
Essa negação foi um dos pontos de fratura dos protestantes que os católicos receberam como um dos piores ultrajes jamais feitos contra Nosso Senhor.
Qual foi a tática pastoral usada pela Igreja em face dessa negação?
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Eis aí uma imagem propriamente lindíssima!
Nela o que mais me chama a atenção, não e tanto o belo vestido, ou a excelente escultura, mas sobretudo o estado temperamental que o artista sobre imprimir em Nossa Senhora.
Apresenta-se Ela como uma pessoa respeitável, no mais alto grau. É propriamente uma Rainha.
Mas ao mesmo tempo, sendo Ela é uma Soberana, sente-se n'Ela toda a bondade de uma mãe.
Não só pelo modo de carregar no braço o Menino Deus, mas no modo pelo qual Ela parece olhar para a pessoa que está apresentando a Ela uma súplica.
Tal olhar manifesta uma tal boa vontade, benevolência e uma disposição de atender, que impressiona da forma mais agradável.
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Muitos peregrinos, vindos dos mais remotos confins da Cristandade, iam à romaria do Santuário de Nossa Senhora de Rocamadour.
Ele continua ali perto da auto-estrada que vai de Paris até Lourdes.
Na Idade Média ia gente de toda espécie, desde mendigos ou empestados até fidalgos e grandes dignitários da Igreja.
Frequentemente misturavam-se àquela turba alguns indivíduos aloucados, galhofeiros ou poetas, que tanto entoavam uma canção, acompanhando-a com qualquer instrumento, como embasbacavam o povo com malabarismos e trabalhos de saltimbancos.
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Santa Francisca Romana (1384-1440), de nobre e rica família, casou-se muito jovem, teve três filhos, fundou as “Oblatas de Maria” e em março de 1433 também fundou o mosteiro em Tor de' Specchi, perto do Campidoglio (Roma).
Quando seu marido morreu, em 1436, ela se mudou para esse mesmo mosteiro e se tornou a prioresa.
Ernest Hello, em sua obra “Physionomies de saints”, escreve o seguinte sobre a santa:
“A vida de Francisca reside nas visões. Suas visões mais singulares, mais estupendas, mais características, são as visões do inferno. Inúmeros suplícios, variados como os crimes, lhe foram mostrados no conjunto e nas minúcias”.
“Santa Francisca Romana viu o ouro e a prata derretidos, acumulados pelos demônios nas gargantas dos avarentos”.
Ela descreveu o inferno, onde reina uma ordem às avessas, quer dizer a desordem como o princípio constitutivo da anti-ordem de satanás:
O que é uma pessoa passar uma hora com ouro ou prata derretidos e quentes dentro da garganta, sem anestésicos, sem os mil cuidados dos nossos hospitais?
Então, imaginem o que é passar a eternidade com ouro e prata derretidos na garganta. Querer engolir e não poder, queimaduras horrorosas, sensações atrozes.
Tudo isto Santa Francisca Romana viu como martírio dos avarentos.
“Viu as hierarquias de demônios, suas funções, seus suplícios e os crimes a que eles presidem”.
“Viu Lúcifer, consagrado ao orgulho, chefe geral dos orgulhosos, rei de todos os demônios e de todos os condenados. Esse rei é muito mais desgraçado do que todos os seus súditos”.
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Quantas vezes dos lábios piedosos a todo momento, um pouco por toda parte, se levanta ao Céu a oração Salve Rainha! Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, Salve, etc., etc.
Mas, quantos sabem qual é a sua origem?
Sabem que foi adotada especificamente como um canto de guerra para os Cruzados?
Pois bem, eis a origem dela.
A iniciativa é atribuída ao bispo de Puy, Dom Adhemar de Monteuil, membro do Concílio de Clermont, onde foi resolvida a primeira Cruzada.
Adhemar participou da Cruzada na qualidade de legado apostólico e escolheu a Salve Rainha, ou Salve Regina em latim, para que se tornasse o canto de guerra dos cruzados.
A princípio, a antífona acabava por estas palavras: nobis post hoc exilium ostende (E depois deste desterro mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre).
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A festa da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria é celebrada no 15 de agosto. É uma das mais cheias de alegria, paz e pureza, sendo por isso muito repelida por Satanás e seus asseclas que preferem a aflição, a desordem e a impureza
Sabemos pela Tradição Apostólica ‒ isto é, o conjunto de ensinamentos orais transmitidos originariamente pelos Apóstolos e, depois deles, pelos seus discípulos ‒ que Nossa Senhora não teve uma morte como a dos homens concebidos no pecado original. Fala-se por isso de Dormição de Nossa Senhora.
Ela ocorreu entre 3 e 15 anos após a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo a maioria dos testemunhos e opiniões aconteceu em Jerusalém, mas segundo outros em Éfeso.
Os Apóstolos foram reunidos miraculosamente em torno da Mãe de Deus naquela ocasião.
Ainda segundo a tradição, o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo teria aparecido em corpo glorioso para levá-la aos Céus.
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O afresco representa o Nascimento do Menino Jesus e é de autoria do célebre pintor italiano Giotto.
São José está dormindo, as ovelhinhas estão por perto, o burrico também, e os Anjos enchem o céu, cantando a Glória de Deus.
Os pastores estão ouvindo o cântico celeste: “Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na Terra aos homens de boa vontade”.
É exatamente o que a Liturgia, na noite do dia 24 para 25, deverá estar celebrando.
É noite, e Nossa Senhora acaba de dar à luz o Menino Jesus, de modo misterioso e maravilhoso.
O gesto d'Ela, a sua atitude, são apresentados como os de uma pessoa inteiramente sadia, que se empenha em aconchegar o Menino Deus. Mas Ela o faz com um desembaraço físico de movimentos, que não é o da mãe comum após o parto.
O processo de nascimento é dolorido e difícil, em virtude do pecado original. Contudo, tendo Nossa Senhora sido virgem antes, durante e depois do parto, esse nascimento se deu de modo milagroso.
Não representou nenhum esforço para a Virgem Santíssima. Ela parece ter acordado de um sono brando.
A vida interior verdadeira e plena faz o homem executar a vontade de Deus com toda perfeição, e lhe proporciona a plenitude de seus recursos naturais, bem como os carismas e dons que o fazem decuplicar ou centuplicar suas possibilidades.
De maneira que se fica muito maior nos outros campos precisamente porque no que era essencial se soube ser grande. (Plinio Corrêa de Oliveira)
A respeito de Santo Alberto diz uma biografia muito interessante:
“Alberto, o Grande, nasceu por volta de 1206, em Lauingen, na Baviera. Depois de uma educação cuidadosa, recebida em sua infância, foi estudar Direito em Pádua.
“Lá ele encontrou o bem-aventurado Giordano, mestre geral dos Irmãos Pregadores, cujos conselhos o engajaram a entrar na família dominicana.
“Logo se fez notar por sua terna e filial devoção para com Nossa Senhora, e pela fidelidade de sua observância monástica.
Entretanto, os discípulos continuaram a afluir, mas desta vez em tão grande número, que foi preciso dividi-los em grupos de doze monges, em doze mosteiros diferentes, cada um deles regido por um abade sob a supervisão de Bento.
Sob a direção do grande abade, a existência dos primeiros monges beneditinos transcorria pacífica e prosperamente, dedicada por inteiro à oração e ao trabalho.
Os milagres, a doutrina, a santidade de Bento lhe atraíam numerosas vocações.
Mesmo de Roma afluíam nobres varões, desejosos de se tornarem seus discípulos, enquanto patrícios lhe entregavam seus filhos para que os educasse.
Foi o caso dos meninos Mauro e Plácido, posteriormente também elevados à honra dos altares, que ficaram famosos na história de São Bento.
O Mosteiro de Monte Cassino
Novos dissabores fizeram com que Bento resolvesse partir, desta feita para um local entre Roma e Nápoles denominado Cassinum, antiga vila fortificada dos romanos.
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“GLÓRIA NÃO SÓ DA ITÁLIA, MAS DE TODA A IGREJA, QUAL ASTRO ESPLENDOROSO IRRADIA SUA LUZ REFULGENTE EM MEIO ÀS TREVAS DA NOITE”
(PIO XII, CARTA ENCÍCLICA EM COMEMORAÇÃO DO XIV CENTENÁRIO DA MORTE DO PATRIARCA DE MONTECASINO, 1947, APUD DOM GARCIA M. COLOMBAS, SAN BENITO, SU VIDA Y SU OBRA, BIBLIOTECA DE AUTORES CRISTIANOS, MADRI, 1968, PRÓLOGO, P. XIII. SEGUIMOS PRINCIPALMENTE ESSA OBRA PARA A ELABORAÇÃO DESTE ARTIGO, CITANDO O NÚMERO DA PÁGINA E O LOCAL EM QUE SE ENCONTRA A CITAÇÃO.).
Dom Prosper Guéranger (1805-1875), restaurador e abade do priorado beneditino de Solesmes, na França, assim exclama a respeito de São Bento:
“Com que veneração devemos nos acercar hoje deste homem de quem São Gregório Magno escreve que ‘esteve cheio do espírito de todos os justos!’. [...]
“Estes rasgos sobrenaturais [de São Bento] encontram-se realizados por doce majestade, grave severidade e misericordiosa caridade, que brilham em cada uma das páginas de sua biografia escrita por um de seus discípulos, o Papa São Gregório Magno, que se encarregou de transmitir à posteridade tudo o que Deus havia Se dignado realizar em seu servo Bento”.
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A história de Santa Joana d’Arc é muito conhecida. No auge da decadência da França no século XV, Deus decidiu salvar essa nação filha primogênita da Igreja. E para que ficasse muito claro que era o poder de Deus que fazia isso, e não o poder dos homens, usou como instrumento uma moça, Joana d’Arc.
Ela conseguiu o que parecia impossível: coroar o rei da França na catedral de Reims, e que os ingleses fossem expulsos do país.
Convinha para os planos de Deus que fosse uma jovem, não um cavaleiro, e igualmente que ela fosse uma jovem simples.
Joana era pastora em uma cidadezinha simpática, mas minúscula — Domremy.
A casa onde ela nasceu está ao lado da igreja, e a basílica de Domremy — construída em fins do século XIX no local onde apareciam a ela São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida — que dista dois quilômetros de sua casa, parece enorme em relação à pequena população local.
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Uma pequena cela de um monge, transformada em monumental basílica, é hoje o santuário mais visitado da Europa Central. Peregrinos recorrem à milagrosa imagem de Nossa Senhora desse santuário da Áustria.
Foi no ano de 1157 que o abade Otker, do mosteiro beneditino de São Lamberto, enviou Magno, um de seus monges, para pregar num dos rincões de sua vasta jurisdição. Magno preparou-se para a missão. Havia ainda naquelas longínquas plagas muitos pagãos, ao longo dos sombrios vales entre altas montanhas. Magno temia o desamparo, uma vez em missão.
Surgindo dificuldades, com quem se aconselharia? A quem pediria socorro? Por isso levou, com licença superior, uma pequena imagem de Nossa Senhora, talhada em madeira de tília.
O milagre de Mariazell
Aproximando-se o Natal, dirigiu-se Magno a um povoado, onde desejava pregar "aos que viviam em cego paganismo" e dar também assistência espiritual aos cristãos. A aldeia ficava mais longe do que ele pensava. Viajava o santo religioso vários dias, sem viva alma encontrar.
Estaria perdido? O rumo que havia tomado era correto? Seus mantimentos chegavam ao fim. Impossível retornar ao ponto de partida, onde deixara conhecidos. Não havia estradas nem caminhos batidos, naquele tempo. Numa senda pedregosa escurecida pela floresta, íngreme subida estreita e perigosa.
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A palavra ladainha é grega em sua origem, e significa uma súplica séria e cordial. [...]
Santo Irineu, discípulo de São Policarpo, testemunha que as ladainhas já estavam em uso em seu tempo, e as denomina uma súplica.
Santo Ambrósio faz retroceder sua origem aos tempos apostólicos e corrobora sua opinião com a autoridade de São Paulo escrevendo a Timóteo (I, 2-1):
Conjuro-vos antes de tudo que se façam súplicas, orações, petições e ações de graças por todos os homens. Isto era sancionar as ladainhas e exortar vivamente a recitá-las. [...]
A história não nos dá certeza alguma quanto ao autor das ladainhas.
Podemos dizer que são mais antigas que o mais antigo dos autores, porque pretendemos que Deus mesmo é seu autor.
* * *
Os frutos e a utilidade das ladainhas na Igreja de Deus são inumeráveis. Serviram para destruir os males da alma e do corpo; para fazer cessar as chuvas demasiado abundantes, as tormentas, os terremotos; para livrar da fome e da seca, da guerra, dos assédios; para obter a abundância dos frutos da terra; para apartar outros vários males e para alcançar numerosos benefícios. [...]
“Entende-se por ladainha uma fórmula santa de orações dirigidas a Deus por meio da invocação dos santos.
Antes de tudo, roga-se a Deus e à Santíssima Trindade, como Autor e Pai das misericórdias.
Pede-se em seguida, muito especialmente, a intercessão da Virgem.
Depois, como nas ladainhas dos Santos, suplica-se a todos, nominalmente ou em geral, que roguem por nós”.
Se me perguntais por que foi consagrada especialmente uma ladainha à Santa Mãe de Deus, e por que a enriqueceram com privilégios, responder-vos-ei que isto foi, primeiro, por causa da dignidade especial da Mãe de Deus; segundo, por causa do amor especial da Igreja para com Ela; terceiro, por causa de seu favor e patrocínio, também especiais; e, quarto, para excitar maior devoção aos fiéis. [...]
Com efeito, se bem que os ouvidos dos santos estejam abertos sempre para todos os desgraçados, a Bem-aventurada Virgem nos é mais especialmente propícia, como mais próxima de Deus, a fonte do amor; primeira em dignidade, superior em méritos e, sob todos aspectos, mais amável.
É, pois, mui digno e mui justo que a honremos com um culto especial e com uma devoção maior, como à Patrona de uma dignidade e de um poder também maiores.
Interior da Santa Casa onde aconteceu a Anunciação do Anjo e a Encarnação do Verbo.
A ladainha da Bem-aventurada Virgem Maria é comumente cantada em todas as igrejas, e sem embargo, mas é conhecida como lauretana em lembrança da igreja de Loreto.
A causa está em que a Santa Casa de Loreto sobrepujou todas as basílicas construídas em honra da Mãe de Deus, não só na Itália, como também nos demais locais.
Nenhuma, no universo, é mais augusta, mais antiga, mais santa ou mais célebre. [...]
Esta augusta Casa, em que habitou a Santíssima Virgem, Mãe de Deus, permaneceu em Nazaré até o ano de 1291.
Quando os cristãos foram expulsos da Síria e a cidade de Trípoli destruída, os habitantes do país e os estrangeiros deixaram de render à santa Casa as homenagens que lhe eram devidas; então ela foi arrancada de seus fundamentos, pelo ministério dos Anjos, e transportada através das terras e dos mares, da Galiléia à Dalmácia; atravessando assim uma distância de dois milhões de passos, foi depositada em uma montanha que separa as cidades de Tersat e Fiume.
Quatro anos depois, a Itália recebeu uma honra inestimável, que foi uma mostra brilhante da proteção divina: a Santa Casa de Nazaré foi transportada da Dalmácia à Itália.
A este assunto temos dedicado dois extensos posts do nosso blog:
A ladainha da Santíssima Virgem contém três categorias de louvores. Primeiro, invoca-se e louva-se o nome de Maria: Santa Maria.
Em segundo lugar, recordam-se sua missão e seu título de Mãe de Deus, suas virtudes, suas nobres qualidades e seus benefícios; e isto de duas maneiras: por palavras próprias e sob a imagem das metáforas.
Loreto: entrada da Basílica que custodia a Casa da Sagrada Família.
Pelas palavras próprias, a missão e o título de Maria, suas qualidades e suas virtudes, são celebrados nestes termos: Santa Mãe de Deus, Santa virgem das virgens, Mãe de Cristo, Mãe da divina graça, Mãe puríssima, Mãe castíssima, sempre Virgem Mãe, Mãe imaculada, Mãe amável, Mãe admirável, Mãe do Criador, Mãe do Salvador, Virgem prudentíssima, Virgem venerável, Virgem digna de todo louvor, Virgem poderosa, Virgem clemente, Virgem fiel.
Sob a imagem das metáforas, Ela é louvada nestes termos: Espelho de justiça, Trono de sabedoria, Causa de nossa alegria, Vaso cheio dos dons do Espírito Santo, Vaso de honra, Vaso insigne de devoção, Rosa mística, Torre de David, Torre de marfim, Casa de ouro, Arca da aliança, Porta do Céu, Estrela da manhã.
Os benefícios para sempre memoráveis de Maria são assim celebrados: Saúde dos enfermos, Refúgio dos pecadores, Consolo dos aflitos, Auxílio dos cristãos.
Em terceiro lugar, a grandeza da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrada com os títulos de Rainha dos Anjos, Rainha dos Patriarcas, Rainha dos Profetas, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha das Virgens, Rainha de todos os Santos.
A Ladainha de Loreto é um breviário e resumo engenhosíssimo dos títulos e glórias da Rainha dos céus.
(Autor: P. Justino de Miechow, O.P. (1594-1640), Excertos de Conferencias sobre las Letanías de la Santíssima Virgem, Madrid, 1881, tomo I, pp. 5 e ss.)
Em face do drama em que se encontra a Santa Igreja, muitas almas procuram, então, assumir uma posição de indiferença, parecida com a de numerosos contemporâneos de Nosso Senhor, que acreditavam que Ele era Homem-Deus, mas que, durante a Via Sacra, vendo-O passar, em vez de se compadecer por seus lancinantes sofrimentos, achavam entretanto melhor não considerá-los, mas pensar em outras coisas.
A evidência dos fatos deixa patente que a partir do Concílio Vaticano II penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”, de que falou Paulo VI, a qual se foi dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gazes.
Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição, a que aludiu aquele mesmo Pontífice, em Alocução de 7 de dezembro de 1968.
A História narra os inúmeros dramas que a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana sofreu nos vinte séculos de sua existência.
Quando pensamos em um santo, talvez num primeiro momento não consideramos que essa pessoa seja ousada, empunhe um machado, um martelo ou que derrube árvores como os carvalhos.
Entretanto, existe um santo assim: é São Bonifácio.
Este santo nasceu na Inglaterra por volta do ano 680.
Ingressou em um monastério beneditino antes de ser enviado pelo Papa para evangelizar os territórios que pertencem a atual a Alemanha. Primeiro foi como um sacerdote e depois como bispo.
Sob a proteção do grande Charles Martel, Bonifácio viajou por toda a Alemanha fortalecendo as regiões que já tinham abraçado o catolicismo e levou a luz de Cristo àqueles que ainda não o conheciam.
O escritor Henry Van Dyke o descreveu assim, em 1897, em seu livro The First Christmas Tree (A primeira árvore de natal):
“Que pessoa tão boa! Que boa pessoa! Era branco e magro, mas reto como uma lança e forte como um cajado de carvalho.
“Seu rosto ainda era jovem; sua pele suave estava bronzeada pelo sol e pelo o vento.
“Seus olhos cinzas, limpos e amáveis, brilhavam como o fogo quando falava das suas aventuras e das más ações dos falsos sacerdotes aos quais enfrentou”.
Iniciou-se a celebrar a festa de todos os santos até em Roma desde o século IX.
Uma única festa para todos os Santos, ou seja, para a Igreja gloriosa intimamente unida à Igreja ainda peregrina e sofredora.
Hoje é uma festa de esperança: “a assembleia festiva dos nossos irmãos” representa a parte eleita e seguramente exitosa do povo de Deus.
Chama-nos atenção para o nosso fim e para a nossa vocação verdadeira: a santidade, à qual todos nós somos chamados, não por meio de obras extraordinárias, mas com o cumprimento fiel da graça do batismo.
Do ‘Discursos’ de São Bernardo, abade
A que serve, então, o nosso louvor aos santos, a que serve o nosso tributo de glória, a que serve esta mesma nossa solenidade?
Porque a eles as honras desta mesma terra quando, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste os honra? Para que, então, nossas homenagens a eles?
Os santos não precisam de nossas honras e nada vem para eles do nosso culto.
É claro que, quando veneramos a memória deles, operamos em nosso benefício, não no deles!