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domingo, 1 de outubro de 2023

Saudação 'Salve Maria': Ave Maria! Ave Bernardo!

São Bernardo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Nada mais suave para os ouvidos de Maria do que a voz de seus filhos, dirigindo-lhe a saudação angélica.

Esta saudação faz estremecer-lhe o coração, como no dia da Anunciação.

O fato seguinte o prova com evidência, e se deu com São Bernardo, um dos mais ilustres servos de Maria.

No meio do século XII, existia nas florestas que separam as Flandres do Brabante uma ermida de religiosos beneditinos, célebre sob o nome de abadia de Afligem.

Bernardo, percorrendo a Alemanha para pregar a segunda Cruzada, foi descansar alguns dias no piedoso convento. 

Uma estátua de Maria estava no fundo do claustro, na grande galeria.

Com o divino filho nos braços, Maria parecia olhar com ternura para os religiosos que ali passavam. Bernardo dirigia-lhe a saudação angélica todas as vezes que passava diante dela:

— Ave, Maria! — dizia ele.

Um dia, ajoelhou-se aos pés da imagem, repetindo com efusão sua saudação favorita.

No momento em que acabava de dizer “Ave, Maria!”, da imagem Maria respondeu:

— Ave, Bernardo! — Eu te saúdo, ó Bernardo!

São Bernardo leva preso o demônio
É impossível descrever a impressão que estas palavras produziram nos circunstantes, e em particular na alma de Bernardo.

Estremeceu, como Santa Isabel no dia da Visitação, quando Maria a saudou:

— “E donde me vem esta felicidade — exclamou Isabel — que a mãe de meu Senhor se digne visitar-me?” (São Lucas, 1,43).

Sem dúvida, a alma de Bernardo, ouvindo a voz de sua Mãe bem amada, derreteu-se de amor como a da esposa dos cânticos:

— “Minha alma desfez-se em ternura ao som maravilhoso de sua voz”.

Ao retirar-se, o santo abade de Claraval deixou na abadia a parte superior de seu báculo, como penhor de agradecimento.

A estátua conservou-se milagrosamente no claustro até o ano de 1580, época em que foi despedaçada, e o convento saqueado pelos protestantes.

Dos pedaços recolhidos, fizeram-se duas novas imagenzinhas à imitação da antiga.

Uma delas venera-se ainda, na igreja dos beneditinos de Termonde.


(“Maria ensinada à mocidade” - Livraria Francisco Alves, 1915)


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domingo, 26 de junho de 2022

"Salve Rainha": a maravilhosa origem


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A “Salve Rainha” é a mais famosa oração a Nossa Senhora depois do Ave Maria.

Ela tem a impronta de devoção medieval bem marcada: unção, espírito filial e sacral, lógica e suavidade.

Ela parece ter sido sugerida pela própria Mãe de Deus à alma que a recitou pela primeira vez. Quem foi ela?

Salve RainhaÉ próprio do espírito de humildade e pureza do espírito católico não querer atrair a atenção sobre si próprio.

E em casos como este, esquecer de si próprio para atrair todas as atenções para o objeto da oração: a Santíssima Mãe de Deus.

Mas, como em tantas outras maravilhas medievais, o primeiro que recitou o “Salve Rainha” foi o mais humilde e o mais posto de lado.

Em concreto, o Beato Hermann Contractus, ou o Aleijado nascido com muitos defeitos no corpo mas com tesouros de amor por Nossa Senhora na alma.

Haveria de lhe dar enorme impulso o beato Ademar de Monteil, bispo de Puy-en-Velay no século XI.

Nossa Senhora do PuyEm Puy-em-Velay, na região de Auvergne, no centro da França, há um famosíssimo santuário dedicado a Nossa Senhora do Puy.

Aliás muitíssimo mais visitado nos tempos medievais do que nos séculos de decadência religiosa que advieram depois.

No santuário de Puy-en-Velay venera-se também hoje a imagem de “Nossa Senhora das Cruzadas”.

Peregrinos e cruzados que iam a Terra Santa acostumavam passar antes pelo Puy para se encomendar especialmente a ela.

Ademar de Monteuil descobre a Sagrada Lança durante a Primeira CruzadaPor sinal D. Ademar foi o primeiro bispo cruzado, e o primeiro cruzado. Foi ele quem, o primeiro, pediu ao Papa Beato Urbano II de portar a Cruz em sinal de guerra aos maometanos.

O acatadíssimo Migne defende que “antes de sua partida à Cruzada, pelo fim do mês de outubro de 1096, ele compôs a canção de guerra da (Primeira) Cruzada, na qual ele implorava a intercessão da Rainha do Céu, usando a Salve Rainha do beato Hermann” (Migne, "Dict. des Croisades", s. v. Adhémar).

Igreja de São Miguel Arcanjo, Puy-en-VelayNão menos importante é a devoção a São Miguel Arcanjo naquela abençoada localidade.

Dom Ademar descobriu a Sagrada Lança durante essa Cruzada.

O Puy exercia quase tanto ou igual atrativo à devoção ao Príncipe da Milícia Celeste do que o famosíssimo Monte Saint-Michel na Normandia.

Além do mais, o Puy era uma das etapas as mais prezadas pelos romeiros que depois seguiam a pé ‒ e ainda hoje seguem ‒ até o longínquo túmulo do Apóstolo Santiago em Compostela, Espanha.

Tão grande foi a devoção medieval pela Salve Rainha que o próprio gregoriano elaborou muitas formas de cantá-la.

Durandus, no seu “Rationale”, põe a origem no espanhol D. Pedro de Monsoro, falecido perto do ano 1000, bispo de Compostela.

É lugar inconteste que as exclamações finais “ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria” tenham sido inspiradas por Nossa Senhora a São Bernardo de Claraval.

O milagre inspirador teria acontecido na abadia de Speyer (Spira) na Alemanha.

Veja como foi este milagre em: Num Natal: Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!




Salve Regína, Mater misericórdiae, vita, dulcedo et spes nostra salve!
Salve Regina
Salve Regina

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve!


Ad te clamámus, éxsules filii Evae.
A vós bradamos os degredados filhos de Eva;

Ad te suspirámus geméntes et flentes in hac lacrimárum valle.
a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericórdes óculos ad nos convérte.
Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,

Et Jesum, benedíctum fructum ventris tui, nobis post hoc exsílium, osténde.
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre.

O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria!
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Jaculatória final: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.




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domingo, 20 de fevereiro de 2022

O hino "Vinde, Espírito Santo": quando reis disputavam em piedade com cardeais e Papas

Roberto II o Piedoso, Grandes Chroniques de France, século XV, ©BNF
Roberto II, o Piedoso, rei da França gostava cantar o Ofício Divino com os monges.
Iluminura de 'Grandes Chroniques de France', século XV, Biblioteca Nacional da França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A famosa “sequência” (um tipo de hino) “Veni Sancte Spiritus” (“Vinde, Espírito Santo”) cantada na festa de Pentecostes, é outra das joias da espiritualidade medieval.

Disputa-se sobre quem teria sido seu autor.

Alguns defendem que foi o rei da França Roberto II, o Piedoso (970-1031) (iluminura ao lado).

Outros põem a autoria no Cardeal Stephen Langton (1150–1228) arcebispo de Cantuária e primaz da Inglaterra.

Segundo a Encyclopédia Católica, tal vez seja mais correto atribuir o “Veni Sancte Spiritus” ao Papa Inocêncio III, (pintura em baixo) muito amigo, aliás do Cardeal Langton.

Inocêncio III (1160-1216) foi um dos maiores Papas da Idade Média.

Ele consolidou o poder pontifício que fora contestado por uma corrente de revolta, precursora do laicismo atual.

Papa Inocêncio III, Subiaco. Orações e milagres medievais
O Papa Inocêncio III. Mosteiro de Subiaco, Itália.
Ô felizes tempos em que reis como Roberto II o Piedoso disputavam em zelo pela Fé com cardeais e Papas!

Então desde o governo desciam sobre a Igreja e o corpo social maravilhas espirituais como o “Veni Sancte Spiritus”.

Quê diferencia com tantos governantes de hoje!



Clique para ouvir (coro da TFP americana)

Veni Sancte Spiritus


Eis o texto em latim (como é cantado em gregoriano) e em português:

1. Veni Sancte Spiritus, et emitte cælitus, lucis tuæ radium.
1. Vinde, Espírito Santo, e enviai do céu um raio de Vossa luz.

2. Veni pater pauperum, veni dator munerum, veni lumen cordium.
2. Vinde, pai dos pobres, vinde dispensador dos dons, vinde luz dos corações.

3. Consolator optime, dulcis hospes animæ, dulce refrigerium.
3. Consolador por excelência, hóspede da alma, nosso doce refrigério.

4. In labore requies, in æstu temperies, infletu solatium.
4. No trabalho, sois repouso; no ardor, sois calma; no pranto, consolo.

5. O lux beatissima, reple cordis intima, tuorum fidelium.
5. Ó luz beatíssima, penetrai até o fundo do coração dos que vos são fiéis.

6. Sine tuo numine, nihil est in homine, nihil est innoxium.
6. Sem vossa graça, nada há no homem, nada que não lhe seja nocivo.

7. Lava quod est sordidum, rega quod est aridum, sana quod est saucium.
7. Lavai o que é impuro, fecundai o que é estéril, ao que está ferido curai.

8. Flecte quod est rigidum, fove quod est frigidum, rege quod est devium.
8. Dobrai o rígido, aquecei o que é frio e o que se extraviou, guiai.

9. Da tuis fidelibus, in te confidentibus, sacrum septenarium.
9. Dai aos que vos são fiéis e em vós confiam, os sete dons sagrados.

10. Da virtutis meritum, da salutis exitum, da perenne gaudium. Amen.
10. Dai-lhes o mérito da virtude, a salvação no termo da vida, a eterna felicidade.



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domingo, 6 de junho de 2021

São Nicolau de Flue: oração do guerreiro, místico e camponês perfeito

São Nicolau de Flue, o guerreiro perfeito, místico e camponês
São Nicolau de Flue, o guerreiro perfeito, místico e camponês
Luis Dufaur
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No livro do Pe. Charles Profillet “Les Saints Militaires” (Nabu Press, 2012), lemos a respeito do santo patrono da Suíça.

“Nicolau de Flue nasceu no dia 25 de março de 1417, falecendo no mesmo dia no ano de 1487.

“Era natural do cantão de Untervalden, na Suíça. Filho de modestos agricultores, demonstrou desde criança, aptidões invulgares de inteligência e piedade.

“Por isso seus pais procuraram dar-lhe uma educação um pouco melhor do que a que seria ministrada a um futuro lavrador.

“Nicolau sentia enorme inclinação para a vida contemplativa. Tinha visões que o convidavam a isso.

“Mortificava-se tão violentamente que sua mãe temeu por sua saúde e procurou orientá-lo nesse sentido.

“Mesmo com tal vocação, Nicolau casou-se, tendo numerosa prole e atingindo seus descendentes as mais altas dignidades do país.

“Casado, continuou com seu gênero de vida; levantava-se cada noite para rezar e todos os dias recitava o Saltério em honra de Nossa Senhora.

“Aos 23 anos foi ele chamado a lutar contra o cantão de Zurique, que se rebelara contra a confederação Helvética”.

domingo, 4 de abril de 2021

Santa Teresa: oração pelas necessidades da Igreja

Santa Teresa de Jesus de Avila, em 1615 Peter Paul Rubens(1577-1640) Kunsthistorisches Museum, Viena
Santa Teresa de Jesus de Ávila, em 1615.
Peter Paul Rubens(1577-1640) Kunsthistorisches Museum, Viena
Luis Dufaur
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Pai Santo, que estais no Céu, espero que não sejais ingrato, a ponto de não atender a súplica que vos fazemos para honra de vosso Filho.

Senhor, não vos fazemos este pedido por nós mesmos, pois não o merecemos, mas pelo Sangue de vosso Filho, por seus merecimentos e os de sua Mãe gloriosa, e pelos méritos de tantos mártires e santos que morreram por Vós.

Ó Padre Eterno! Tantos açoites, tantas injúrias, tão gravíssimos tormentos não podem ser ignorados.

Ó Criador meu, entranhas tão amorosas como as vossas não podem consentir no desprezo do que vosso Filho fez com tão ardente amor!

O mundo está ardendo, querem crucificar Cristo novamente, demolir a sua Igreja.

domingo, 7 de março de 2021

São Fernando de Castela só usou a espada por Cristo

São Fernando III el Santo,(Real Mosteiro de São Clemente, Sevilha
São Fernando III el Santo, Real Mosteiro de São Clemente, Sevilha
Luis Dufaur
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ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS

Rei Imortal dos séculos, misericordioso Jesus, meu Salvador, Redentor e Advogado:

Chefe das Potestades e dos Principados do Céu; Rei dos reis, Senhor dos senhores e dono absoluto de tudo o que tem ser sobre a terra;

Dominador do universo: Justiça, Santificação e Redenção dos homens;

Santo dos Santos, e Santíssimo Santificador dos escolhidos, entre os quais condecoraste vosso Servo São Fernando com as sublimes virtudes, prerrogativas e excelências que outorgaste aos Santos Reis Davi, Josias e Ezequias,

Reunindo nele os dons e as graças dos outros santos líderes de vosso antigo povo escolhido.

Vós que o encontraste tão à medida de Vosso Coração, porque cumpriu Vossa santíssima vontade em tudo, e atendeu completamente Vossos desígnios soberanos:

Rogo-vos humildemente que, pela sua intercessão e pelos seus méritos, Vós conserveis sempre a Religião e a Piedade neste Reino Católico, preservando-o da impiedade e do erro;

Que Vós façais prosperar nossos Reis Católicos, com sua Família Real e seu corajoso exército;

E que, imitando o próprio Santo, vivamos em santidade e justiça todos os dias de nossas vidas, para que depois possamos ver-Vos e desfrutar de Vós por todo e sempre no Reino da Glória.

Amém.

(Fonte: Orações da Novena ao Rei San Fernando, composta pelo Padre Frei Diego José de Cádiz, impresso em Sevilha em 1796 (Reino de Granada)

Hoje temos a festa de São Fernando de Castela. A biografia está tirada de “La Vie des Saints”, pelo Pe. Edouard Daras e outros (L. Vivès, 1899; Nabu Press, 2012):

“Ele foi filho de Afonso, rei de Leão e de Berengária de Castela. Nascido em fins do século XII. Subiu ao trono aos 18 anos, tornando-se um dos grandes soberanos cristãos.

“Aos 27 anos pegou em armas contra os mouros, que mantinham parte da Espanha sob seu jugo e só as depôs quando de sua morte. Foi notável batalhador.

“No dia de São Pedro do ano de 1236 entrou em Córdoba, que os infiéis dominavam há cinco séculos.

“Consagrou a grande mesquita da cidade à Santíssima Virgem e fez transportar nos ombros dos maometanos os sinos de Compostela”.
É, inegavelmente, uma beleza!...

“Marchou sobre Sevilha e tomou-a com forças tão inferiores às do inimigo, que o general que entregou a cidade, olhando-a com lágrimas nos olhos (comentou):

‘Somente um santo poderia, com tais tropas, apoderar-se de uma praça tão forte e populosa’.

“Sua espada só a usou a serviço de Cristo.

‘Senhor, dizia, vós que sondais os corações, sabeis que busco vossa glória e não a minha. Não me proponho conquistar reinos perecíveis, mas difundir o conhecimento de Vosso Nome’.

São Fernando el Santo, Sevilha
São Fernando el Santo, Sevilha
Que linda oração contra o defeito da pretensão!

Poder dizer que em todas as ações de apostolado, se procura exclusivamente a glória de Deus e não a própria!

Não propomos conquistar para nós um prestígio perecível, mas queremos difundir o conhecimento da verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja a doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Oração a um herói: São Fernando rei de Castela

São Fernando III el Santo, catedral de Sevilha, Espanha
São Fernando III el Santo, catedral de Sevilha, Espanha
Luis Dufaur
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ORAÇÃO DA NOVENA A SÃO FERNANDO III

Muito fiel, muito piedoso e muito católico Rei San Fernando, ilustre Macabeu da Lei da Graça, vencedor muito forte do Império Maometano:

Conquistador invicto dos Reinos Católicos, Coluna da Fé, perseguidor de seus inimigos e exterminador dos hereges:

Glória, honra e felicidade de nossa Espanha, protetor de seus Monarcas, defensor de seus domínios e conservador de sua religião e de sua fé.

Por causa da mais alta perfeição com a qual vós exercestes esta virtude, e por causa do espírito e fervor com que vós a defendeste de acordo com a vontade de Deus, e para seu grande serviço, imploro que lhe peçais que nos conceda a preservação da Santa Fé neste Reino;

Que eu imite em mim Seus divinos exemplos, que Sua Majestade me conceda o que lhe peço por sua intercessão nesta Novena, se for de acordo com seu divino prazer;

E que depois de uma morte santa eu desfrute de Deus para sempre em eterno êxtase. Amém.

Três Pais nossos e Ave-Marias em honra da Santíssima Trindade, pedindo pela intercessão de São Fernando remédio às necessidades da Santa Igreja no nosso Reino Católico, deste Povo, e pelas necessidades de cada um.

HINO
Fernando, posto que vossa espada
Tornou a Espanha feliz:
Fazei que nela e de raiz
O erro não tenha entrada.
Pai Nosso, etc.

Vós que derrotastes os inimigos
De Deus e de seu Reinado:
Fazei que mortos ao pecado
De Deus vivamos sempre amigos.
Pai Nosso, etc.

O Rei do Céu vos confiou
A defesa de sua honra:
Obtende para todos nós seu Amor
E imitar vosso zelo.
Pai Nosso, etc.

Toda a Espanha com fé piedosa
Vos implora na sua aflição:
Não negues vossa proteção
Àquela que em vós confia,
Pai Nosso, etc.

V. Rogai por nós, abençoado e santo Fernando,
R. Para que possamos receber as promessas de Jesus Cristo.
Amém

(Fonte: Orações da Novena ao Rei San Fernando, composta pelo Padre Frei Diego José de Cádiz, impresso em Sevilha em 1796 (Reino de Granada)

São Fernando rei de Castela (1199-1252) deixou alguns conselhos a seu filho, Afonso X no “El libro de los doce sábios o Tratado de la nobleza y lealtad”. Neles recomenda:

“Foge dos néscios e de todos aqueles que não são discretos, porque pior do que o traidor é o néscio, e mais demorado emendar-se”.

O arcebispo de São Paulo Dom Duarte Leopoldo e Silva, que o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira – que fez os comentários a seguir – conheceu muito, dizia que preferia ter um inimigo inteligente, do que um aliado néscio.

Com um inimigo inteligente, a gente prevê o que ele vai fazer e se defende. Mas com um aliado cretino, que defesa há?...