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São Patrício, catedral de Christ the Light, Oakland, CA |
A grama da Irlanda é de um verde famoso que os poetas antigos comparavam a uma esmeralda encastoada no mar ao norte da Europa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
No livro de Ernest Hello, “A fisionomia dos Santos” (Ed. Cultor de Livros, 2014, 328 p.), há dados biográficos de São Patrício.
“São Patrício aos 12 anos foi raptado por piratas e levado para a Irlanda.
“Aí foi feito pastor, recebendo o dom da oração. Ajoelhava-se no meio do campo e rezava, cercado por seus animais.
“Depois de seis anos sai dessa região fazendo várias viagens cheias de peripécias e se tornou novamente escravo”.
Que cena bonita: São Patrício, pequeno, pastorzinho pobre e humilde, rezando sobre a relva esplendidamente verde da Irlanda e os animais fazendo círculo em torno dele.
Há cenas da Idade Média que dão para iluminuras ou vitrais de catedral. Porque a história e a fantasia se reúnem pelo poder da candura, da oração, da inocência fortalecida por carismas de Deus.
“Enfim, chegou ao mosteiro de São Martinho de Tours, na França. E como sempre sentira que sua vocação estava na Irlanda, partiu para evangelizá-la. Mas apesar de seus desejos, de sua santidade e de seu zelo e do chamamento sobrenatural, fracassou completamente. Foi tratado como inimigo”.Como Deus prova os seus santos, fazendo que caminhem sem conseguir o objetivo que o próprio Deus tem em vista!
Num belo momento esse objetivo lhe vem às mãos. Aí a gente compreende como é natural sofrermos revezes.
Os que não são santos, entretanto, progridem rapidamente nas suas obras.