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Assunção de Nossa Senhora. Ambrogio Bergognone (1470 - 1523-1524), Metropolitan Museum of Art, NYC |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Os antigos falavam de festa de Assunção de Nossa Senhora como a de Nossa Senhora da Glória.
No Rio de Janeiro, a Igreja lindíssima sobre o Outeiro da Glória é dedicada à Nossa Senhora da Assunção levando esse apropriado título.
Isso porque a Assunção de Nossa Senhora não é apenas o fato físico dEla deixar a terra, mas porque tendo ressuscitado, ou acordado da dormição, por virtude de seu Divino Filho e ir para o Céu, foi a maior glorificação dEla neste vale de lágrimas.
Ela passou na terra, humilde, desconhecida, apenas tendo um papel mais relevante depois da morte de Nosso Senhor, como rainha e mãe da Igreja Católica.
Depois de ter padecido toda espécie de sofrimentos, angústias, dilacerações, humilhações, foi glorificada por Nosso Senhor aos olhos dos homens, por meio de um privilégio único na história do mundo.
Foi a única mera criatura levada aos Céus pela força dos anjos.
Atravessando o céu astronômico foi conduzida de um modo misterioso para o Paraíso Celeste onde Ela está neste momento gozando de modo inenarrável da visão beatífica de Deus Nosso Senhor.
Essa glorificação foi acompanhada de indizíveis manifestações de glória.
Ela foi levada pelos mais altos querubins e serafins, portanto, pelas mais nobres criaturas puramente espirituais que servem a Deus.
Depois de se despedir dos seus, Ela foi se elevando e a certa altura, quando Ela estava num êxtase elevadíssimo começou a ação dos anjos.
Na Assunção de Nossa Senhora a natureza toda se rejubilou de um modo esplêndido.
Os céus que colorido tomaram! As estrelas como brilharam! Se em Fátima o sol pulou e mudou de cores, na Assunção de que forma se terá manifestado!