quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Imaculada Conceição: ensinamentos sobre a glória de Nossa Senhora

Imaculada Conceição, São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Imaculada Conceição, São Francisco da Penitência,
Rio de Janeiro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Imaculada Conceição: Pio IX e a glória do dogma




O dogma da Imaculada Conceição ensina que Nossa Senhora foi concebida sem pecado original desde o primeiro instante de seu ser.

Ela em momento algum teve qualquer nódoa do pecado original.

A lei inflexível pela qual todos os descendentes de Adão e Eva, até o fim do mundo, teriam o pecado original, se suspendeu em Nossa Senhora.

E naturalmente na humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nossa Senhora não ficou sujeita às misérias a que estão sujeitos os homens.

Não ficou sujeita aos impulsos, inclinações e tendências más que os homens tem.

Tudo nEla corria harmonicamente para a verdade, para o bem; tudo nEla era o movimento para Deus.

Nossa Senhora foi exemplo perfeito da liberdade da razão iluminada pela fé.

Ela queria inteiramente tudo o que era perfeito e não encontrava em si nenhuma espécie de obstáculo interior.

Ela era cheia de graça. De maneira que o ímpeto do ser dela se voltava só para a verdade, o bem, de modo verdadeiramente indizível.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Imaculada Conceição: Pio IX e a glória do dogma

O Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição. Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos
O Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição.
Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos
Luis Dufaur
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Em 8 de dezembro de 1854 rodeado o bem-aventurado Papa Pio IX se levantou para definir o dogma da Imaculada Conceição no esplendor da basílica de São Pedro.

Nesse momento o Santo Padre sobre quem teria descido um discreto mas perceptível raio de luz sobrenatural proclamou com voz solene e cadenciada:


domingo, 17 de novembro de 2019

A viagem milagrosa de Nossa Senhora das Vitórias, protetora de Bruxelas

Nossa Senhora das Vitórias
Luis Dufaur
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A devoção a Nossa Senhora das Vitórias de Sablon começou no século XIV com um fato miraculoso.

Havia na cidade vizinha de Antuérpia uma imagem milagrosa conhecida como Notre Dame à la Branche (Nossa Senhora no Galho), que fora protetora daquela cidade e que estava na catedral.

Em 1348, Nossa Senhora apareceu duas vezes em sonho a Beatriz Soetkens, moradora de Antuérpia, ordenando-lhe levar a estátua em um barco até Bruxelas.

O translado teve algo de maravilhoso.

Em Bruxelas a imagem foi recebida pelo duque de Brabante e pela confraria dos besteiros – guerreiros da cidade – que havia sido avisada do prodígio.

Tendo recebido o nome de Nossa Senhora das Vitórias, a imagem foi instalada em uma pequena capela pertencente aos besteiros, localizada em um local ermo chamado Sablon (literalmente = areia fininha).

Desde então ela se tornou uma padroeira de Bruxelas, sua sentinela contra os perigos externos e guardiã de sua autonomia, sendo por isso proibido removê-la para fora de seus muros.

Em lembrança de sua milagrosa chegada no ano de 1348 foi instituída uma solene procissão conhecida popularmente como “Ommegang” (que no dialeto local significa procissão), a qual se realizava no domingo antes do Pentecostes.

domingo, 3 de novembro de 2019

“Glória, louvor e honra a Ti”: hino glorioso e, ao mesmo tempo, pesaroso

Luis Dufaur
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São Teodulfo de Orleans (Zaragoza? 750 ‒ Angers, 821), monge beneditino, foi proposto para bispo de Orleans pelo imperador Carlos Magno em 794.

Quando ainda vivia no mosteiro compôs o hino “Gloria laus et honor” ‒ “Glória, louvor e honra a Ti”, que a liturgia católica canta no Domingo de Ramos.

São Teodulfo assumiu a direção da abadia de Fleury, ou Saint-Benoît sur Loire, onde fez guardar as relíquias de São Bento, o fundador dos beneditinos.

Hoje é um local de romaria.

As relíquias de São Bento estavam em Montecassino na Itália, mas a ameaça da invasão muçulmana levou a transladá-las a local mais seguro.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Indulgências na visita aos defuntos e "Os corpos dos santos repousam em paz"

Luis Dufaur
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Indulgências na visita ao cemitério na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, ou DIA DE FINADOS (2 de novembro)


Segundo o “Manual das Indulgências – normas e concessões”, Enchiridion Indulgentiarum (3ª ed., maio de 1986. Tradução CNBB. Revisão Edson Gracindo)


13.Visita ao cemitério

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório.

Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial


domingo, 20 de outubro de 2019

Oração litúrgica ao Beato Carlos Magno: imperador cultuado em diversas dioceses

São Leão III instituiu o Sacro Império Romano Alemão no Natal de 800
Luis Dufaur
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Em Carlos Magno, rei dos francos o Papa São Leão III instituiu o Sacro Império Romano Alemão.

O histórico fato aconteceu na noite de Natal do ano 800.

Na basílica de São Pedro, no Vaticano, conserva-se no chão a pedra sobre a qual deu-se a coroação.

Carlos Magno é cultuado como Bem-Aventurado em diversas dioceses antigas e prestigiosas da Europa.

Nessas dioceses as imagens do Beato Carlos Magno se encontram nos altares.

No dia de sua festa, há missa e ofício próprios.

Por isso, o avalizado Dom Guéranger, no seu famosíssimo Année Liturgique inclui a seguinte oração litúrgica ao grande Beato Carlos Magno:

domingo, 6 de outubro de 2019

Inexplicável: foi “pela intercessão da Santíssima Virgem e da devoção ao Santo Rosário”

A vitória humanamente inexplicável contra os inimigos da Fé
A vitória humanamente inexplicável contra os inimigos da Fé
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Milagre do Santo Rosário na batalha naval de Manila



Na primeira batalha que seria seguida de mais quatro, após cinco horas de combate, quando a fumaça se dissipou, a frota protestante estava em retirada.

Ela sumiu na escuridão da noite com dois barcos a menos. O lado espanhol-filipino só sofreu danos menores, registrou poucos feridos e nenhum morto. A primeira batalha tinha terminado.

Uma outra esquadra holandesa de sete galeões de guerra foi instruída a interceptar galeões provenientes do México que poderiam trazer reforços.

Na procura dessas naus foi dar sem saber com as “duas galinhas molhadas”, o “Encarnación” e o “Rosario”.

Foi assim que no dia 29 de julho acabou se livrando a segunda batalha de Manila. No fim de um intenso combate, os protestantes partiram em retirada acusando consideráveis danos e baixas.

As “duas galinhas molhadas” acertavam com uma pontaria e facilidade que surpreendia aos artilheiros que bradavam '“Ave Maria”
As “duas galinhas molhadas” acertavam com uma pontaria e facilidade surpreendente
no momento que os artilheiros bradavam '“Ave Maria!”
A “Encarnación” só lamentou dois feridos e a “Rosario” perdeu cinco homens, embora a batalha foi das mais sangrentas.

Logo depois aconteceu a terceira batalha.

Foi no dia 31 de julho, festa de São Inácio de Loyola.

Os marinheiros espanhóis e filipinos das “duas galinhas molhadas” notaram com surpresa que seus canhões e mosquetes funcionavam com incrível precisão.

De terço na mão um canhoneiro garantia ter acertado 19 disparos continuados sem erro e bradava “Viva La Virgen!”

Quando a nave capitã holandesa afundou, a tripulação da “Encarnación” clamava “Ave Maria!” e “Viva la Fe, Cristo y la Virgen Santisima del Rosario!”

Os oficiais espanhóis acharam miraculosa a vitória e a atribuíram a Nossa Senhora do Santíssimo Rosário.

O General Orella “caiu de joelhos diante de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário e deu graças publicamente pela vitória atribuindo-a à Sua intercessão”.

A frota holandesa se retirou para reparações e a espanhola voltou a Manila onde os tripulantes foram a pé até o santuário de “La Naval” para cumprir suas promessas.

Nossa Senhora do Rosário, 'la Naval de Manila'.
Nossa Senhora do Rosário, 'la Naval de Manila'.
Mas novos atos de pirataria confirmaram que os holandeses não tinham desistido.

No meio tempo, uma galera com 100 marinheiros e uma escolta de 4 brigantins reforçaram as “duas galinhas molhadas”.

Na quarta batalha, acontecida em 15 de setembro, essa esquálida frota localizou a armada protestante na costa da ilha Mindoro.

Após troca de fogo a longa distância, a “Rosario” foi rodeada por barcos inimigos no início da noite não podendo ser auxiliada.

A um certo momento parou de disparar e os protestantes holandeses se aproximaram para liquidá-la.

Mas foi um estratagema, quando estavam perto todos os canhões católicos dispararam à uma e os holandeses tiveram que se retirar.

A quinta batalha aconteceu quando os navios holandeses em retirada comunicaram ao resto da frota que os espanhóis estavam com pouca pólvora e munição.

Os holandeses então num esforço supremo se lançaram sobre a nave insígnia “Encarnación” cujo capitão os deixou se avizinhar sem reagir.

A “Encarnación” usou a mesma estratagema da “Rosário” na batalha anterior.

Os marinheiros filipinos e espanhóis ficaram escondidos.

Quando a nau holandesa encostou para a abordagem surgiram de surpresa disparando à uma seus mosquetes e arcabuzes.

As perdas protestantes foram muito pesadas e o inimigo fugiu às presas.

O almirante Francisco de Estevar lançou sua galera movida a remo e os marinheiros remando ao ritmo da “Ave Maria”.

Só tinha um canhão na proa e algumas colubrinas, mas quase afundou um galeão de guerra, pôs o inimigo em pânico.

Esse fugiu perseguido pelas “duas galinhas molhadas” até desaparecer no horizonte.

Nunca mais voltaram.

No dia 20 de janeiro de 1647, a cidade comemorou a vitória decisiva com solene procissão, Missa e parada.

Ao ritmo do Ave Maria, a galera a remo investiu o galeão artilhado e o pôs em fuga
Ao ritmo do Ave Maria, a galera a remo investiu o galeão artilhado e o pôs em fuga
Desde então, a festa de Nossa Senhora do Santíssimo Rosário La Naval de Manila é celebrada no segundo domingo de outubro.

As circunstâncias excepcionais da vitória levaram a arquidiocese de Manila a encomendar um inquérito eclesiástico conduzido pelo procurador geral da Ordem Dominicana, Frei Diego Rodrigues, O.P.

Após um consciencioso exame, ouvidas as testemunhas, “o venerável Decano e o Capítulo da Arquidiocese de Manila declarou milagrosas as vitórias obtidas pelos defensores da religião nas Filipinas contra os holandeses, no ano de 1646.”

A declaração eclesiástica oficial datada em 9 de abril de 1652 registra para a História:

“Devemos declarar e declaramos que as cinco batalhas descritas nos testemunhos, em que dois galeões sob as insígnias católicas venceram inimigos holandeses foram e devem ser cridas como miraculosas, e que foram obtidas pela Soberana Majestade de Deus por meio da intercessão da Santíssima Virgem e da devoção ao Santo Rosário”.



Inexplicável: foi “pela intercessão da Santíssima Virgem e da devoção ao Santo Rosário” (espanhol)







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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Milagre de Nossa Senhora do Rosário na batalha naval de Manila

Nossa Senhora do Rosário de La Naval de Manila fez milagre comparado ao de Lepanto
Nossa Senhora do Rosário de La Naval de Manila fez milagre comparado ao de Lepanto
Luis Dufaur
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O milagre de cinco vitórias navais consecutivas contra invasores protestantes holandeses muito mais poderosos se deveu à intercessão de Nossa Senhora do Rosário, mais conhecida como Nuestra Señora de La Naval de Manila. Cfr. “Batalla de La Naval de Manila”,

Em 9 de abril de 1652, as sucessivas vitórias contra um adversário esmagadoramente maior em número e armamento foram declaradas milagre pela arquidiocese de Manila após minuciosa investigação canônica.

As cinco batalhas sucessivas foram livradas em águas filipinas em 1646, durante a Guerra dos Oitenta Anos que opôs a Holanda protestante insurgida contra seu rei Felipe II da Espanha.

As forças católicas espanholas incluído muitos voluntários filipinos contavam no auge do conflito apenas com três antigos galeões provenientes de Acapulco, México, uma galera e quatro bergantins.

A frota protestante atacante dispunha de dezenove naus de guerra, divididas em três corpos.

As Filipinas estavam sendo evangelizadas por missionários espanhóis e mexicanos. A capital Manila era o centro de um ativo comercio marítimo que atraia a cobiça da pirataria de várias potências.

A primeira esquadra holandesa que atacou as Filipinas foi comandada por Oliverio van Noort. Em 14 de dezembro de 1600 foi desfeita pela frota espanhola.

Novo assalto foi repelido em 1609 e concluiu na batalha de Playa Honda, donde morreu o comandante protestante François de Wittert.

Em outubro de 1616 uma outra frota holandesa de dez galeões comandado por Joris van Spilbergen (Georges Spillberg) foi derrotada na “segunda batalha de Playa Honda”.

Galeão de guerra holandês
Galeão de guerra holandês
Nos anos subsequentes a frota holandesa se limitou a operações de pirataria com escasso ou nulo sucesso.

Juan de los Ángeles, sacerdote dominicano feito prisioneiro dos protestantes escreveu que eles “não falavam de outra coisa senão de como conquistar Manila”.

Para esse fim concentraram uma força naval formidável nos portos de Jacarta na Indonésia e em Formosa.

Segundo as testemunhas reuniram mais de cento cinquenta barcos de diversos tamanhos bem equipados de marinheiros, soldados, artilharia e fornecimentos necessários. Também dispunham de sampanas ou barcaças com muçulmanos dispostos a pilhar e massacrar a população católica.

Em sentido contrário, as Filipinas passavam por uma situação desesperadora.

Uma série de erupções vulcânicas entre 1633 e 1640 devastaram Manila e circunvizinhanças matando grande número da população.

As aldeias dos nativos também foram arrasadas; grandes rachaduras e até abismos apareceram nos campos; os rios alagaram cidades e povoados.

A falta de alimentos paralisou a capital e os muçulmanos de Mindanao liderados pelo sultão Kudarat se revoltaram em diversas ocasiões.

Os piratas holandeses atacavam os barcos que levavam socorros ou mercadorias até as Filipinas provenientes do México e da China.

O novo governador geral, Diego Fajardo Chacón encontrou o país sem força naval. O novo arcebispo de Manila, D. Fernando Montero de Espinosa morreu por febres hemorrágicas assim que chegou.

Em 1646, os protestantes realizaram um grande conselho em Nova Batávia (Jacarta), e acharam o momento propício para lançar um ataque decisivo. Cfr. Our Lady of La Naval de Manila

O momento humanamente angustiante foi a hora de “La Gran Señora de Filipinas, Nuestra Señora del Santísimo Rosario - La Naval de Manila”, ou simplesmente “La Naval” como os filipinos falam de sua Padroeira.

Os católicos lhe atribuem uma intervenção tão decisiva quanto a de Nossa Senhora do Rosário na batalha de Lepanto em 1571.

Por isso, o Papa São Pio X ordenou sua coroação canônica no dia 5 de outubro de 1907.

Ela está faustosamente adornada especialmente após 310.000 fiéis liderados pelos professores da Universidade de Santo Tomás, doarem suas joias, pedras preciosas, ouro e prata para dita coroação, que se somaram ao rico tesouro que já tinha.

Nossa Senhora do Rosário de La Naval de Manila
A imagem é de madeira de lei mas seu rosto, mãos e o Menino Jesus são de marfim.

Também os papas Leão XIII, Pio XII, Paulo VI e João Paulo II a honraram com específicos atos pontifícios.

Durante os bombardeios da II Guerra Mundial, por precaução, a imagem foi transferida a um santuário dominicano na cidade de Quezon onde é venerada até o dia de hoje. Cfr. Nobility.org

Os primeiros missionários dominicanos chegaram às Filipinas em 1587 e logo difundiram a devoção ao terco e a uma imagem de Nossa Senhora do Rosário que tinham trazido do México.

Naturalmente a imagem do Rosário “La Naval” foi confiada aos padres dominicanos.

O artista chinês que fez as partes em marfim acabou se convertendo ao catolicismo. Ela possui um inequívoco ar oriental embora o modelo seja os das imagens espanholas.

A devoção atingiu uma extraordinária expansão nas ilhas.

Mas, em fevereiro de 1646, as informações chegaram alarmantes: barcos holandeses estavam tomando posições nas ilhas visando o ataque contra a capital Manila.

O governador geral só dispunha de dois velhos galeões comerciais aportados do México, que ele adaptou com alguns canhões tirados dos fortes.

Os oficiais navais que comandavam os dois galões, sem falar um com o outro, fizeram voto de ir ao santuário de Nossa Senhora do Rosário com seus homens em sinal de gratidão caso obtivessem a vitória.

Os velhos galões foram rebatizados “Encarnación” e “Rosario”. Os frades dominicanos pregaram e confessaram a oficiais e marinheiros. Também cobraram deles que rezassem vocalmente o rosário durante o combate naval.

O governador-geral Fajardo Chacón mandou que o Santíssimo Sacramento ficasse exposto permanentemente na capela real e em todas as igrejas da capital.

E partiu para encontrar a frota protestante em Bolinao no golfo de Lingayen no dia 15 de março de 1646.

À vista daqueles decrépitos galões, os protestantes caíram na gargalhada e os apelidaram de “as duas galinhas molhadas”.



A vitória só possível para o milagre e a Fé

sábado, 28 de setembro de 2019

Os Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael
na Corte Celeste

Santos Anjos, catedral de Leeds, Inglaterra
Santos Anjos, catedral de Leeds, Inglaterra
Luis Dufaur
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Na festa dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael (29 de setembro), o primeiro se destaca como aquele que liderou a luta contra o demônio e o precipitou no inferno.

São Miguel, chefe das legiões angélicas

Ele é o chefe dos Anjos da Guarda dos indivíduos e o chefe também dos Anjos da Guarda das instituições, especialmente da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Ele tem uma função tutelar dos homens nesse vale de lágrimas e nessa arena de luta que é a vida.

Deus quis servir-se dele como de seu escudo contra o demônio e quer que ele seja o escudo da Santa Igreja Católica contra o chefe infernal.

Mas um escudo que é gládio também.

domingo, 22 de setembro de 2019

O milagre do castelo de Lourdes

O castelo de Lourdes foi local de um milagre decisivo para converter os islâmicos, séculos antes de Nossa Senhora aparecer a Santa Bernadette
O castelo de Lourdes foi local de um milagre decisivo para converter os islâmicos,
séculos antes de Nossa Senhora aparecer a Santa Bernadette
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No pináculo de um rochedo, protegendo, como um guerreiro, a pequena cidade onde Nossa Senhora quis se manifestar, ergue-se altaneiro o castelo-fortaleza de Lourdes.

Ele surge numa posição de domínio sobre o verdejante vale que se estende a seus pés. Hoje acolhe um muito interessante museu de arte popular medieval.

Mas poucos imaginam o decisivo milagre que aconteceu no local que chegou a estar ocupado pelos mouros anticristãos, e que acabou com a conversão deles pela intercessão de Nossa Senhora.

domingo, 8 de setembro de 2019

Como nasceu a oração do ‘Anjo do Senhor’ (Angelus)?

Anunciação, Konrad von Soest, c 1422
Anunciação, Konrad von Soest, c 1422
Luis Dufaur
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O Angelus (também escrito Ângelus) foi inicialmente uma oração da noite ensinada por São Boaventura (1221 – 1274).

Ele chamava com uma campainha os religiosos e os habitantes do entorno a recitar “três Ave ao som do sino”, depois das Completas.

Foi o precursor do Angelus.

Porém, o Angelus, apropriadamente chamado, nasceu no século XI.

O Papa Urbano II em 1090, no início da primeira cruzada, ordenou que toda a cristandade, quando tocar três vezes o sino, de manhã e à tarde, recite três vezes a Saudação Angélica para apoiar a marcha dos Cruzados.

O papa estava convencido de que, se todos os cristãos rezassem pela mesma intenção, ela seria atendida.

A vontade do Papa suscitou o entusiasmo dos fiéis em toda parte! O Angelus nasceu! Bem antes do rosário e para um propósito específico: a Cruzada.

No século XIII, o papa Gregório IX reviveu o Angelus face aos ataques à autoridade da Igreja feitos pelo imperador Frederico II.

Como a cidade de Saintes se distinguia por seu zelo na recitação do Angelus, o papa João XXII a parabenizou com um Breve.

E numa Bula de 13 de outubro de 1318, universalizou a recitação do Angelus enriquecida de indulgências.

Os primeiros inícios foram com São Boaventura (1221 – 1274)
Os primeiros inícios foram com São Boaventura (1221 – 1274)
O papa ficou impressionado por um milagre espetacular atribuído ao Angelus e acontecido na cidade de Avignon.

Monsenhor Gaume conta:

“A justiça da cidade condenou dois criminosos a serem queimados vivos na véspera da Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria.

“A pira já estava acesa. Ao se aproximar, um dos culpados continuou implorando à Santíssima Virgem, lembrando-A do Angelus que rezava três vezes ao dia.

“Os verdugos o jogaram no fogo.

“Mas, milagre! Ele sai como os hebreus da fornalha da Babilônia: são e salvo e suas roupas intactas! Enquanto que seu companheiro foi devorado pelas chamas num instante!

“Não foi suficiente. E, mais uma vez, o miraculado foi jogado na fogueira!

“Mas saiu de novo sem queimaduras e cheio de vida, como da primeira vez!

“Foi-lhe concedido o perdão e foi conduzido em triunfo à igreja da Santíssima Virgem, para dar graças à sua libertadora”.

E a recitação do Angelus do meio dia?

O rei Luís XI em 1472, ordenou que todo o seu reino estendesse o Angelus ao meio-dia.

Esta prática do Angelus do meio-dia foi indulgenciada em 1475 pelo papa Sisto IV, que favoreceu particularmente o culto litúrgico da Imaculada Conceição.

No entanto, em 1455, o Papa Calixto III já havia prescrito o sino do meio-dia.

Luís XI só aplicou à França as decisões sábias do Papa assaz mais precisas: o terrível Maomé II acabara de tomar Constantinopla (1453).

E enquanto seu cavalo comia aveia no altar-mor da catedral Santa Sofia, jurou que faria o mesmo no altar-mor de São Pedro!

Rezar pelo triunfo das Cruzadas foi um grande motivo dos Papas
Rezar o Angelus pelo triunfo das Cruzadas foi um grande motivo dos Papas
Seu formidável exército de mais de 300.000 homens, seus canhões de 12 metros e sua lendária crueldade eram de um conquistador arrogante.

Foi contra esta praga, que Calixto III teve a inspiração de criar o triplo Angelus. Mas, na aparência ninguém se mexeu! Nem mesmo a França de Luís XI.

Porém, de repente, em 1481, Maomé II foi atingido por um mal desconhecido, aos 49 anos de idade.

Alessandro VI reviveu o Angelus contra a heresia luterana. E o Papa São Pio V definiu o Angelus completo, como é recitado desde então, na edição oficial do Pequeno Ofício da Santíssima Virgem.

João XXII aprovou a prática do Angelus da noite, observada em Saintes.

O Papa Leão XII concedeu indulgência plenária à recitação contínua por um mês.

Assim, a pequena oração do Angelus deve ser dita de manhã às 7 da manhã, depois ao meio-dia e finalmente à noite às 19h na França e 18h alhures.

Quase todos os sinos da igreja tocam a estas horas para nos sinalizar o Angelus!

Infelizmente, esta poderosa oração está ficando esquecida.

O Angelus é a oração contra todos os perigos que ameaçam a Igreja, os cristãos e a Cristandade.

O que é que aconteceria se os católicos passassem a reza-lo todos os dias e em massa, três vezes diariamente?

Motivações não faltam, aliás são mais imperiosas do que nunca.

Sozinho, em família, no carro ou caminhando! O resto Nossa Senhora fará.



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