domingo, 8 de novembro de 2015

A monja que fugiu de seu mosteiro




Num antigo e austero mosteiro habitava uma monja muito jovem, chamada Beatriz, de grande piedade em sua vida religiosa e profundamente devota de Santa Maria, a quem consagrara a metade de sua vida.

Continuamente a viam de joelhos diante do seu altar, em fervorosa veneração, oferecendo sua esplêndida juventude e angélica pureza à sua Santíssima Mãe. A abadessa e todas as irmãs do convento lhe professavam grande carinho, por sua bondade e doçura, e a nomearam para o cargo de sacristã da igreja, que ela desempenhava com grande zelo.

Porém, sendo Beatriz extraordinariamente bela, despertou a paixão de um clérigo que frequentava o mosteiro. Tentou convencê-la a fugir do convento com ele. Mas Beatriz, que a princípio resistia com firmeza, sentia desfalecer suas forças ante os embates daquela forte tentação.

domingo, 1 de novembro de 2015

1º de novembro, festa de todos os Santos
que se difundiu a partir dos séculos VIII-IX

Santos no Céu. Detalhe da Coroação de Nossa Senhora, rainha do Céu. Galeria degli Uffizi, Florença. Fra Angelico (1395 – 1455).
Santos no Céu. Detalhe da Coroação de Nossa Senhora, rainha do Céu.
Galeria degli Uffizi, Florença. Fra Angelico (1395 – 1455).



Iniciou-se a celebrar a festa de todos os santos até em Roma desde o século IX.

Uma única festa para todos os Santos, ou seja, para a Igreja gloriosa intimamente unida à Igreja ainda peregrina e sofredora.

Hoje é uma festa de esperança: “a assembleia festiva dos nossos irmãos” representa a parte eleita e seguramente exitosa do povo de Deus.

Chama-nos atenção para o nosso fim e para a nossa vocação verdadeira: a santidade, à qual todos nós somos chamados, não por meio de obras extraordinárias, mas com o cumprimento fiel da graça do batismo.

Do ‘Discursos’ de São Bernardo, abade


A que serve, então, o nosso louvor aos santos, a que serve o nosso tributo de glória, a que serve esta mesma nossa solenidade?

Porque a eles as honras desta mesma terra quando, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste os honra? Para que, então, nossas homenagens a eles?

Os santos não precisam de nossas honras e nada vem para eles do nosso culto.

É claro que, quando veneramos a memória deles, operamos em nosso benefício, não no deles!