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Roberto II, o Piedoso, rei da França gostava cantar o Ofício Divino com os monges. Iluminura de 'Grandes Chroniques de France', século XV, Biblioteca Nacional da França. |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
A famosa “sequência” (um tipo de hino) “Veni Sancte Spiritus” (“Vinde, Espírito Santo”) cantada na festa de Pentecostes, é outra das joias da espiritualidade medieval.
Disputa-se sobre quem teria sido seu autor.
Alguns defendem que foi o rei da França Roberto II, o Piedoso (970-1031) (iluminura ao lado).
Outros põem a autoria no Cardeal Stephen Langton (1150–1228) arcebispo de Cantuária e primaz da Inglaterra.
Segundo a Encyclopédia Católica, tal vez seja mais correto atribuir o “Veni Sancte Spiritus” ao Papa Inocêncio III, (pintura em baixo) muito amigo, aliás do Cardeal Langton.
Inocêncio III (1160-1216) foi um dos maiores Papas da Idade Média.
Ele consolidou o poder pontifício que fora contestado por uma corrente de revolta, precursora do laicismo atual.
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O Papa Inocêncio III. Mosteiro de Subiaco, Itália. |
Então desde o governo desciam sobre a Igreja e o corpo social maravilhas espirituais como o “Veni Sancte Spiritus”.
Quê diferencia com tantos governantes de hoje!
Veni Sancte Spiritus
Eis o texto em latim (como é cantado em gregoriano) e em português:
1. Veni Sancte Spiritus, et emitte cælitus, lucis tuæ radium.
1. Vinde, Espírito Santo, e enviai do céu um raio de Vossa luz.
2. Veni pater pauperum, veni dator munerum, veni lumen cordium.
2. Vinde, pai dos pobres, vinde dispensador dos dons, vinde luz dos corações.
3. Consolator optime, dulcis hospes animæ, dulce refrigerium.
3. Consolador por excelência, hóspede da alma, nosso doce refrigério.
4. In labore requies, in æstu temperies, infletu solatium.
4. No trabalho, sois repouso; no ardor, sois calma; no pranto, consolo.
5. O lux beatissima, reple cordis intima, tuorum fidelium.
5. Ó luz beatíssima, penetrai até o fundo do coração dos que vos são fiéis.
6. Sine tuo numine, nihil est in homine, nihil est innoxium.
6. Sem vossa graça, nada há no homem, nada que não lhe seja nocivo.
7. Lava quod est sordidum, rega quod est aridum, sana quod est saucium.
7. Lavai o que é impuro, fecundai o que é estéril, ao que está ferido curai.
8. Flecte quod est rigidum, fove quod est frigidum, rege quod est devium.
8. Dobrai o rígido, aquecei o que é frio e o que se extraviou, guiai.
9. Da tuis fidelibus, in te confidentibus, sacrum septenarium.
9. Dai aos que vos são fiéis e em vós confiam, os sete dons sagrados.
10. Da virtutis meritum, da salutis exitum, da perenne gaudium. Amen.
10. Dai-lhes o mérito da virtude, a salvação no termo da vida, a eterna felicidade.
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