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domingo, 2 de maio de 2021

São Gregório Magno: abriu as portas da Idade Média
e criou o gregoriano

São Gregório Magno, autor napolitano anônimo, Museu do Castel Nuovo
São Gregório Magno, autor napolitano anônimo, Museu do Castel Nuovo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






São Gregório Magno, Papa, é considerado o fundador da Idade Média no Ocidente. Sua festa é no dia 12 de maio, mas no calendário atual se celebra no dia 3 de setembro. É o pai do canto gregoriano que tem esse nome em honra a ele.

Do "Dictionnaire de la Conversation et de la Lecture" (William Duckett, 2ª Edição, de 1868, Volume 10, págs. 556 e 557)

“São Gregório nasceu em Roma, em torno do ano 540, filho do rico Senador Gordien. Foi elevado à dignidade de Pretor pelo imperador Justino, o Jovem. Gregório se fez notar pelas luzes de seu espírito, a maturidade de seu julgamento e um amor extremo da justiça. A única coisa que se imputava a ele era um grande luxo e um esplendor inteiramente mundano em suas roupas e em seus hábitos

“Gregório, cuja piedade tinha lutado incessantemente contra seu fausto, de repente fundou sete mosteiros, distribui aos pobres seus ricos trajes, seus preciosos móveis, e tomou o hábito monástico e em breve, se tornou abade, contra sua vontade.

“Impressionando pela beleza de alguns jovens ingleses expostos como escravos à venda obteve do papa Bento I a autorização de ir pregar a fé na Grã-Bretanha. Mas mal se pôs a caminho, o clero e o povo forçaram o Papa chamá-lo de volta.

“Na morte do papa Pelágio, as aclamações de Roma inteira o chamaram ao pontificado. Gregório fugiu da Cidade Eterna e escreveu ao imperador para lhe suplicar de não o confirmar na sua eleição e escondeu-se numa caverna. Mas o povo o descobriu, levou-o a Roma e o entronizou, apesar dele, no dia 13 de Setembro de 590.

domingo, 31 de maio de 2020

São Gregório Magno: o leão que acordava os bispos moles

São Gregório Magno, Menlo Park, Califórnia.
São Gregório Magno, Menlo Park, Califórnia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







São Gregório Magno foi papa entre 3 de setembro de 590 e sua morte, em 12 de março de 604. Também ficou conhecido como Gregório, o Dialogador na Ortodoxia por causa de seus “Diálogos” muito diversos dos atuais que procuram o relativismo e o meio termo.

Ele foi um herói da ortodoxia, quer dizer do ensinamento reto, no qual foi um leão. Tal foi a força de seu pensamento que até o heresiarca João Calvino no século XVI teve que se render diante de seus feitos e declarar em seus péssimos escritos antipapistas ou “Institutos” que São Gregório teria sido o “último bom papa”.

São Gregório Magno é Doutor e Padre da Igreja.

Foi o primeiro papa a ter sido monge antes do pontificado e sua obra no Papado, contrariamente à crise atual, foi de um rigor e de uma mansidão que corrigiu todos os abusos ou fraquezas que encontrou.

Nasceu por volta do ano 540 em Roma e seus pais o batizaram Gregorius, que em grego significa “vigilante”, em inglês 'watchful'. O nome deriva de outro semelhante que significa “despertado do sono” ou “acordar alguém”.

domingo, 4 de junho de 2017

A morte de São Bento: em pé como um guerreiro que entrega a alma a Deus, contada pelo Papa São Gregório Magno

Morte de São Bento em 21 de março de 547 rodeado por discípulos (Iluminura de Monte Cassino, século XI)
Morte de São Bento em 21 de março de 547 rodeado por discípulos.
(Iluminura de Monte Cassino, século XI)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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“No mesmo ano em que havia de sair desta vida, anunciou o dia de sua santíssima morte a alguns discípulos que com ele viviam e a outros que viviam longe.

“Aos que estavam presentes, recomendou-lhes que guardassem silêncio sobre o que haviam ouvido, e, aos ausentes, indicou que sinal se lhes daria quando sua alma saísse do corpo.

“Seis dias antes da morte mandou abrir sua sepultura. Logo depois, atacado pela febre, começou a ressentir-se do seu ardor violento.