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domingo, 6 de outubro de 2024

Nossa Senhora do Rosário, devoção dos predestinados

Nossa Senhora do Rosário com São Domingos e Santa Rosa de Lima,anônimo, Peru
Nossa Senhora do Rosário com São Domingos e Santa Rosa de Lima,
anônimo, Peru
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A Festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída em comemoração da vitória de Lepanto (1571), alcançada contra os turcos que ameaçavam a Europa. E foi estendida à Igreja universal em ação de graças.

Em primeiro lugar, esta devoção tem como maior mérito ter sido revelada por Nossa Senhora a São Domingos, e nascer, portanto, de uma das revelações particulares que os inimigos da Igreja tanto abominam.

A devoção se estendeu por toda a Igreja Católica e foi considerada por São Luiz Grignion de Montfort de devoção característica dos predestinados.

É distintiva de muitas ordens religiosas, que em seu hábito traziam o Rosário à cintura e passou a ser o objeto de piedade de todo verdadeiro católico.

Tempo houve em que todo verdadeiro católico levava normalmente o Rosário consigo o dia inteiro.

Pois o um instrumento bento que faz de corrente de ligação com Nossa Senhora e cuja posse física afugenta o demônio, e atrai as graças de Nossa Senhora.

Há episódios de lutas contra o demônio em que exorcistas e outras pessoas com o Rosário o demônio foge correndo.

O que vem a ser o Rosário?

Ele se compõe da meditação dos Mistérios da vida de Nossa Senhora e de Nosso Senhor de maneira que quando pronunciamos as orações vocalmente meditamos a respeito do Mistério.

Nesta conjunção da oração vocal e da meditação enquanto os lábios proferem uma súplica, o espírito se concentra num ponto. Nesta dupla atividade, o homem faz tudo o possível na ordem sobrenatural.

Por esta forma ele se liga intimamente a Deus porque é por meio da Medianeira de todas as Graças que a pessoa se dirige a Deus.

Há um tesouro de teologia que faz do Rosário uma obra prima de Doutrina Católica como deve ser entendida.

Nossa Senhora do Rosário, Santa Maria Sopra Minerva, Roma
Nossa Senhora do Rosário, Santa Maria Sopra Minerva, Roma
Não feita de emoções, mas séria, sólida, pensada, com razões de ser, firmes que fazem do Rosário uma devoção suculenta, substanciosa e de grande valor.

De outro lado, cada uma das dezenas tem um Mistério que confere graças próprias. Há graças que nós podemos obter por causa do Mistério da Anunciação; outras, pelo Mistério da Visitação; outras, Mistério da Ascensão.

Nós, rezando e meditando sobre esses Mistérios, atraímos sobre nossas almas todas as graças da Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. É, um périplo que enche a nossa alma.

Ele é raciocinado e ponderado para a vida espiritual do varão católico que é feita de pensamento, de reflexão com base na Fé, de conclusões que constituem sistema.

Há algo mais. Deus governa o Universo com conta, peso e medida.

Por todas as graças que ele tem alcançado para a humanidade, Nossa Senhora quis, entre muitas outras devoções, resolveu realçar esta, e conceder a propósito dela, graças muito especiais.

Além do mais há um motivo histórico. Vemos que esta devoção tem sido uma oportunidade enorme para graças em que Nossa Senhora se afirma como soberana, que paira acima das contingências, com um suprassumo da sabedoria. E nisso nós temos a super-excelência do Rosário.

No dia da Batalha de Lepanto, 07 de outubro, o Papa olhou para a janela e teve a visão da vitória. A notícia só chegou a Roma em 21 de outubro.

Entre outras graças insignes alcançadas pelo Rosário, está a graça da vitória de Lepanto alcançada enquanto São Pio V tinha a visão do triunfo católico.

Ele estava muito aflito, numa reunião de cardeais, e saiu um pouco junto à janela, preocupado porque a derrocada da Cristandade estava iminente.

São Pio V ordenou que a 7 de outubro de todos os anos se comemorasse uma festa em honra de Nossa Senhora das Vitórias, título alterado posteriormente em Nossa Senhora do Rosário, pelo Papa Gregório XIII.

Outra vitória assinalada, no mesmo gênero e contra o mesmo inimigo – o Crescente – foi em 1716, na Hungria.

Nossa Senhora quis obter para a Cristandade duas grandes vitórias contra o grande inimigo da Igreja no tempo, como hoje é o Comunismo.

Nossa Senhora dol Rosário,vitoriossa em Lepanto, Granada
Nossa Senhora do Rosário,vitoriosa em Lepanto, Granada
Nós podemos concluir que, pela devoção do Rosário, que deverá durar certamente até o fim dos tempos, a Igreja poderá alcançar, na luta contra o Comunismo, vitórias também espetaculares.

E nós podemos concluir que a recitação assídua do Rosário por aqueles que lutarem pelo Reino de Maria, conforme as profecias de Fátima, talvez, marcará o momento culminante da plena realização dos acontecimentos ali profetizados.

O Santo Rosário é um penhor de vitórias futuras.

Santo Afonso de Ligório, um santo, bispo, fundador de uma ordem religiosa [os redentoristas], já muito velho, andava de cadeira de rodas levado por um irmão.

Uma vez disse ao irmão que não tinha rezado o Rosário inteiro:

“- Se um dia se passar sem que eu reze o Rosário, eu tenho medo pela minha salvação eterna.”

O Rosário cotidiano é a grande garantia da perseverança final.

O Rosário bem pausadamente rezado, é um elemento magnífico para nos alcançar a perseverança que deve nos levar à fidelidade suprema.

Nesta espécie de prolongado Lepanto que vivemos, o Rosário tem um papel verdadeiramente capital.

A minha indicação é de um veemente esforço para rezarmos o Rosário inteiro todos os dias, superando alguma fraqueza ou cansaço.

A Lepanto da vida de cada um de nós, está ligada à recitação diária do Rosário.

Não adianta vir com essa coisa: “Mas afinal, essa devoção ou outra, não é igual?”

Há um ato de humildade em rezar o Rosário entre tantas devoções tão excelentes; porque Nossa Senhora prefere essa devoção; e porque essa devoção é a mais combatida.

Em muitos lugares há a tradição de sepultar os mortos levando na mão um pequeno crucifixo; e que se completou entrelaçando nas mãos do morto um Rosário.

A ideia é essa: o morto se apresenta ao Céu com a Cruz e o Rosário porque o Rosário passou a ser o elemento inseparável da verdadeira piedade cristã.

Os inimigos da Igreja – internos ou externos – não atacam nenhuma devoção a Nossa Senhora tanto quanto atacam o Rosário.

O demônio sente e sabe que Ela quis, por meio do Rosário, dispensar muitas graças.



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra proferida no dia 7 de outubro de 1964. Sem revisão do Autor. Fonte: PlinioCorrêadeOliveira.info)



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domingo, 9 de junho de 2024

Devoção ao Rosário: maravilhoso histórico

Nossa Senhora do Rosário, México.
Nossa Senhora do Rosário, México.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Segundo respeitosa tradição, Nossa Senhora revelou a devoção ao Rosário a São Domingos de Gusmão, em 1214, como meio para salvar a Europa de uma heresia.

Eram os albigenses, que, como uma epidemia maldita, contagiavam com seus erros outros países, a partir do norte da Itália e da região de Albi, no sul da França.

De onde o nome de albigenses atribuído a esses hereges, conhecidos também como cátaros (do grego: puros), pois assim soberbamente se auto-nomeavam.

Eram lobos disfarçados com pele de ovelha, infiltraram-se nos meios católicos para melhor enganar e captar simpatia. Tais hereges pregavam, entre outros erros, o panteísmo, o amor livre, a abolição das riquezas, da hierarquia social e da propriedade particular — salta aos olhos a semelhança com o comunismo.

Várias regiões da Europa do século XIII ficaram infestadas pela heresia albigense, e toda a reação católica visando contê-la mostrava-se ineficaz. Os hereges, após conquistar muitas almas, destruir muitos altares e derramar muito sangue católico, pareciam definitivamente vitoriosos.

São Domingos (mais tarde fundador da Ordem Dominicana) intrepidamente empenhou-se no combate à seita albigense, não conseguindo, porém, sobrepujar o ímpeto dos hereges, que continuavam pervertendo os fiéis católicos. E os que não se pervertiam eram massacrados.

Desolado, São Domingos suplicou à Virgem Santíssima que lhe indicasse uma eficaz arma espiritual capaz de derrotar aqueles terríveis adversários da Santa Igreja.

Rosário esmaga heresia albigense


Quando tudo parecia perdido, Nossa Senhora interveio nos acontecimentos para salvar a Cristandade desse mal.

O Bem-aventurado Alain de la Roche (1428 – 1475), célebre pregador da Ordem Dominicana, no livro Da dignidade do Saltério, narra a aparição de Nossa Senhora a São Domingos, em 1214.

Nessa aparição, Ela ensina aquele Santo a pregar o Rosário (também chamado Saltério de Maria, em lembrança dos 150 salmos de Davi) para salvação das almas e conversão dos hereges. Na obra de São Luís Grignion de Montfort acima citada, ele transcreve tal narração:

São Domingos de Gusmão recebe o terço de Nossa Senhora. Igreja de Santa Sabina, Roma
São Domingos de Gusmão recebe o terço de Nossa Senhora.
Igreja de Santa Sabina, Roma
“Vendo São Domingos que os crimes dos homens criavam obstáculos à conversão dos albigenses, entrou em um bosque próximo a Toulouse e passou nele três dias e três noites em contínua oração e penitência, não cessando de gemer, de chorar e de macerar seu corpo com disciplinas para aplacar a cólera de Deus, até cair meio morto. A Santíssima Virgem, acompanhada de três princesas do Céu, lhe apareceu e disse:

—‘Sabes tu, meu querido Domingos, de que arma se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo?’

— ‘Ó Senhora! – respondeu ele – Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa salvação’.

— ‘Saiba – Ela acrescentou – que a peça principal da bateria foi a saudação angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; e portanto, se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, reza meu Saltério’.

“O Santo se levantou muito consolado e abrasado de zelo pelo bem daquela gente; entrou na igreja catedral; no mesmo momento os sinos tocaram, pela intervenção dos anjos, para reunir os habitantes. No princípio da pregação, formou-se uma espantosa tormenta; a terra tremeu, o sol se obscureceu, os repetidos trovões e os relâmpagos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes; e aumentou seu terror ao ver uma imagem da Santíssima Virgem, exposta em lugar proeminente, levantar os braços três vezes ao Céu para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e não recorressem à proteção da Santa Mãe de Deus.

“O Céu queria por esses prodígios aumentar a nova devoção do santo Rosário e torná-la mais notória.

“A tormenta cessou por fim, pelas orações de São Domingos. Ele continuou seu sermão, e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do santo Rosário, que os moradores de Toulouse [um dos principais focos da heresia] o abraçaram quase todos e renunciaram a seus erros, vendo-se em pouco tempo uma grande mudança na vida e nos costumes da cidade” (Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954, pp. 314-315).

Os Papas recomendam o Rosário

Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856).

Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (EncíclicaJucunda semper, de 8 de setembro de 1894).

São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.

Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”.

Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios …. Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis, de 29 de setembro de 1937).

Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951).

João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, …. o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta Apostólica Il religioso convegno, de 19 de setembro de 1961).

Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: ‘Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á’ (Mt. 7, 7)” (Encíclica Mense maio, de 19 de abril de 1965).

João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado — em família, em comunidade, pessoalmente — vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação” (Alocução de 6 de maio de 1980).

Melhor artilharia contra o demônio e sequazes


Empunhando a potente arma do Rosário, São Domingos retornou ao combate, pregando incansavelmente na França, Itália e Espanha a devoção que a própria Senhora do Rosário lhe ensinara, e por todas as partes reconquistava as almas: os católicos tíbios se afervoravam, os fervorosos se santificavam; as ordens religiosas floresciam; convertia os hereges, que, abjurando seus erros, voltavam à Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demônios de possessos; operava milagres e curas.

Somente na Lombardia, o ardoroso cruzado do Rosário converteu mais de 100 mil hereges albigenses.

Tudo por meio da melhor artilharia contra o demônio e seus seguidores: o Santo Rosário.

Simão de Montfort


Mas restavam ainda aqueles hereges empedernidos, que não se convertiam de nenhum modo, e procuravam reverter a derrota fazendo estragos em alguns outros países.

Para resolver o problema, Nossa Senhora, além do heroico São Domingos, suscitou outro herói para erradicar da Europa a heresia: o admirável Conde Simão de Montfort.

Simão de Montfort na batalha de Muret
Simão de Montfort na batalha de Muret
O primeiro empunhou como arma o Rosário, o segundo empunhou a espada. Uma combinação perfeita: o espírito de oração com o espírito de cruzada em defesa da Fé Católica.

A história de Simão de Montfort é, além de admirável, extensa. Citemos a propósito, apenas de passagem, um trecho extraído do livro de São Luís Grignion de Montfort (o sobrenome de ambos é o mesmo, embora, segundo parece, não fossem parentes – pelo menos não há dados concludentes a respeito):

“Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida.

Com quinhentos homens, desbaratou um exército de dez mil hereges.

"Outra vez, com trinta homens, venceu a três mil. Depois, com mil infantes e quinhentos cavaleiros, fez em pedaços o exército do rei de Aragão, composto de cem mil homens, perdendo somente oito soldados de infantaria e um de cavalaria” (Op. cit., pp. 366-367.).

Livre a França da furibunda heresia albigense, a devoção ao Santo Rosário atravessou as fronteiras. São Domingos pregou incansavelmente, até o fim de seus dias, esta milagrosa e eficientíssima devoção nos países vizinhos, colhendo neles semelhantes frutos.

Atravessou não somente as fronteiras européias, mas os continentes e também os séculos, uma vez que, até os presentes dias, o Rosário é rezado com grande fruto em todos os países do mundo.


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domingo, 14 de maio de 2023

Santo Rosário: devoção que Nossa Senhora deu contra os hereges

Nossa Senhora da o terço a São Domingos de Gusmão, Orações e milagres medievais
Nossa Senhora entrega o terço a São Domingos de Gusmão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









O Rosário é uma série de orações, acompanhadas de meditação em honra da Santíssima Virgem.

Chama-se Rosário porque é como uma coroa de rosas que se oferece a Maria. A oração principal do Rosário é a Ave Maria.

O Rosário tem por autor S. Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores ou Dominicanos, cuja forma final recebeu de Nossa Senhora.

O uso de honrar a Maria rezando repetidas vezes o Padre Nosso, a Ave Maria e o Glória Patri foi inaugurada no século V por Santa Brígida, abadessa de um mosteiro de beneditinas na Irlanda.

Para facilitar tal prática, sujeitando a uma ordem invariável as orações que a compunham, Santa Brígida serviu-se de contas de diferentes tamanhos, enfileiradas em forma de coroa.

São Domingos, aperfeiçoando esse terço de acordo com as indicações de Maria, formou o Rosário tal qual hoje existe.

No século XV, tendo decaído o uso do Rosário, pela desgraça dos tempos, Deus suscitou o Bem-aventurado Alain de la Roche, dominicano bretão, para restabelecê-lo em todo o seu brilho.

Segundo vários documentos pontifícios, S. Domingos teve sobre o Rosário uma revelação particular de Maria, por volta do ano 1206.

Nossa Senhora da o terço a São Domingos de Gusmão, Orações e milagres medievais
Nossa Senhora entrega o terço a São Domingos de Gusmão
Os albigenses eram assim chamados porque eram numerosíssimos na parte da província do Languedoc chamada Albi.

Formavam uma seita na qual se praticavam monstruosidades morais.

Admitiam dois princípios, o bem e o mal, não acreditavam nas Escrituras, nem no batismo das crianças, nem no matrimônio; não queriam nem templos, nem bispos nem padres, e negavam a verdade do sacrifício da Missa.

Seus costumes eram corruptos, e sua ignorância extrema.

Animados pelo Conde de Tolosa e por grande número de nobres, os albigenses quebravam as cruzes, queimavam as igrejas, matavam sacerdotes e revoltavam-se contra qualquer autoridade eclesiástica.

Para conter essa torrente devastadora, a Igreja tratou de converter à Fé essas almas transviadas e mandou-lhes missionários, entre outros Dom Diego, Bispo de Osma (na Velha Castela), e seu arcebispo Domingos de Gusmão, tão célebre depois sob o nome de São Domingos.

Esses homens apostólicos puseram mãos à obra, com ardor, mas seu zelo teve pouco êxito. Aflitíssimo pela esterilidade de seus esforços, Domingos dirigiu-se à Mãe de Deus, que tinha o poder de destruir as heresias.

Suplicou, conjurou até com lágrimas, para que esta boa Mãe o auxiliasse e lhe inspirasse o meio de vencer a obstinação desses fanáticos.

Nossa Senhora do Rosário, na igreja de San Domenico, Bolonha
Maria ouviu a oração de seu servo e lhe apareceu. De acordo com a tradição, a aparição se deu em Castelnauday, numa aldeia chamada Prouille.

Ela o consolou e lhe disse: "Meu filho Domingos, aprenda isto: o meio empregado pela Santíssima Trindade para reformar o mundo foi a Saudação Angélica.

Portanto, se quiser converter esses corações empedernidos, pregue-a segundo o modo que vou ensinar-lhe". Indicou então a organização do Rosário, composto de 3 terços, ou 15 dezenas, a cada qual corresponde um mistério de nossa Fé.

Com esta poderosíssima arma Domingos pregou outra vez, com novo ardor. Ensinou a Fé, propagou a devoção do Rosário, e os frutos da conversão se multiplicaram com prodigiosa rapidez.

Os progressos dessa devoção foram tais, que cinqüenta anos depois da aparição de Maria milhares de hereges tinham voltado para o seio da Igreja e milhares de pecadores tinham abraçado a penitência.

Durante a sua vida, o próprio São Domingos converteu mais de cem mil almas, segundo dizem autores do tempo.

Tal é a origem da preciosa devoção do Rosário, baseada em tantos testemunhos, autorizada por tantos milagres, honrada pela Igreja com tantos privilégios e continuamente aprovada pelo Céu com um sem número de graças, que Deus gosta de distribuir entre os que a praticam.



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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Nossa Senhora do Carmo, guia da luta dos profetas

Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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No 16 de julho a Igreja comemora a festa de Nossa Senhora do Carmo.

Sua invocação Virgem Flor do Carmo é a mais antiga e remonta a oito séculos antes de seu feliz natalício.

Como pode ser que a Mãe de Deus fosse venerada oitocentos anos antes de nascer?

A história é maravilhosa e intimamente ligada à montanha do Carmelo em Terra Santa.

Para aparentemente complicar mais as coisas, arqueólogos e historiadores registram que civilizações pagãs também cultuavam uma virgem que daria à luz o salvador do mundo.

Na elevação onde fica a cidade de Chartres, França, sede de uma das mais belas catedrais de Nossa Senhora, em tempos pré-cristãos, os bruxos dos pagãos druidas, ditos charnuts, tinham essa crença e a chamavam “Virgo Paritura” (“A virgem que dará a luz”).

De onde viera essa noção e quem a levou?

Os romanos invocavam a deusa Ceres que designavam como “Rainha dos Céus” e “Santa Virgem” e diziam que seria mãe de Baco, o salvador executado, mas que ressuscitou três dias depois.

A mesma saga aparece com nomes diversos e mitos deturpados na Babilônia, na Índia e nos egípcios para citar os principais. Cfr Montmin.

Como isso pode ser?

Não é tão difícil responder. A explicação está nos capítulos iniciais da Bíblia e foi dada por Deus Criador a Adão e Eva sendo endereçada também à serpente Satanás.

‘15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar’”. (Gênesis, 3)
‘15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela.
Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar’”. (Gênesis, 3)
Igreja de Laguardia, Álava, Espanha.
Após terem cometido o pecado original, Deus profetizou aquilo que seria a coluna vertebral da História:

“Então o Senhor Deus disse à serpente:

“‘15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar’”. (Gênesis, 3)


Esta profecia foi conhecida pela humanidade que toda ela procede do primeiro casal.

Os pagãos a foram retransmitindo de geração em geração mas introduziram fantasias e deformações. Ela só ficou íntegra no povo eleito.

Por isso lemos Isaías profetizando a Virgem Mãe, a Natividade do Messias, seus atributos divinos, seu Reino Universal, seu Sacrifício salvador, aproximadamente sete séculos antes da vinda do Cristo. Isaías viveu entre 740 e 681 a.C.

Isaías profeta, Aleijadinho, Congonhas. “Uma virgem conceberá
e dará à luz um Filho, e ele será chamado Emmanuel,
isto é, Deus Conosco”
“Pois por isso o mesmo Senhor vos dará este sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um Filho e o seu nome será Emmanuel” (Isaías, 7,14).

São Mateus, em seu Evangelho destaca que o nascimento de Jesus é o cumprimento da profecia de Isaías:

“Uma virgem conceberá e dará à luz um Filho, e ele será chamado Emmanuel, isto é, Deus Conosco”. (Mt 1,22-23)

Ainda o profeta Isaías que nos retrata a alma de Maria Santíssima e nos diz que terá sua sede no Monte Carmelo:

“No deserto habitará a equidade, e a justiça terá o seu assento no Carmelo (vergel).

“A paz será a obra da justiça e o fruto da justiça é o silêncio e a segurança para sempre.

“O meu povo repousará na mansão da paz, nos tabernáculos da confiança”. (Isaías, 32, 16-18)


Carmo, ou Carmelo, em hebreu significa jardim. A alma de Nossa Senhora é um jardim de virtudes, é um oásis de silêncio e de paz, onde reina a justiça e a santidade, oásis de segurança, todo cheio de Deus.

Nossa Senhora do Carmo, Sao Joao del Rey
Nossa Senhora do Carmo, São João del Rey
Israel é a terra prometida, mas o Carmo é sua parte mais bela e perfumada porque é Nossa Senhora. É a parte reservada onde Deus encontra suas delícias. É o jardim de um requinte único.

Só uma alma completamente desprendida e que domina inteiramente as suas paixões, poderia, como Maria Santíssima, ser o verdadeiro Carmelo, onde Nosso Senhor Jesus Cristo faz suas delícias e esmaga a serpente que tem em grau insuperável todos os vícios opostos.

Perto do topo do Monte Carmelo há uma venerada gruta. Nela moraram o profeta Santo Elias (século IX a.C.) e seus primeiros discípulos, segundo as Escrituras.

Santo Elias foi o fundador da Ordem do Carmo e o primeiro a ver profeticamente a Nossa Senhora.

E foi o primeiro a presta-lhe culto junto com seus primeiros seguidores, os primeiros carmelitas.

Elias e os seus iniciaram a devoção à Virgem Flor do Carmo.

A Ordem do Carmo – Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo – nasceu no Antigo Testamento e é a mais antiga instituição monástica. Ao mesmo tempo, está destinada a durar até o fim do mundo.

Seu fundador nasceu em Tesba, da tribo de Gad, no século IX a.C.

Ele criou comunidades na Terra Santa. A mais famosa morava no Monte Carmelo com vista para o Mar Mediterrâneo (hoje periferia de Tel Aviv-Haifa).

Os seguidores de Elias foram chamados “filhos dos profetas”. O mais conhecido foi Santo Eliseu (cf. I Re, XIX, 19-21; II Re, II, 1 e segs.).

Na segunda metade do século XII, um grupo de cruzados adotou a vida eremita no Monte Carmelo, ao redor da “fonte de Elias” se consagrando a Nossa Senhora à imitação do grande profeta do Antigo Testamento.

Nossa Senhora do Carmo. Espanha
O primeiro superior geral no Novo Testamento foi São Bertoldo de Malefaida. O segundo, São Brocardo († 1220), inspirou a Regra Carmelita aprovada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, no início do século XIII.

Mas, os carmelitanos só têm como fundador a Santo Elias. Na Basílica de San Pedro, entre as estátuas dos santos fundadores, está a de Santo Elias como pai e chefe do Carmo.

Sete papas – Sisto IV, João XXII, Júlio III, São Pio V, Gregório XIII, Sisto V e Clemente VIII – em respectivas Bulas, dizem que os Carmelitas “preservam a sucessão hereditária dos santos profetas Elias e Eliseu e dos outros pais que moravam perto da fonte de Elias no santo monte Carmelo”.

Sisto V autorizou o culto de Elias e Eliseu como patronos da Ordem, dias de festa em sua honra e Ofícios em sua memória (cf. RP Cornelio a Lapide SJ, Commentaria in Scripturam Sacram, In librum III Regum - cap. XVIII, Ludovicus Vivès Bibliopola Editor, Paris).

Quando os sectários de Maomé invadiram a Palestina, os carmelitanos se refugiaram na Europa. A partir daí, por meios providenciais, se expandiram pelo mundo.

São Simão Stock recebeu o escapulário de Nossa Senhora em Cambridge, Inglaterra, e Santa Teresa de Jesus iniciou uma gloriosa restauração da Ordem em Ávila, Espanha.

O futuro retorno do profeta Elias, o arqui-devoto de Nossa Senhora do Carmo, está aludido no livro do Apocalipse. Esse fala das duas testemunhas que virão lutar contra o Anticristo no fim do mundo.

A quase totalidade dos autores interpreta que o primeiro será Santo Elias. Há disparidade de opiniões sobre quem será o segundo, uma boa metade defende com respeitáveis argumentos que será o patriarca Henoc.

Bem antes do fim do mundo, na nossa crise atual, Nossa Senhora do Carmo inspirará a vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos. Esses Apóstolos foram antevistos sobrenaturalmente por numerosos santos com luzes proféticas.

Santa Teresa de Jesus, em 1615 Peter Paul Rubens (1577-1640)
Kunsthistorisches Museum, Viena
Merece especial destaque as visões da restauradora do Carmelo Santa Teresa de Ávila, quem assim os viu misticamente e descreveu:

“12. Estando uma vez em oração com muito recolhimento, suavidade e quietude, parecia-me estar rodeada de anjos e muito perto de Deus. Comecei a suplicar a Sua Majestade pela Igreja.

“Deu-se-me a entender o grande proveito que, nos últimos tempos, há-de fazer uma Ordem e a fortaleza com que seus filhos hão-de sustentar a Fé.

“13. Estando uma vez rezando perto do Santíssimo Sacramento, apareceu-me um Santo cuja Ordem tem estado um tanto decaída:

“Tinha nas mãos um grande livro, abriu-o e disse-me que lesse umas letras, que eram grandes e muito legíveis e diziam assim:

“‘Nos tempos vindouros florescerá esta Ordem; haverá muitos mártires’.

“14. Outra vez, estando no Coro em Matinas, apareceram-me e se puseram diante dos [meus] olhos seis ou sete religiosos que me parece seriam desta mesma Ordem; com espadas na mão.

“Penso que nisto se dá a entender que hão de defender a Fé; porque, de outra vez, estando em oração, se me arrebatou o espírito e pareceu-me estar num grande campo onde muitos combatiam, e estes, os desta Ordem, pelejavam com grande fervor.

“Tinham os rostos formosos e abrasados e deitavam muitos por terra, vencidos, e a outros matavam. Parecia-me que esta batalha era contra os hereges.

“15. Tenho visto algumas vezes este glorioso Santo, e tem-me dito algumas coisas, e agradecido pela oração que faço pela sua Ordem e prometido de me encomendar ao Senhor.

“Não declaro as Ordens, para que não se agravem outras; se o Senhor for servido, que se saiba, Ele o declarará.

“Mas cada Ordem, ou cada membro de per si, deveria procurar que por seu intermédio fizesse o Senhor tão ditosa a sua Ordem que, em tão grande necessidade como agora tem a Igreja, a servissem. Ditosas vidas que nisto se acabarem!”

(Santa Teresa de Jesus O.C.D., “Libro da Vida”, cap.40, apud Obras Completas, BAC Nº 212, Madrid, 1979, 6ª ed. revisada, 1184 págs, pp. 186-187).

Estátua de Santo Elias e Beato Palau. Fundo Monte Carmelo
Estátua de Santo Elias e Beato Palau. Fundo Monte Carmelo
Um outro carmelitano dotado de luzes proféticas – o Beato Pe. Francisco Palau – deduz de um diálogo espiritual com a Ssma. Virgem do Carmo que a Mãe de Deus fará surgir esses enviados de Deus das gloriosas hostes carmelitanas :

“Definirei tua missão em três pontos. (...): 1º. a revelação de minhas glórias ao mundo, 2ª a restauração da Ordem do grande profeta Elias, 3ª a missão deste profeta na terra.

“1. Com relação ao primeiro, (...) vou direcionar tua caneta, pincel e lápis; e por trás das sombras, das figuras, das espécies e dos enigmas, me darei a conhecer àqueles que escolhi para que, quando chegar a tremenda hora de combate, me amem e sejam fiéis.

“2. Distribui as armas do santo Monte do Carmelo, para os escolhidos serem filhos do grande profeta Elias e se acolham à sua proteção e os prepararm para receberem o espírito duplo desse grande profeta. (...)

“Entende-te sobre eles com teu pai Santo Elias; e diz a eles que estão sob sua proteção e direção, que o reconheçam como seu general, e que peçam que Deus lhes dê o espírito forte do Profeta” (Pe. Francisco Palau, “Mis relaciones con la Iglesia”, in “Obras Selectas”, Editorial Monte Carmelo, Burgos, 1988, 818 págs., pp. 457-458).

Nossa Senhora do Carmo, São João del Rey, Procissão
Nossa Senhora do Carmo, São João del Rey, Procissão
O prof. Plinio Corrêa de Oliveira comentou a respeito que o mais nobre e mais alto apostolado consiste em levar a Humanidade inteira para a Igreja.

O Bem-aventurado carmelitano Francisco Palau via que na nossa época se jogava a salvação eterna da Humanidade constituída por nações que são corpos morais.

Os demônios e a Revolução tratam de conquistar as nações. Os filhos da luz querem conquistar a Humanidade inteira para Nossa Senhora e, por meio dEla, para Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quer dizer, o objeto mais nobre e mais alto do apostolado hoje não consiste em levar para a Igreja esta ou aquela alma, mas as nações e a Humanidade inteira para Deus.

Ligado a Nossa Senhora pela sagrada escravidão a Ela há o filão dos escravos dEla, cujo alfa e ômega é o profeta Elias.

Seria uma bela réplica à Revolução que tentou destruir a Cavalaria, que irrompesse na História essa família de almas angélica e cavalheiresca dos Apóstolos dos Últimos tempos.

Essa cavalaria angélica tem sua cabeça em Elias Profeta e seus continuadores.

Ao longo dos milênios Nossa Senhora do Carmo comanda esse filão espiritual. Filão inaugurado por Santo Elias nos primeiros séculos da História que esse varão do Carmelo, e que depois virá ele próprio no encerramento.

Compreende-se então, que Nossa Senhora tenha querido aparecer em Fátima no dia do milagre do sol revestida também com o manto do Carmo, além de Fátima e do Rosário.

Nesse contexto, o prof. Plinio Corrêa de Oliveira compôs uma oração pessoal a Nossa Senhora do Carmo, que reza assim:

“Senhora do Carmo, que por desígnio de Deus mesmo antes de nascer, foste fundadora do grande veio de profetas que começou com Elias e que irá até o fim do mundo com o carisma da profecia na Santa Igreja Católica.

“Vós que ensinastes antes mesmo de existirdes;

“Vós que fostes o modelo daqueles que creram no Salvador que viria;

“Vós que fostes o apogeu da esperança daqueles varões de Deus, porque Vós fostes a nuvem da qual choveu o Salvador;

“Vós sois hoje a Arca da Aliança, da qual virá a vitória sobre o mundo.

“Enchei-me, ó minha Mãe, da certeza dessa vitória, da coragem de estar de pé na derrota e na adversidade, esperando o dia da glória. Assim seja”.



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