domingo, 25 de setembro de 2011

Milagre de Nossa Senhora em Covadonga (Astúrias) impediu a conquista de Espanha pelos mouros

Nossa Senhora de Covadonga
Sob a proteção de Nossa Senhora de Covadonga se iniciou a Reconquista da Espanha, com o milagre que Ela realizou socorrendo o Rei Don Pelayo e os pouquíssimos cavaleiros que estavam com ele nas montanhas das Astúrias, no monte Auseba.

Deu-lhes uma grandiosa vitória sobre os maometanos, justamente quando pareciam perdidos, premiando assim seu denodo, seu heroísmo e sua fé.

Em 718 estava D. Pelayo rodeado por duzentos mil homens do exército de Alkamah, lugar-tenente do Wali Helor.



O Bispo Dom Opas, que já havia pactuado, se adiantou para tentar convencê-lo da inutilidade de resistir e da conveniência de seguir seu exemplo.

Invocando o auxílio de Deus e da Virgem, que tinha como seguros, D. Pelayo rechaçou indignado a proposta traidora, dispondo-se a batalhar até o fim contra os inimigos da Fé.

Gruta de batalha de CovadongaVendo Alkamah o fracasso da missão de submeter o Rei D. Pelayo, iniciou o ataque contra esse último baluarte da Cristandade, mas encontrou a heróica oposição dos católicos.

Pouco depois Deus mostrou sua intervenção com um portentoso milagre, pela intercessão de Nossa Senhora de Covadonga: um grande tremor de terra moveu o campo de batalha, e a metade da montanha caiu sobre o exército muçulmano, fazendo enorme destruição.

Don Pelayo, Cangas de Onís
Don Pelayo, rei de Astúrias
O Rei Don Pelayo, com os seus, perseguiu o que restava do exército dos infiéis, completando o extermínio, no qual morreu também Alkamah e desapareceu D. Opas.

Em meio ao entusiasmo da vitória, Don Pelayo foi proclamado Rei das Astúrias, recebendo a coroa das mãos do Bispo de Oviedo, dando início à monarquia espanhola.

Depois de uma vida guerreira e de organização de seus povos, foi enterrado na cova santa da Virgem de Covadonga.

No local, uma placa proclama: "Sob o nome da Mãe de Deus, dentre as rochas e no alto dos montes, surgiu a Espanha".



(Fonte: Conde de Fabraguer, "Imágenes de la Virgen Aparecidas en España" - Juan José Martínez Editor, Madrid, 1861, pp. 203-233)



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Um comentário:

  1. Assim seria ainda hoje, se os governantes invocassem a intercessão da Mãe de Deus.

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